By paddloPayday loans

30 jun 2012

O prazer dos pequenos momentos com os filhos

Post por Glauciana às 18:51 em Mãe e Filhos

Nessa semana eu presenciei três cenas que me deixaram bastante reflexiva. Em três situações diferentes vi o mesmo movimento e, desde então, fiquei matutando.

Sábado à tarde levamos Eduardo e Luca à playland de um shopping em São Paulo. No meio de tantas crianças e pais, percebi também um grande número de babás. Em alguns casos, elas acompanhavam a mãe, mas em outras vi que era a própria funcionária, sozinha, que levou a criança ao parque de diversões.

Depois, no início da semana, levei os meninos ao pediatra, com a ajuda de minha babá, e também encontrei crianças sendo levadas ao médico pela babá, sem a presença da mãe.

E, por último, ontem fui fazer as unhas no salão de meu bairro e chegou um garotinho para cortar o cabelo com a babá.

Vejam bem, são três cenas isoladas, que talvez não digam muita coisa, levando em consideração que sempre temos de ver o contexto, o histórico, a situação de tais famílias, como a Calu disse com muita propriedade em seu post dessa semana. Nós, que combatemos tanto essa crueldade de bullying materno – como intitulamos o julgamento duro contra mães – não podemos mesmo sair por aí feito metralhadoras fuzilando quem quer que seja.

A reflexão que trago é outra, além simplesmente do fato de serem possíveis mães ausentes [que, na verdade, eu nem sei se são], se terceirizam seus filhos… nada disso do que vemos tanto por aí. O que fiquei pensando é em como, muitas vezes, deixamos de aproveitar momentos tão gostosos ao lado de nossos filhos.

Essas três situações – de levar o filho ao parque de diversão, ao pediatra e ao cabeleireiro – podem ser muito prazerosas para a mãe. Pensem comigo: nessas três circunstâncias creio que a mãe perde momentos talvez únicos da história de seu filho. Será que deixamos passar momentos bobos, aparentemente corriqueiros?

Sim, eu acho que perdemos. E isso não diz respeito apenas às mães que trabalham fora de casa o dia todo, não. Diz respeito àquelas também que ficam em casa com as crianças. Por vezes, absorta na rotina esmagadora do dia a dia, do cuidar, do zelar, do educar, deixamos passar momentos pequenos, delicados, mas que podem proporcionar a criação ou o fortalecimento de vínculo entre nós e nossos filhotes.

No parque, a mãe daquele pequeno poderia estar se divertindo com seu filho, deixando nela também aflorar sua criança livre, estimulando o lúdico tão saudável em ambos. Designou instantes de tanta alegria à babá. Perdeu a oportunidade de brincar, de ver seu filho sorrir, correr, de se soltar à alegria das cores, movimentos e luzes das brincadeiras.

No pediatra, perdeu a chance de conhecer mais de perto a saúde de seu filho. De demonstrar a ele também mais essa forma de cuidado, estando ao lado dele, atenta, exercendo seu lado cuidadora, tão peculiar de nós, fêmeas.

E no cabeleireiro, desperdiçou a oportunidade de ver seu menino se descobrindo, ficando alegre conforme o profissional cortava o cabelinho, surpreso por ver os fios caindo no braço, sorrindo com a babá.

Eu, que estava presente nessas três situações, senti pela mãe. Sinceramente, achei uma pena por ela e não pela criança. POr ela perder flashes tão simples, mas tão enriquecedores do crescimento do filho. E aí, pensei: nas três situações ela poderia estar junto, sim. O pediatra poderia ser agendado de manhãzinha ou mais no fim da tarde, em uma brecha do expediente de trabalho; e parque de diversões e salão funcionam aos sábados, até aos domingos, dia em que – provavelmente – muitas mães não trabalham.

Eu mesma puxei na memória e vi que também deixo passar alguns desses momentos de curtição, como por exemplo quando chego em casa cansada depois de muitas reuniões, e prefiro ficar um tempo sozinha no meu quarto enquanto o pai rola no chão com os meninos. Descansar é preciso? Sim, claro, mas será que meu cansaço não iria pro espaço se eu também entrasse na brincadeira, desse assas à imaginação e me transformasse em uma lutadora de vale tudo, enquanto eles fazem meu tapete da sala de ringue? Sim, muito provavelmente!

São nesses momentos simples, familiares, rotineiros, que o amor acontece. Nas pequenezas é que a vida acontece. Quando um olhar se cruza, quando um sorriso espontâneo nasce, quando um sentimento brota com força. Porque deixamos escapar essas preciosidades?

Desde então, comecei a prestar atenção e valorizar mais esses instantes da vida de meus filhos. Porque eu quero, sim, estar presente. Não só por eles, mas muito por mim. Eu só tenho a ganhar por ver coisa tão bonita.

E vocês, o que pensam? Valorizam as coisas corriqueiras do universo de seus filhos? Acham gostoso compartilhar essas situações com eles?

Esse texto foi publicado na rede social Mulher e Mãe, em 25/2/2011

*Imagem: Arquivo Pessoal

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

2 comentários para "O prazer dos pequenos momentos com os filhos" | Adicione o seu »

  1. jul 05, 2012 @ 23:40 {Responder}

    É isso aí… Momentos assim são singelos e especiais, e fico muito feliz por poder estar sempre com o meu filho, por não precisar de babá… Abs!

    [Reply]

  2. Tia Gil
    jan 28, 2013 @ 21:25 {Responder}

    Glau.. lindo seu blog.
    Agora que parei para olhar com carinho.
    Um grande beijo.

    [Reply]

Deixe um comentário





  • * requerido
*