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08 mai 2012

Meu encontro com a Mônica

Post por Glauciana às 08:48 em Culturinha


Realizei um sonho de infância: conheci o estúdio do Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica.

À convite da Huggies Turma da Mônica, eu e um grupo de mães (e um pai) blogueiras estivemos na Rua do Curtume na tarde de 4 de maio. Para ser sincera, quando recebi o convite já me emocionei por ver o endereço. Eu quando criança que tantas cartinhas enviei para a Rua do Curtume, na Lapa, agora estaria indo pessoalmente lá.

Os gibis da Turma da Mônica fizeram parte de anos da minha infância. Assim que fui alfabetizada ganhei de presente de meus pais a assinatura das revistinhas. Era tanta ansiedade para que o carteiro me entregasse aquele plástico com os quatro exemplares do mês, que quando recebia lia todas de uma vez. Depois passava 29 dias ansiosa tudo de novo :)

Quando lia os gibis ficava imaginando como seria lá dentro. Se Maurício de Sousa desenhava à mão todas as histórias. Se a Mônica realmente existia. Fantasiava muito, até que chegou o dia de ver tudo isso com meus próprios olhos.

E, sim, todas as histórias são feitas uma a uma à mão. O processo é longo e cuidadoso.

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As fases do processo de criação das histórias da Turma da Mônica:

- Primeiro, um roteirista coloca no papel (papel mesmo, desenhando à caneta) uma sugestão de desenho com o texto. Maurício lê o roteiro e aprova ou não, fazendo alteração se julgar necessário.

- Depois, a história vai para o ilustrador, que trabalha naquelas tradicionais pranchetas. Ele desenha os quadros sugeridos pelo roteirista e faz as marcações dos locais dos balões de diálogo.

- A terceira fase é da Letra. O profissional, chamado de letrista, manuscreve o texto da historinha.

- Após isso, chega o momento da Arte Final, que pode ser feita manualmente ou no computador, já que a empresa passa por um processo de informatização e alguns dos colaboradores estão se rendendo à tecnologia.

- A quinta etapa é o acabamento. Aquela inspeção para ver se não há traços errados. Se não houve qualquer falha de texto ou se faltou qualquer detalhe no desenho.

- Finalmente, é hora de colocar cor nos personagens. Depois disso, o arquivo vai para a Panini, a editora que imprime e distribui as revistas.

A Maurício de Sousa Produções é uma empresa imensa: é o quarto maior estúdio do mundo. Mensalmente: produz de 900 a 1200 páginas por mês; imprime 2 milhões de exemplares de revistas; e já editou 170 títulos de livros.

E no momento em que Maurício esteve conosco, respondendo às nossas perguntas, questionado se sabia do que ele representava para as crianças brasileiras, simpático disse: “Sei que represento algo legal, mas não tenho noção de ser tudo isso que dizem“.

Pois não bastasse a emoção por ver o processo de feitura dos quadrinhos, por receber um abraço do pai da Mônica e por ter um gibi assinado por ele, fiquei pensando: “Poxa, bem que a Mônica podia aparecer por aqui, né?!?”. Quando, de repente, uma das funcionárias anuncia “Olha quem veio aqui conhecer vocês“. Quando vi que era ela, a Mônica, em carne e osso. Ela existe messsssssmo!

Dei um pulo na frente de todo mundo e voltei a ser criança: “Môôôôônica, você é linda! Não tem nada de gorducha e dentuça. Sou muito sua fã“. Maior tietagem, pulei no pescoço dela, com o coração disparado. Perdi a linha, como jornalista, como blogueira. Naquele momento eu era uma Glauciana garotinha pobre, com o gibi na mão, lendo no quintal da casa de núcleo do interior do estado de São Paulo.

Novamente agradeço a meus filhos pela oportunidade que tive graças à eles. Sendo mãe e sendo blogueira é que cheguei a realizar esse outro sonho. Um deles relatei aqui. Obrigada, obrigada, obrigada \o/ Olhaí nós duas juntas. E até o assessor do Maurício disse que nós somos parecidas… não é à toa que meu apelido na adolescência era Mônica.

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1 comentário para "Meu encontro com a Mônica" | Adicione o seu »

  1. mai 10, 2012 @ 22:54 {Responder}

    Glauciana, que emocionante o seu relato! A menina Glauciana ali, num castelo de sonhos!
    Infelizmente, nunca pude ler um gibi, tamanho o rigor de meu pai, que à época achava uma literatura “menor”. Proibida em casa.
    Eu passava pela banca de jornal do bairro e namorava a capa com a garota dentuça e de vestido vermelho.
    Também me emocionei ao vê-la do teu lado tão crescida e tão a mesma Mônica!
    Beijo

    [Reply]

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