#mimimi materno
Acompanho muitas mães no ambiente virtual e também no real, pois desde que a maternidade invadiu a minha vida, eu tenho muito prazer em vivê-la junto com as outras “especialistas” no assunto.
E nesse tricô materno sempre discutimos sobre educação, alimentação, comportamento, mas ultimamente tenho visto algumas mães com uma postura tão negativa, que fiquei pensando em como encaramos a maternidade e suas responsabilidades.
Acompanhando algumas mãezinhas, que eu sei que não fazem por mal, é claro, eu comecei a observar os meus comportamentos também. E percebi que, em alguns momentos, nós reclamamos demais de nossos filhos. Mas, será mesmo que “tudo isso” que eles fazem é errado, eles têm “defeito”?
A maternidade tem, sim, suas infinitas responsabilidades. Já na largada precisamos passar por uma transformação física e psicológica para gerar um novo ser. Depois, vem o desafio do parto, que é fichinha perto do primeiro ano do bebê, com as noites sem dormir, os peitos rachados pela amamentação, a mudança de rotina, o “abandono” a que submetemos nossos maridos, já que o filhote requer atenção quase que exclusiva.
Eu também já reclamei muito no começo, mas depois que me dei conta de que a maternidade não é um fardo eu relaxei. O que tenho percebido por aí é que muitas mulheres encaram – talvez até de forma inconsciente – a tarefa de ser mãe como uma espécie de castigo. Parece que estão sendo privadas, de propósito, à liberdade de sair. Estão sendo obrigadas a cuidar de um outro ser. Forçam-nas a sofrer a privação do sono. Transformam seus filhos em vilões, atribuindo-lhes um papel tão maldoso, que – em minha opinião – não merecem.
Educar e conviver com um outro ser humano que saiu de você, em seu conceito, é algo muito divino. Parece que Deus nos deu a chance de fazer tudo de novo, do nosso jeito, podendo aparar as arestas. Imagine que você tem uma segunda oportunidade para rever seus pontos de vista e suas posturas.
Quem é mesmo que quis engravidar? Quem é mesmo que é mãe? Quem é mesmo que aceitou formar família?
Poxa vida, a maternidade é das coisas mais belas do mundo. Já vi o sofrimento de mulheres que não podem ser mãe pelas vias naturais e biológicas. O sofrimento e o duelo psicológico pelos quais passam é dolorido demais. Em outra instância, imagino a dor daquelas mães que são separadas de seus bebês, sem falar daqueles pais que enterram seus próprios filhos.
Queria levar a mensagem de que devíamos parar de encarar o que é bom como mau, apesar dos momentos mais pesados ou até difíceis. Afinal, tudo depende de como olhamos. Qualquer situação pode ser muito ruim ou muito linda de acordo com a lente que colocamos para enxergá-la.
E, cá entre nós, reclamar é ruim, faz mal para gente e para os outros. Atraímos energia negativa e entramos num ciclo vicioso, reclamando mais, mais e mais. Tudo o que somos é resultado de uma atitude mental. Os pensamentos ruins vêm? Sim, a todo momento, pois temos estímulos que nos levam a pensar no mal, mas devemos ter a escolha até do que pensamos e do que verbalizamos.
O filho tá dando trabalho? Tá enchendo a paciência? Tá a ponto de explodir? Faça alguma coisa para espairecer e mande o pensamento para longe. Reclamar verbalmente ou soltar um #mimimi nas redes sociais só vai piorar a situação. Atitude mental, mamães! Isso ajuda um tanto… e ainda não alimenta uma curva espiral de pensamentos marrons #ficadica
*Imagem: We Heart It











8 comentários para "#mimimi materno" | Adicione o seu »
Tb acho que ficar reclamando dos filhos é errado. Aliás, eu nem posso reclamar dos meus pq eles são tão bonzinhos que eu seria injusta.
muito bom o texto.
beijos
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Muito bom o texto. Eu mesma tenho me policiado diarimente por, às vezes, não ter a paciência que eu acho que eu deveria ter com o meu e não virar aquelas mães que só brigam com o filho, afe!
Concordo totalmente com o texto, adorei o blog. um beijo.
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O poder das palavras.
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Assim com oa Aline, também acredito no poder das palavras, elas são sementes que se lançadas podem frutificar, que tipos de frutos queremos colher? bons ou ruims? apoio você em todos os quesitos levantados no seu post.
Dão trabalho… bastante… Mas que bom que as crianças podem ser criadas pelas mães, que bom que o filho acorda de madrugada, sinal de que está respirando, sinal de que ama quem cuida dele…
Nem sempre é fácil encarar tudo isso, principalmente quando cria sozinha seus filhos…. mas a vida é assim, cheia de oportunidade únicas, se queremos o melhor, basta procurar que vai achar, em todas as situações!!!
beijos
Karin
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Lendo seu texto, lembrei de um curso de neurolinguistica que fiz e adorei, onde aprendi algo que levarei comigo para sempre: “Todo fato, todo acontecimento é neutro, ve-lo de forma positiva ou negativa, é opção sua (minha)!”
Também reclamei várias vezes, de noites mal dormidas, cansaço, quase sempre comigo mesma, ou no maximo com meu marido, mas lembrava disso e via como podia encarar de forma diferente o que estava vivendo!
#ficadica tbem!!
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Como sempre uma reflexão de ótima qualidade!!!
Também acho que tem gente que reclama demais e na frente dos filhos, o que acho bem pior!!!
Mas menina linda de sorriso fácil (vide foto do perfil), deixa a gente reclamar um pouquinho no Twitter, só pra fazer graça na TL, rsrs, me dá um desconto, vai, Luna ainda não saber ler, então reclamar escrevendo ainda posso!!! Depois que ela aprender a ler, prometo que paro!
Mas agora sério: concordo plenamente que tudo depende da maneira que olhamos e sempre caímos no erro de enxargar o lado ruim de cada situação!
Semana passada, por exemplo, passei pela primeira birra da minha filha de dois anos, dei um tempo pra ela, não estava em condições de controlar a situação. Fui lavar louça e ela ficou fazendo pirraça na sala até o pai chegar (mais ou menos meia hora). Ele desceu com ela e foram levar o cachorro pra passear, não sei se agi certo, mas foi o que eu quis fazer naquele momento.
Depois ela me abraçou e pediu desculpas. Acho que toda situação nos traz aprendizado, foi a primeira vez, não sabia o que fazer, mas depois refletindo melhor, deveria ter mudado o foco, espairecido, como vc sugeriu!
Beijão.
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Tem toda razão. Temos que nos policiar quanto a isso. Eu sou dessas e quero muito mudar.
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Falei sobre isso no meu blog http://amaedocara.blogspot.com/2011/08/nao-moleza-nao.html
Mas, por mais que a gente se sinta perdida às vezes, precise de ajuda, e reclame, não há nada mais gratificante do que a maternidade.
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