Visita ao Research Center da Danone
O motivo pelo qual a Danone, por meio de Actimel, levou eu e mais quatro mães blogueiras à França, foi conhecer o Danone Research Center, chamado Daniel Carasso. O centro fica ao sul de Paris e é o principal facilitador de pesquisas para todas as marcas do grupo. A sua missão é desenvolver produtos saborosos e balanceados que proporcionem um benefício na saúde.
E em nossa tarde lá eu fiquei espantada com tudo o que há por trás de um simples pote de iogurte. Não se trata, simplesmente, de leite coalhado com sabor. A Danone, ali naquele centro de pesquisas, têm profissionais, muitos PhD, que estudam probióticos e sua relação com a flora intestinal, pesquisas clínicas do uso dos produtos em seres humanos e a fisiologia humana.
Ao todo, são 360 cientistas, do mundo todo, que trabalham no Research Center: nutricionistas, engenheiros de alimento, microbiologistas, biólogos moleculares, bioquímicos, especialistas em avaliação sensorial e em comportamento do consumidor. Lá, pudemos conhecer alguns desses profissionais, que apresentaram um pouco do trabalho desenvolvido.
A francesa Françoise Néant foi quem nos recepcionou. Na sequência Bridget Holmes, inglesa, falou sobre a abordagem nutricional da marca. Depois disso, um querido uruguaio, Gianfranco Grompone, falou conosco – em um bom português – sobre suas pesquisas com probióticos e a relação com o intestino. Ele, que pertence ao Instituto Pasteur de Montevideu, passa um mês em sua cidade natal e um mês no Research Center, em Paris. Gianfranco nos guiou em uma visita aos laboratórios e pudemos ver as máquinas de última geração usadas para pesquisa.
Depois disso, fomos a um local muitíssimo agradável dentro do centro de pesquisas: uma cozinha. Isso mesmo, uma cozinha, com mesa, pia, fogão, objetos de decoração. Ali, naquele espaço tão familiar, é onde a italiana Felicetta Ortica comanda os grupos de pesquisa qualitativa dos produtos com pessoas. Segundo ela, ao longo de um mês, aproximadamente três grupos passam por ali para testar algo, que pode ser o gosto, a embalagem, a forma como as pessoas pegam o pote de iogurte. Do outro lado do vidro fumé os pesquisadores atentam para todas as reações dos pesquisados. Com isso, eles conseguem ter orientações e diretrizes para aprimorar ainda mais os produtos. Como disse Felicetta, não basta ser bom para a saúde, tem de ser gostoso!
Finalizando nossa visita, Murielle Gagneau apresentou os procedimentos de uma pesquisa clínica e de como o Research Center leva à sério os estudos que fazem. Todos eles são obrigatoriamente registrados e publicados em revistas científicas antes mesmo de serem concluídos. Dessa forma, a Danone, como uma empresa privada, está beneficiando não apenas a si mesma, mas a toda uma comunidade acadêmica, que pode ter acesso às pesquisas desenvolvidas ali.
Terei muito mais coisas para dizer sobre esse encontro e as coisas que aprendemos lá, mas isso vai ficar para outros posts, já que a lista é grande. Por ora, taí um gostinho do trabalho cheio de profissionalismo e seriedade da empresa, que não chega até nós, consumidores comuns.














1 comentário para "Visita ao Research Center da Danone" | Adicione o seu »
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