By paddloPayday loans

23 mai 2011

Sobre maternidade, tempo e amor

Post por Glauciana às 14:53 em Mãe e Filhos

Na semana passada eu comentei um post no Facebook, de uma colega, mãe de um amiguinho de Dudu do condomínio. O post dela dizia que a bebezinha de dois meses, que já não saia do peito, agora com cólica passa o dia todo mamando. O post até não me chamou tanto atenção, pois considero essa fase – os três primeiros meses do bebê – realmente muito pesada.

Nós, mães, nos sentimos cansadas, exigidas demais com o cuidado, amamentação, exauridas por conta das noites sem dormir. Muito natural que passemos por períodos de puro desespero, como eu já relatei em diversos posts meus. Somado ao fato da montanha-russa hormonal que passa nosso corpo e mente, pura loucura.

Mas, o que me fez refletir foi um dos comentários, de uma amiga muito querida e que eu respeito sobremaneira. Lá, ela alertava a mãezinha que não deixasse a pequenina muito tempo no peito, para que ela não ficasse chupetando. Eu, na mesma hora, perguntei: “mas, qual é o problema de ficar o tempo todo no peito?“. Fui rebatida pelas duas e acabei saindo da discussão, já que já tinha expressado meu ponto de vista e não estou aqui para catequisar ninguém, apenas para contribuir um pouquinho com o que eu acredito da maternidade. E deixo claro que não é regra, é apenas o que eu acho como certo para mim e para meus filhos, apoiando-me em fatos que a medicina explica, em casos mais específicos sobre amamentação, parto e vínculo, por exemplo, três pilares que sempre discuto aqui no blog e nos fóruns maternos da web.

E aí fiquei pensando o seguinte: será que não nos deixamos levar muito por nossas emoções momentâneas, sobretudo quando nos tornamos mães? Explico-me! O bebê nasce e a gente se vê perdida, desesperada, cansada, exigida, muitas vezes sem saber o que fazer, sentimo-nos incapazes, gordas, sem função na vida, além da maternidade (o que é uma loucura, pois ser mãe já é a maior função do mundo, um dia ainda darão valor a isso, tenho fé)… sim, todas essas sensações são legítimas, eu mesma passei por cada uma delas.

Mas hoje, que meu período mais pesado com meus filhos passou, eu posso dizer: realmente passa! Fazendo uma continha básica cheguei a uma conclusão que me faz acreditar que, por vezes, deixamos nosso egoísmo falar mais alto. A expectativa de vida da mulher brasileira é de 75 anos, de acordo com dados recentes do IBGE. Se pensarmos matematicamente, quanto tempo passamos dando atenção exclusiva aos nossos filhos? Eu diria que de 8 meses a 1 ano. Lógico que aqui entram as mães que optaram por parar de trabalhar fora de casa para cuidar da prole. Sim, elas estão se dedicando mais tempo, mas aí os cuidados são diferentes desses que eu abordo no texto.

Pois bem, em 75 anos vamos considerar que apenas 1 ano, um mísero ano de nossa vida, é permeado por cólica, por choro, por noites sem dormir, por peito rachado, por dor de parto, por bebê pendurado em nosso peito, fazendo-o de chupeta. E aí nós, TODAS, com raras exceções, reclamamos, fazemos #mimimi na web, nos queixamos com marido, choramos. De novo, não estou dizendo que é em vão, não, de jeito nenhum. De verdade, os sentimos são legítimos! Euzinha passei por tudo isso.

Mas, será que é muito mesmo dedicar-nos assim, de forma tão exclusiva e pura, a esses seres que tanto amamos e que colocamos no mundo? Será que não podíamos pensar, nesse período, menos em nós e pensar que só estamos oferecendo o que o bebê precisa? Pois eu acredito mesmo, de coração, que tudo o que bebê novinho precise, pelo menos nos primeiros 3 ou 4 meses, é de colo de mãe, leite materno e carinho. Tirando os outros cuidados básicos, como troca de fraldas e banho, não precisa de mais NADA.

Depois, sim, começa a descobrir o mundo e isso é fisiológico. A partir do quinto mês, quando o tronco começa a ficar ereto e rígido, o bebê começa a olhar o mundo e tem a necessidade de interação, estímulo e todos os outros movimentos tão saudáveis para seu desenvolvimento cerebral. Mas, antes disso, as pesquisas afirmam que TUDO o que o bebê precisa é do contato próximo de sua mãe, tanto que dizem que o primeiro trimestre de vida do ser humano é como o quarto período da gestação, só que do lado de fora do corpo. Ele continua a fazer as mesas coisas que fazia dentro da barriga: dorme muito, movimenta-se pouco e suga (na barriga era o dedo e o líquido que o envolve), agora suga o peito da mãe.

E engana-se quem pensa que bebê só procura o peito da mãe por fome. Não! Os novinhos precisam do peito da mãe por outros fatores também: necessidade de sucção, conforto, calor, quando sente-se ameaçado, quanto sente dor. Há estudos que comprovam que, durante a amamentação – e só nesse período – as glândulas sudoríparas do pescoço da mãe liberam o cheiro de um hormônio que é capaz de acalmar os batimentos cardíacos do bebê quando ele sente medo ou desconforto.

Gente, isso pra mim é beleza pura. Quase uma oração! Se considerarmos que nós, mães, podemos ser para o homem toda sua salvação num período de sua vida é dádiva e me soa de forma muito sublime. Nós matamos sua sede e sua fome, com um fluido que sai de nosso próprio corpo. Acalmamos seus medos com um cheiro que sai de nossa pele. Fazemo-nos dormir com o balanço de nossos braços.

Pra mim, isso é vida em sua forma mais linda e bela. E eu, ainda bem, percebi isso a tempo de poder ofecerer tudo isso a meus filhos. Tive meus momentos de desespero, sim, como toda mãe. Mas, isso não me deteve de amamentar em livre demanda e de forma prolongada. Não me fez impor duras rotinas que forçassem meus filhos a dormirem enquanto eles ainda não eram capazes disso. Não me fizeram ir pra longe deles em seus primeiros anos, quando eles tanto precisam da mãe por perto.

Eu acredito que o mundo de amanhã será transformado por pessoas. Esses cidadãos que estamos formando hoje. Lá fora, no mundo duro e hostil, eu escolho colocar pessoas mais seguras e emocionalmente estáveis. E isso tudo pode ser desenvolvido por uma coisa muito simples: amor! Amor de mãe, que habita de forma pura todos os nossos corações.

#Ah, e antes que eu me esqueça: o que veio primeiro? A chupeta ou o peito da mãe? Será que não estamos invertendo um processo natural? Eu preferi que meus filhos fizessem meu peito de chupeta do que a chupeta de peito. Acho mais gostoso, cria vínculo e ainda não estraga os dentes…rs.

*Imagem: We Heart It

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39 comentários para "Sobre maternidade, tempo e amor" | Adicione o seu »

  1. fannytatiane
    mai 23, 2011 @ 15:09 {Responder}

    Glau,

    Lindo seu post, acho que fases complicadas no inicio, vêm do processo de adaptação, nossa e do BB, é um “egoísmo”, não dá tempo ao tempo, para as coisas começarem a fluir direito!
    Quem atirar pedra em vc, vai apanhar de mim… vc é sempre tão perfeita no uso das palavras.

    [Reply]

  2. mai 23, 2011 @ 15:16 {Responder}

    Glau, concordo contigo que um ano se dedicando não tira pedaço. Eu fiquei afastada do trabalho apenas o período da licença-maternidade e acredito que foi o melhor para mim e para minha filha. Claro que, com isso, aquele período de três mamadas na madrugada ocorreram quando eu já tinha que dar expediente no trabalho. E vou te dizer, com toda a sinceridade do meu coração: foi tranquilo. Claro que teve dias mais difíceis, outros menos. Mas nenhuma tragédia. De fato, os três primeiros meses foram os mais exaustivos (passei de 51 para 44kg em dois meses, e olha que tenho 1,53m e uma estrutura de corpo com perna grossa, bumbum e tal). Mas depois – ao contrário do que eu temia – passou.

    Creio que os fóruns de mães servem muito mais pra gente não achar que está louca, que só acontece conosco esses perrengues todos. Por isso, evito de ficar de mimimi no meu twitter e no meu facebook, onde tenho contatos profissionais e de amigos que não têm filhos, portanto não se caracterizando como o fórum mais adequado para os papos de mãe. (Aliás, agradeço à Rede Mulher & Mãe por ter criado uma rede social exclusiva pra gente!!!!)

    Adoro teus textos e tua sensibilidade para lidar com a vida real.
    Bj

    [Reply]

  3. Ana Carolina
    mai 23, 2011 @ 15:19 {Responder}

    Glau, ás vezes as dores que sentimos naquele momento são as maiores do mundo e quando passam a gente percebe que não eram tão severas e nos arrependemos de não ter deixado o bebê chupetar no peito, te ter ficado gorda e assim por diante.
    Beijos
    Ana Carolina

    [Reply]

  4. Rogéria Thompson
    mai 23, 2011 @ 15:40 {Responder}

    Glau,gostei do post,acredito que este tempo de dedicação vale muito a pena,mas é mais fácil a reclamação,rsrsrsrs O Daniel que mamou até os 3 anos,hein?Chupetou bastante o peito,já a Su ficou na chupeta até os 5 anos,foi mais fácil tirar o peito…

    [Reply]

  5. mai 23, 2011 @ 16:30 {Responder}

    Glau (posso te chamar assim?) adoro seus textos, mas acho que nunca comentei. Vergonha alheia! Desculpa, vou tentar comentar mais.
    Sobre esse texto em especial, tenho uma opiniao um pouco contraditoria, porque concordo com voce em numero, genero e grau. Mas tambem entendo a mae que esta cansada, porque muitas vezes ele nao tem que “dar conta” so da maternidade, tem todas as coisas coisas que dependem dela: casa, roupa, comida, supermercado… e sem ninguem para ajudar. E ai como faz?
    Como nao se sentir cansada, pedindo arrego e sem forcas?
    Eu vivi isso na pele, sei que nao e’ facil, mas conheco muita gente que nao consegue (por varios motivos), nao ter uma rede de apoio (familia, amigos, ajudantes), faz uma grande diferenca.
    Agora quanto as redes sociais, algumas vezes nao sei o quanto elas sao eficazes, pois acho que tem momentos que mais atrapalha do que ajuda. E tem pessoas que nao tem muito discernimento, ai ja viu, ouve algo e leva ao pe da leva, ou tem alguma atitude e nao se responsabilidade por ela, joga a culpa no grupo que “orientou” / incentivou-a a fazer de tal forma, muita coisa envolvida.
    Abracos
    Graziela

    [Reply]

  6. mai 23, 2011 @ 16:33 {Responder}

    Primeiro quero dizer que minha opinião é totalmente teórica, já que meu bebê ainda está dentro de mim. Ela se baseia no fato de ser psicóloga analista do comportamento humano. Conversando com muitas mãe e vendo minha cunhada amamentar minha sobrinha, não acho que a livre demanda e a “chupetação” do bebê no seio, seja muito saudável. Concordo que a amamentação é muito importante para a formação do vínculo mãe/bebê, porém deixar que ele fique o tempo todo no peito, faz com que a criança aprenda que terá o que quer, na hora que quer. Isso, porque de acordo com a análise do comportamento humano, todos os comportamentos que emitimos hoje, são frutos de comportamentos passados que foram reforçados ou não. Sendo assim, acredito que algumas regras desde a amamentação sejam importantes, como colocar horário para as mamadas. Não digo que se deve deixar o bebê com fome ou chorando, só porque ainda não é hora de mamar, de forma alguma, mas acredito que ter um horário, faz com que desde pequeno o bebê aprenda a lidar com regras e que as coisas não são somente como ele quer. Como já disse lá em cima, isso é totalmnete teórico e pode ser que eu mude de opinião, quando começar a amamentar e enxergar as coisas de outra forma. Beijos

    [Reply]

  7. Marla
    mai 23, 2011 @ 16:45 {Responder}

    Amei o texto! Mariana, amiga do comentário acima, aproveite que você ainda tem pelo menos um tempinho da gestação de leia Besame Mucho de Carlos Gonzalez, ele explica de forma maestral a importância da livre demanda e do colo – attachment parenting.
    bjs!

    [Reply]

  8. mai 23, 2011 @ 16:48 {Responder}

    Glau, eu só tenho UMA coisa a acrescentar ao seu post: depois, quando a criança se torna independente e o contato é menor, a mãe reclama de saudade daquele tempo em que o bebê era dependente, mamava no seu peito e pedia seu colo o tempo todo.
    E isso, como vc disse sobre o seu caso, é FATO! ACONTECE! Morro de saudade de amamentar, de pegar no colo… Hoje, quando carrego o filho de alguém no colo, meus olhos se enchem de lágrimas de saudade.
    Por isso, concordo com vc: temos que aproveitar, dar o carinho que precisam, criar laços. Isso não vai tornar a criança mais mimada. O que cria o mimo é a forma de tratamento depois disso, proteção excessiva, dar tudo o que quer e etc. A gente tem uma visão deturpada das coisas…
    Eu sinto saudade… e é exatamente por isso que falo pra qquer uma: APROVEITE O TEMPO QUE PODE ACOLHER ASSIM!
    Beijo

    [Reply]

  9. mai 23, 2011 @ 16:51 {Responder}

    Glau,

    Essa discussão anda rondando minha vida. Tive um “pega” com o marido nesse final de semana sobre isso… e hoje leio seu post. Minha opinião é EXATAMENTE como a sua. Também sofro com a falta de sono, também reclamo, choro, faço drama… mas consigo parar e pensar no pouquíssimo tempo que preciso me dedicar dessa forma (pq a dedicação não acaba, só muda…) para minha filha.
    Agora, o que tenho percebido é que algumas pessoas não entendem que o próprio bebê cria uma rotina de “horário”… amamento minha caçula em livre demanda mas nunca fiquei o dia todo com ela grudada no peito “literalmente”. Quando pequetita (até uns 4 meses) ela fazia um intervalo de + ou – 2h. Ela fazia… não eu! E mesmo assim, como eu não me importava de dar o peito por qualquer coisa se ela estivesse meio “chatinha”, ouvia muito comentário tipo: essa menina só mama? ela não sai do peito? AH!!!! Que saco! Um dia… já sem paciência de ouvir isso mandei essa: “Se preocupe não que ela só gruda no MEU peito… no seu não!”.kkkkkkkkkkkkkkkk Me libertei! :-P

    [Reply]

  10. mai 23, 2011 @ 17:17 {Responder}

    Glau,

    Penso mto parecido com vc!
    As vezes reclamos da minha rotina porque tem dias que eu não presto pra nada…mas sempre que o Davi me solicita, eu não abro mão disso, tem noites q é chupeitando das 21h as 5h, mas é momento que ele está comigo, sei que ele precisa de mim…e claro, eu preciso dele..rs…logo meu bebê vai crescer e querer correr pra lá e pra cá e a mãe vai ficando de ladinho..rs..

    Bjs

    [Reply]

  11. Sabrina
    mai 23, 2011 @ 17:44 {Responder}

    Adorei!!!!
    Muito bom o seu texto.
    Se todas as mães pensassem assim, que lindo o mundo no futuro seria :)

    bjs.

    [Reply]

  12. fabiola
    mai 23, 2011 @ 18:10 {Responder}

    fiquei muito emocionada com o que você escreveu. Não sou mamãe ainda, mas tenho muito desejo em ter um bebezinho. somos doadoras de vida! somos doadoras de alimento, de afeto, de alento, de saúde, gente, isso é demais! é bom demais você saber que você pode tudo isso! Somos fodonas!! rs

    [Reply]

  13. mai 23, 2011 @ 18:53 {Responder}

    Glau, querida, entendo e apóio seu ponto de vista. Mas falando por mim, pela minha experiência, dio que muitas vezes as queixas são uma forma de ganharmos atenção, não necessariamente o desejo de não ter aquele “problema”. No meu caso, fiquei muito tempo sem poder sair de casa, presa com as 3 meninas, sem ver gente, sem conversar com um adulto que não fosse meu marido, sempre chegando tarde do trabalho e cansado e que não me dava muita atenção justamente nessa época que eu mais precisava dela. Ai vem todo o mimimi, as queixas, as reclamações. Por que nossa vida passa a ser SÓ aquilo, todo o nosso mundo gira em torno daquela situação, então tudo ganha uma dimensão muito maior do que realmente tem. E quando temos um problema, a última coisa que queremos ouvir é que vai passar pois sabemos disso, mas naquele momento aquele problema é o maior do mundo porque é o que ME incomoda. Sabemos que tem pessoas passando por problemas muito mais graves, mas são problemas das outras pessoas, que nós não podemos resolver, então o nosso problema é que é importante pra nós. Não sei se me fiz entender, mas é o que eu penso. Tudo isso passa logo e tão logo passe sentimos saudades desses momentos “ruins”, mas naquele momento em que estamos fragilizadas e muitas vezes sós como eu estive, tudo parece uma tragedia.

    [Reply]

  14. mai 23, 2011 @ 19:33 {Responder}

    Oi! Concordo com você. Mas, também entendo perfeitamente as outras mamães do início do texto. Nem todo mundo tem acesso a essas informações a tempo, e nem toda mãe tem condições de lidar com essa dependência exclusiva por todo o primeiro ano. Mas, posts como o seu são super úteis! Gostei da forma como você colocou.

    [Reply]

  15. mai 23, 2011 @ 19:39 {Responder}

    Eu ia escrever exatamente o que a Tuka disse. Mas gostaria de falar de alguns pontos. Junto com esse mimimi todo, dependendo do contexto de cada gestação / mãe, não acredito que seja egoísmo pensar em si. Explico: sofri muito com a privação do sono, mas sei que o mau humor que isso ocasionou foi bem pior para a família e pensar em si mesma, às vezes, é para o melhor de outros. Hoje, com o João de 3 anos e meio e o Bruno, de 1 ano e 10 meses, penso em mim, pela qualidade do meu tempo com eles, mas também com isso penso neles, porque quero ensina-los que ser mãe deles não é me anular, ensinar a diferenciar amor próprio de egoísmo. Quando eram bbs, fiz igual a você.

    Sei que falou mais da fase bebê, mas eu acho que uma fase emenda na outra e fica dificil separar. o mais importante e isso é em todas as épocas, o amor e a dedicação que é dada, não só nas partes práticas, mas nos cuidados com a formação deles.

    [Reply]

  16. mai 23, 2011 @ 19:51 {Responder}

    Minha mãe sempre diz que o mundo está carente de mãe.
    Eu disse pra ela que acho que ainda há esperança. Cada vez mais estou percebendo que não estamos sozinhas no mundo. Adoro quando leio um post desse, tão citado no twitter e que expressa de forma brilhante minhas crenças como mãe. Sou mãe de 2 e no tempo que me foi dado, com o pouco ou quase nada de acesso à esse tipo de informação eu amamentei e amei essa função. Até hoje, depois de quase 4 anos que sou mãe, eu, na medida do possível, largo tudo para curtir com eles o máximo. Sei que lá na frente, o que quer que venha, vou poder olhar e pensar que foi graças a mim. E tenho 100% de certeza que terei orgulho. Nunca arrependimentos.
    Como sempre, você mandou mtoooo bem!!!!
    Bjos querida!!!!!

    [Reply]

  17. Claudia Possenti
    mai 23, 2011 @ 20:41 {Responder}

    Tive uma bebezinha, tipo anjo. Apesar de nascer muito pequena, pela dificil gestação que tive, nasceu com apenas 2,5 kilos, e em apenas um mês ganhou 2 kilos. Nunca mamou em livre demanda. Sempre estipulei horarios e ela se adaptava muito facil a eles. Estabeleci uma rotina desde a primeira semana, e ela dormia até 5 horas seguidas com menos de um mes. E com tres meses, já dormia a noite toda. Uma bençao, não é? Mas apesar disso, eu NAO DORMIA. A cada suspiro dela, eu já estava perdia o sono, e não conseguia de forma alguma dormi, relaxar… Foi uma fase muito dificil. Achava que sem eu ela morreria. Depois de 2 meses, insones e após uma consulta onde me medicaram uma série de medicamentos que nao tive coragem de tomar, por causa da amamentacao, resolvi voltar a trabalhar meio periodo. Foi a melhor escolha que fiz naquele momento. Passei a dormir e ter uma relacao mais tranquila com minha bebe. Amamentei apensa ate os 3,5 meses, mas tenho uma crianca em casa, saudavel, carinhosa, amavel, e nao acredito que nao tenha criado vinculos apenas por que amamentei por pouco tempo.
    Sou a favor da amamentação, mas existem muitos motivos pelas quais algumas maes nao podem amamentar seus bebes como doença, medicamentos, situações como adoção ou até mesmo por uma preferência, mas nao acredito que isso as torne menos mae ou tenham menos vinculos com seus filhos,
    Bom é minha opinião!
    Bjs

    [Reply]

  18. Claudia Possenti
    mai 23, 2011 @ 20:44 {Responder}

    Desculpem os erros de digitação, mas hoje estou aqui, ao lado dela, que não foi a escola pois está com febre e não consegui revisar meu texto.

    [Reply]

  19. mai 23, 2011 @ 22:58 {Responder}

    Lindo texto Glau!

    E vc disse tudo! O bebê precisa da mãe! E se ela que se dispôs a ter essa criança deve sim dar o melhor que puder à ela. Então realmente um tempo da vida dela não será tão custoso assim.

    E acho que de uma certa forma podemos retomar nossa vida depois que eles não precisarem mais tanto de nós, e se negligenciarmos esse tempo à eles o que sobrará para o futuro dessa mãe será arrependimento de não ter cuidado mais do filho, pois isso passa, mas o tempo não volta.

    Bjos

    Elaina
    http://www.vidademae.net

    [Reply]

  20. mai 24, 2011 @ 01:18 {Responder}

    Glau, é o que eu sempre digo, e enfrento após olhares estranhos: é uma fase e eu quero curtir. Porque eu sei que uma dia ele não vai mais me pedir colo por pura preguiça de andar, ou cansaço mesmo. Que um dia ele não vai mamar mais no peito, ou fazê-lo de chupeta. Que uma dia, ele não vai gritar do banheiro para que eu possa… enfim. Dá trabalho. É cansativo. Mas e aí? E quando acabar? Ou será que 2 ou 3 anos é uma condenação eterna? Será que 2 ou 3 anos sendo muitas vezes único pensamento de refúgio do meu filho (e sim, pode incluir mamar no peito de “chupeta”, pq me cansava mas eu não desistia), vai me fazer lamentar o resto da minha vida? Eu respondo que não. Sou humana, e me estresso, canso, reclamo. Mas quando essas coisas vão acabando, meu coração vai ficando pequenininho. O meu já tem 5 e recusa colo, claro. E eu já sinto tanta falta…

    um beijo!

    [Reply]

  21. mai 24, 2011 @ 10:54 {Responder}

    Nossa, acredito em tudo que você escreveu e me senti aliviada por ler seu texto, porque me sinto um peixe fora da água por ainda amamentar por livre demanda meu bebê, por ter parado de trabalhar fora para cuidar dele nesses dois primeiros anos de vida, por não viajar para ficar só com o marido e nem por não deixar o bebê para fazer noitada, tudo que as mães ao meu redor fazem. Como foi para vc e seu marido? Ele topou os primeiros cuidados e a dedicação materna? Beijocas,

    [Reply]

  22. mai 24, 2011 @ 11:34 {Responder}

    Glau,

    concordo com vc. Fiz mimimi e acho, qeu sem exagero, pode ser saudável! O mimimi faz perceber que outras pessoas passam pelo mesmo, acho que torna mais leve, é um desabafo rápido para prosseguir rs

    Escrevi um texto que acredito que irá gostar, não falo de mimimi mas de tempo, de toda pressão que a sociedade impõe para que as vidas sigam como antes, como se uma criança não fosse uma grande mudança e como eu e meu marido definimos o NOSSO tempo e curtimos cada minuto do nosso filho

    http://universomaterno.blogspot.com/2010/06/tempo.htmlEspero que goste

    [Reply]

  23. mai 24, 2011 @ 12:47 {Responder}

    Querida:
    Adorei seu post, mas preciso dizer que não concordo com tudo e espero que vc me entenda.
    Eu também acho que a gente precisa largar a mão de ser egoísta e ficar mais com nossos filhos; temos, sim, que fazer essa conta e perceber como é pouco o tempo que vamos dedicar a eles face o resto de nossas vidas. O Sai Baba dizia que a mãe é a base de uma nação – se elas não se dedicam a seus filhos, como uma nação será feliz?
    Por outro lado, eu não acho que seja a chupeta, ou a mamadeira, ou a cama compartilhada, ou o berço em outro quarto e outros exemplos que irão diminuir ou aumentar o vínculo entre uma mãe e seu filho. Falo isso por experiência própria, já que os dois pequenos usam esse objeto tão polêmico. Eu não os amo menos, nem dedico menos amor a eles. O meu vínculo não é menor. E nem sou alguém ignorante. Estudo, leio, pesquiso diversas coisas. Eles usam por uma opção minha e não por ignorância.
    Uma mãe que não amamenta seu bebê adotivo não tem vínculo com ele? O bebê prematuro, dentro da incubadora e que não pode mamar no seio, não sente todo aquele amor vindo de sua mãe? Ao mesmo tempo, existem mães que dão o seio, não dão chupeta, mas não conseguem fazer esta ligação entre ela e o bebê…
    Não são os objetos que diminuem os vínculos entre as pessoas, mas os significados que damos a eles. Cada mãezinha precisa entender porque tomou certas decisões, fez certas escolhas e seguir adiante, porque ser consciente de sua maternidade, de suas escolhas é que pode fazer diferença no vínculo criado.
    Espero que eu tenha conseguido me expressar bem, sem lhe deixar chateada.
    Bon voyage!
    Sua afilhadinha manda beijos pra dinda!

    [Reply]

  24. mai 25, 2011 @ 14:42 {Responder}

    Concordo muito com oque você disse, o joaõ tem 10 meses e ainda e doido pelo leite materno materno, oque o torna muito dependente de mim, porém minha vontade era ficar por conta dele e aproveitar cada minuto, mais eu como muitas outras mãe que precisamos trabalhar fora acaba não sendo egoismo e sim necessidade.As vezes passo noites sem dormir porque ele fquer ficar a noite toda mamando talvez seja para recuperar o tempo perdido durante o dia e muitas vezes me pergunto: – Será que não seria melhor ate para ele se nao estivesse mais amamentando? Não que eu não goste do meu filho ou que não queira dedicar eese tempo a ele, mais sim por necessidade.

    [Reply]

  25. kezia
    mai 25, 2011 @ 19:26 {Responder}

    Então eu souuma mãe muito egoista, porque qdo a minha filha começou a me fazer de chupeta, eu tranquilamente sem nenhum remorso coloquei uma bem bonitinha e rosinha na boca dela.
    Sabe por quê? Eu gostava de amamentar minha filha, mas também merecia um descanso, poder dormir um pouco pra acordar 2 horas depois, e enquanto ela não começou a chupar a chupeta, eu não podia dormir, porque ela tava grudada em mim, mesmo dormindo, era só tirar o peito da boca que ela acordava, isso não é vida.
    O bebê merece o carinho da mãe, ser amamantado. Mas as mães também merecem poder dormir, comer, tomar banho.
    Tem bebes, como a minha que monopolizam e dominam desde que nascem,
    não ficam na cama, no berço, no carrinho, no cercadinho.
    Você tem que ficar carregando eles o tempo todo e quando eles dormem você tem que trabalhar.
    E tem criança que não é só 03 meses não, é 01, 02 anos dormindo depois de meia noite ou então ficando acordado por 02,03 horas de madrugada.
    Claro que a gente amo os filhos, mas fica traumatizada.
    Mas boa noticia eu amamentei a minha filha até 02 anos e 04 meses quando ela largou sozinha e não quis mamadeira.

    [Reply]

  26. Marcela Saback
    mai 26, 2011 @ 01:41 {Responder}

    nossa, adorei seu post, e concordo com tudinho desde a primeira palavra até a ultima. tenho 22 anos e um filho de 6 meses. Nao me arrependo em momento algum de ter trancado a faculdade para me dedicar a ele, minha atenção é exclusivamente dele desde que engravidei. é um sonho! voltarei a faculdade semestre q vem, ja que ele vai estar maiorzinho.
    Meu filho nunca teve colica, desde os 2 meses ele só acorda 2 vezes a noite para mamar. Só dei chupeta a ele pq a dinda deu de presente, eu ofereci e ele aceitou, mas dou o peito a hora que ele quiser e pelo tempo que quiser, apesar de hj em dia ele comer comidinha.
    tenho andado muito triste ultimamente porque meu leite esta secando, tem dias que nao consigo amamenta-lo. Passei por fazes dificeis e meu leite começou a diminuir. se tiver algum segredinho para aumentar o leite agradeceria! rs. parabéns pelo blog!

    [Reply]

  27. Carol
    mai 26, 2011 @ 03:46 {Responder}

    O cansasso é legitimo, e as reclamações não impedem ninguem de cuidar dos filhos, eles recebem o mesmo cuidado, carinho e amor de uma mãe cansado ou não ,só que as vezes é exaustivo, e o que custa alguém escutar o que temos pra dizer sobre nosso cansasso????????

    [Reply]

  28. mai 27, 2011 @ 16:44 {Responder}

    Me emocionei com o seu post. A cada palavra sua, fui relembrando esse início com o meu filho, que hoje tem quatro anos. Devemos aproveitar cada momento e não sermos tão rígidas não. Nós, mães, temos que prender a se render ao amor e deixar ele nos guiar nessa longa jornada. As vezes nos prendemos tanto aos conceitos, do poder e não poder, que tudo pode se tornar mecânico e exaustivo, e isso não é bom. Vamos curtir cada momento, com o coração aberto, sempre!
    Beijos

    @LelisPaula

    [Reply]

  29. Vanesa
    mai 30, 2011 @ 20:10 {Responder}

    Nossa!!!!

    Vc salvou minha maternidade…..

    Estou com minha filha de 1 mês e meio e estou com uma depressão…estou no meio da crise de maternidade( não me acostumei ainda em ser mãe e a frase” fiho é a melhor coisa do mundo” ainda não faz sentido para mim).

    Mas lendo seus pensamentos vejo uma luz e meu coração se encheu de alegria pela primeira vez depois do parto.

    Minha Beatriz foi planejada e esperada e agora que ela chegou estou triste porquê?!

    Obrigada por dividir suas ideais conosco….

    [Reply]

  30. ago 10, 2011 @ 17:11 {Responder}

    Caramba, concordo com você. Achei este post o máximo, é a primeira vez que entro aqui. Penso também que ser mãe é amor, e me dedico ao meu filho pois acho que devemos dar muito, muito amor nessa fase ainda bebê, onde eles estão entrando e explorando este mudão de meu Deus.
    Ainda bem que eu me encaixei nas mães à antiga, aquelas que podem cuidar de seus filhos e dar lhes o que eles precisam emocionalmente. Parabéns pelo seu Post
    Passa lá no Blog!
    Beijão

    [Reply]

  31. Emanuella Gallindo
    ago 15, 2011 @ 15:30 {Responder}

    Olá! Achei seu blog por acaso agora na internet e já acrescentei ao Favoritos, pois, dos textos que li, já me emocionei bastante. Concordo com tudo que você diz aqui…tenho um filho de 08 meses e que faz o meu peito de chupeta. Até os 06 mêses mamou exclusivo, ouvi vários comentários contra, mas, sempre mantive a certeza de que estava fazendo o que era melhor para o meu filho, mesmo que isto me fizesse perder a minha “própria vida” muitas vezes. Noites em claros, cansaço…tudo isto passa, mas, os anos não voltam atrás, hoje olho para meu filho com 08 meses e já sinto saudades de quando era apenas um recém – nascido, e olhe que ele ainda depende de mim, imagine quando tiver independente e não preceisar mais destes peitinhos da Mãe para se acalmar???Vou morrer de saudades. Não quero chegar lá na frente e ter a sensação de que não aproveitei meu Bebê. Ter meu filho em meus braços, me acariciando enquando mama, me olhando com seus olhinhos tão inocentes e dormindo com todo este carinho, paga qualquer cansaço. Faço o que for preciso para estar ao seu lado, viajo todo mês à trabalho e sempre levo ele comigo. Já cheguei até a ouvir que ele já está grande (08 meses) e podia já tirar do peito, mas, meu coração de Mãe, não aceitaria uma coisa desta, meu Bebê e eu precisamos deste momento que é só nosso e em momento nenhum, perderia a chance de ter esta troca tão intensa de amor com meu anjo. É uma pena que nem todas as Mães pensam como nós, que bom seria se todos os Bebês tivessem a chance de ter esta troca de carinho com a Mamãe como os nossos estão tendo. Beijão! Vou continuar acompanhando seus textos.

    [Reply]

  32. Catarina
    set 08, 2011 @ 01:53 {Responder}

    Ser mãe é maravilhoso!
    Não dá para expressar através dass palavras tudo o que vivenciamos!
    E maravilhoso!
    Tenho uma princesinha de quatro meses de vida,tÃO LINDA e saudável
    E mama apenas no peito!
    é maravilhoso!

    [Reply]

  33. Catarina
    set 08, 2011 @ 01:55 {Responder}

    O nome dela é Ana Julia

    [Reply]

  34. gisele
    set 28, 2011 @ 12:40 {Responder}

    Ai pessoal que alívio…sou mãe há 4 meses e meio e amamentar sempre foi meu sonho…tive uma gravidez maravilhosa, um parto lindo, mas as noites sem dormir,e o bebe me demandavam muito…dizem que meninos são super sugadores!!! e os são!!! bem, sem dormir, sozinha …quer dizer sem ajuda passo o dia todo em casa com meu fofo…marido trabalhando…converso no telefone com minha mãe e ela fala como ficar cansada com uma coisa fofa?! e me dá mais culpa ainda!!!! Sinto culpa de ficar cansada, parece que não sou boa mãe…amamentar sempre foi algo sagrado e prazeroso, mas é muuuuutio cansativo os primeiros meses!!! Que bom saber que existem mulheres que apesar do cansaço mantem a amanetação exclusiva e sob livre demanda…eu achava que só eu ficava de mimimi…e minha culpa aumentava….estou muuuuito cansada mesmo,sem dormir,etc…mais não trocava por uma boa noite de sono amamentar meu fihlo!!! Mães coragem!!! Amamentar é tudo de bom!!!

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  35. ddb
    fev 24, 2012 @ 19:18 {Responder}

    Embora muito famoso e comentado, até hoje eu nunca percebi o tal amor de mãe.
    Apenas conheço e vejo diariamente em tudo e em todos a possessividade materna e feminina, mas amor realmente eu desconheço de alguma mulher ou mãe para quem quer que seja.

    [Reply]

    Glauciana Nunes Reply:

    Ixi, DDB, acho que você está bem desapontado com uma mulher, hein!??! Dor de amor, das bravas…ahahahaha

    [Reply]

  36. ddb
    fev 29, 2012 @ 16:26 {Responder}

    É uma questão fisiológica e visceral.

    [Reply]

  37. mai 25, 2012 @ 16:34 {Responder}

    Sem palavras para expressar o meu sentimento após ler o seu lindo texto e, principalmente, após ler a sua última frase. É uma fase tão gostosa e passageira, que não podemos deixar escapar entre os dedos. Se doar VALE MUITO A PENA! Beijo grande em seu coração.

    [Reply]

  38. Aline Fabiana Silva Orlando
    jul 27, 2012 @ 14:50 {Responder}

    Lindo isso q vc escreveu e concordo plenamente, meu bebê (Rafael) tem 7 meses e meio, saí do trabalho para me dedicar exclusivamente a ele e sei q vale a pena, o pq vinculo de mãe e filho é para sempre. Dou peito sempre q ele necessita e não tem nada melhor do q ver aqueles olhinhos lindos olhando pra gente enquanto mama. Ser mãe é uma dadiva.

    [Reply]

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