Pequenas vitórias - Coisa de Mãe

By paddloPayday loans

07 out 2010

Pequenas vitórias

Post por Glauciana às 19:03 em Mãe é tudo igual

Por: Helen Cristina Miranda

Nossos pequenos não são perfeitos, assim como nós (mães) estamos anos-luz da perfeição, de qualquer modelo: do budista ao da novela das oito, estamos mais pra seriado americano de comédia (pelo menos aqui em casa). Mas eu comemoro cada pequena vitória. Aqui em casa temos regras bem claras e bem explicadinhas cada vez que meu filho (3 aninhos) “quebra” as regras.

Usamos aqui em casa, no modelo SUPERNANY, o cantinho do castigo! (Vou fazer um parênteses pra dizer que muitas vezes me irrito um pouco com o programa, brasileiro e americano, mas se o que é bom é pra ser copiado, algumas técnicas funcionam e o castigo é uma delas).

O primeiro passo quando ele faz algo “errado” (traduz-se, que não é aceito na MINHA casa) é o aviso. Chamo ele pra uma conversinha e explico os porquês. No caso de reincidência (olha a linguagem Datena) vai pro cantinho do castigo, aí passado os 3 minutinho antes de tirá-lo eu falo de novo, primeiro vamos conversar:

- Por que você ficou de castigo, o que fez de errado, blábláblá?

Ele termina me dando um beijo e pedindo desculpas.

Por que contei tudo isso? Não tenho intenção de ensinar ninguém a educar filhos, sempre digo que cada um tem que adotar a “técnica” com a qual se identifica e que se sinta segura. Cada CASA uma SENTENÇA. Mas essa é a que usamos em casa e tem funcionado.

Então a algum tempo atrás meu filho pegou a mania do “não gosto”. E era um tal de “não gosto” pra lá, “não gosto” pra cá, “não gosto” disso, “não gosto” daquilo, até o “não gosto” de VOCÊ mamãe, a hora que ouvia um não. Olha eu tenho várias inseguranças como mãe, confesso! Mas sabe aquela insegurança que algumas mães têm: “E se meu filho não gostar de mim?”. Olha desse mal eu não padeço, Juro! Nunca tive esse medo. Eu tenho absoluta certeza de que esses “não gosto” do meu filhote são coisas do momento e o “não gosto” da mamãe era claramente um: não gosto que você me fale não! Mesmo sabendo de tudo isso eu não sabia direito como reagir. Aquelas coisas que te pegam de surpresa e você pensa “e agora?”. Eu falo: “também não gosto de você?” Ai! Sem chance gente! Imagina os anos de terapia. Depois eu acho que eu nem conseguiria pronunciar essas palavras pra ele. Então adotei a reposta:

- Tudo bem, a mamãe vai continuar gostando de você!

Isso se repetiu algumas vezes até que eu o chamei a outra conversa:

- Filho a mamãe não gosta quando você fala assim, fica triste (coisas do tipo).

Dias depois ele me apareceu com uma pérola (tenham em mente que trata-se de uma criança de 3 anos):

- Mamãe eu não gosto de você!

- (mesma resposta de sempre)  Tudo bem, a mamãe vai continuar gostando de você!

Ele saiu e voltou minutos depois:

- Mamãe, eu gosto de você sim. É que eu não gosto quando você conversa comigo!

Ai, não resisti e enchi ele de beijos!! Sempre quis meus filhos educados, porém, com total liberdade de expressão. Quero que eles falem tudo que lhes incomoda e o que não gostam de verdade. Por isso apesar de minúsculo, esse gesto pra mim foi uma pequena vitória. Gente, sem as piras de que agora ele vai crescer com aversão a conversas e DRs (olha os anos de terapia), vamos crer que este não é o gene masculino falando e que ele está em processo de aprendizagem! (Neura eu??????).

Claro que eu continuo conversando MUITO com ele, mas é uma delícia percebermos pequenas vitórias.

Obrigada Glau pelo convite e pela oportunidade de compartilhar um pouquinho do meu dia-a-dia de mãe. Beijos.

Helen Cristina Miranda (30 anos), biomédica, recém-doutora, passou o doutorado entre proteínas, células-tronco, fraldas e mamadeiras. Mãe do Luiz Henrique (3 anos) e colaboradora do blog alheio.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

5 comentários para "Pequenas vitórias" | Adicione o seu »

  1. out 07, 2010 @ 19:16 {Responder}

    Acho que é bem por ai meninas, gostei muito do post. Meu Vini, apenas com 10 meses, ja faz as suas teimosias e mesmo ele sendo pequeniniho sei que entende muito do que falo pra ele, falo mais firme o “não” e ele aprendeu que ta fazendo errado. Converso, explico que ele não pode. Não quero criar meu filho com medo de mim, acho que a conversa e a disciplina é o caminho.

    Beijos p vcs

    [Reply]

  2. out 07, 2010 @ 20:09 {Responder}

    Adorei o texto! Muito claro! Eu tb uso a técnica da supernany lá em casa (minha filha tem 1 ano e 5 meses. Eu falo primeiro não isso, não aquilo, etc. Ela entende que não é não. Mas se faz novamente vai para o cantinho e fica sentadinha lá, com uma carinha de chororo…me derreto, mas me concentro na contagem dos 60 segundos. Depois repito que não pode isso ou aquilo e dou um beijo, no que ela me dá outro. E ai arejo, vou brincar com ela, para não ficar climão, que detesto!

    Beijos!
    Nine

    [Reply]

  3. Dani =)
    out 07, 2010 @ 20:24 {Responder}

    Oi… adorei o post Helen, apesar de não ser mãe ainda, já estou aprendendo várias coisas!!!! beijos

    [Reply]

  4. out 07, 2010 @ 22:06 {Responder}

    Helen, que texto mais gostoso!!! Essa questão de educar é realmente mto complicada… Minha história é difícil, pois o pai da Sofia se manteve distante, moro com minha mãe e irmãos e agora tenho um namorado. É referência demais e, num lugar cheio de gente e tendo a mãe trabalhando fora o dia inteiro (e ainda teve a época em que eu estudava à noite tbm), fica tudo mto confuso… Agora, quase 1 ano depois que me formei, as coisas estão melhorando. Eu e Sofia temos conversado e é cada conversa (acabei criando a tag ‘monstrinha bocaberta’ no meu blog rs). É difícil, principalmente qdo a criança já está com os seus 5 anos – quase 6. Mas nada impossível!
    Adorei sua história!
    Beijo pra vc e pra Glau!

    [Reply]

  5. Zilda (mãe da Helen)
    out 08, 2010 @ 20:02 {Responder}

    Helen você está no caminho certo, foi assim que eu sempre procurei educar vocês, dizendo “não” quando era preciso mas sempre explicando porque, sendo firme, com segurança e sem medo, pois criança precisa de limites, regras claras e horários definidos (rotina), para se sentirem seguros, felizes e amados. São os pais que vão dizer aos filhos o que eles podem ou não fazer, até que eles tenham capacidade de decidir sozinhos e arcar com as consequências de seus possíveis erros, aí sim, se tornarão adultos responsáveis.
    Beijos,
    Te amo muito,
    Mãe

    [Reply]

Deixe um comentário





  • * requerido
*