Mãe é tudo igual e mãe é mãe!
Por: Cláudia Gimenes
Fui convidada pela Glauciana para escrever artigos para a coluna “Mãe é tudo Igual” e fiquei pensando sobre que tema falar. Como a coluna tem um nome bem significativo, vou reforçar que mãe é tudo igual e que “mãe é mãe”!
Sabe, eu não gerei meus filhos. A vida não me deu esta oportunidade, até porque eu não fui atrás de fazer com que ela me desse! Não quis fazer tratamentos nem exames doloridos. Achava que para ser mãe eu não precisaria sofrer mais do que pela espera por eles.
Eu sabia que tinha filhos para mim em algum lugar e que eram 4, mas eu não sentia que precisasse sentir dor, me submeter a doses massissas de hormônios, piorar ainda mais o que já é ruim em mim em questão hormonal, piorar ainda mais meu problema de obesidade, gastar um dinheiro que eu não tinha para ter um filho. Eu sabia que eles viriam e a adoção era o caminho!!!
E agora vou falar algumas coisas à respeito da maternidade escolhida através da adoção!
Quando decidimos adotar um filho e comunicamos isso a parentes e amigos, todo mundo faz festa, boa parte nos cumprimenta dizendo: “ah, admiro vocês… que gesto nobre”.
E aí, por mais que você explique que não é um gesto nobre, que é a espera por um filho, ninguém compreende. As pessoas passam a te olhar com um olhar que vai da admiração à pena e você vê nos olhares reticentes o pensamento de “coitada, não pode ter filhos”.
E passamos a sentir nossa gravidez de uma forma solitária, sem os paparicos de uma grávida biológica, porque ou somos criticadas ou somos exaltadas, colocadas à altura de santas por estarmos, apenas, desejando ser mães!!!
Isso aconteceu comigo! Não tive paparicos, não tive chá de bebê organizado pelas cunhadas – que organizavam chás para todas as crianças prestes a chegar na família -, mas tudo bem. o filho que eu esperava era meu, não dos outros!
Quando o filho chega, todo mundo vem, olha com cara de pena para o seu filho e diz: “coitadinho, né?!? Como a mãe teve coragem de largar um bebê tão lindo?!?”. Mas, espera aí. Quem é a MÃE? Você está diante de uma mãe que acaba de ganhar um filho e diz uma frase destas? Meu coração se partia a cada comentário “sem maldade”, advindo da total falta de senso, caridade e amor, referidos à minha filha. Eu era A MÃE! Ela teve uma progenitora e uma mãe em duas pessoas diferentes. A mãe sou eu!
E aí seu filho vai crescendo e você vai ouvindo: “mas você não tem medo que ela vá procurar a mãe verdadeira?”. E mais uma vez eu digo: “Quem é a MÃE VERDADEIRA? Aquela que gerou e não pôde ou não quis ficar ou você que está convivendo no dia a dia com a criança?”
Então posso afirmar que “mãe verdadeira” não existe, porque se aceitarmos o conceito de “mãe verdaderia” teremos que admitir que existe uma “mãe falsa”. Tá, eu sempre fui considerada a mãe falsa pela sociedade, mas pela linguagem popular, sou a mãe verdadeira!!! rss
Muita gente fala: “mãe é quem cria”, mas estas mesmas bocas te perguntam se você não tem medo que seu filho procure a progenitora, referindo-se a ela como “a mãe verdadeira”. Hipocrisia! Sendo assim, vamos fazer deste desabafo um momento de esclarecimento. O que existe são: mães biológicas e mães adotivas. Nenhuma delas é falsa.
E quando você decide ter o segundo filho, ouve: “você vai adotar outra vez? Porque não tenta ter um filho seu?!”. Para tudo!!! Porque eu não tento ter um filho meu?! A outra filha que eu tenho é de quem, afinal de contas?! Eu sou a mãe, ela é minha filha! Qual a dúvida?
E aí as bocas “sem maldade” completam seus questionamentos com um “ah, claro que ela é sua filha, afinal de contas você é quem cria, mas você já fez uma caridade, agora precisa tentar ter um filho seu mesmo, de verdade, do seu sangue”.
E quando você escuta coisas assim, cai sua ficha! Você é mãe, tem um filho, está esperando outro filho e não é considerada mãe, nem seus filhos considerados filhos! Somos pais e filhos de segunda linha em uma sociedade cheia de preconceitos enrustidos.
Quem disse que quando eu adotei pensei em fazer caridade?! Adotei para ser MÃE, oras. Caridade a gente faz doando dinheiro para asilos, abrigos, abrigos de cães, fazendo trabalho voluntário em hospitais e comunidades carentes. Quem adota, adota para ter um filho, tal e qual quem engravida. Quem adota não pensa em fazer caridade, em salvar uma vida do mundo do crime, em tirar um coitadinho da rua, da miséria ou seja lá de onde for. Quem adota o faz para ser MÃE.
E de mais a mais, quem disse que sangue diz alguma coisa na relação mãe x filhos, pai x filhos? Quem crê que sim, basta relembrar o caso da mocinha Suzane R., filha biológica, advinda de uma gravidez planejada, bem criada e tal…
Apesar de pessoas assim, você segue sua vida e quando decide ter seu terceiro filho, pouca gente é comunicada, menos gente ainda participa. Você já cansou do verniz que as pessoas usam no preconceito e na discriminação e, como sua gestação é sem barriga e sem paparicos, você decide que será sem encheção de saco também.
O terceiro filho pouca gente visita, quase não ganha presentes. Você, definitivamente, é louca perante a sociedade, principalmente se seu filho chegar doente, afinal de contas se você pode escolher, porque aceitou uma criança doente?
O quarto filho só pessoas muuuito próximas e não necessariamente parentes, ficam sabendo. Você só conta para pessoas que compartilham o desejo de adotar, mesmo, e nem faz ideia como será quando este filho chegar. Provavelmente será festejado só em casa, mesmo, entre papai, mamãe, irmãos e alguns pouquíssimos amigos de longe, que nunca te viram pessoalmente.
Se eu tenho mágoas disso tudo?! Não, não tenho!!! Aprendi a conviver e descobri que o preconceito existe, sim, que está mais presente em nossa sociedade do que as pessoas imaginam e que se você não for forte, você é engolido por ele, sucumbe à depressão.
Por isso não me dou o direito de ter preconceito contra nada, também não me dou o direito de julgar as decisões alheias. Escolhas são direito inalienáveis do ser. Você pode até não concordar com algumas escolhas das pessoas que ama, mas tem obrigação de respeitar.
Por isso, aproveito sempre que posso para falar sobre o assunto, porque acredito que somente com informações é que se acaba com o preconceito! Pior do que isso tudo que eu passei é ver meus filhos, agora entrando na adolescência, serem bombardeados com perguntas movidas pela falta de conhecimento do que seja uma relação de filiação verdadeira.
Hoje já não perguntam mais para mim se não tenho medo que eles queiram procurar a mãe verdadeira. Hoje os amigos deles perguntam se eles não têm curiosidade de conhecer suas mães verdadeiras. E o preconceito vai sendo passado de geração a geração.
Eles são bem orientados em casa e são multiplicadores dos conceitos corretos, explicam com paciência para os amigos sobre a inexistência de uma “mãe verdadeira” e colocam os conceitos em seus lugares, mas na minha modesta opinião, se não existisse de verdade preconceito, não haveriam mais crianças e adolescentes fazendo esse tipo de pergunta.
E só para constar: não, eu não tenho medo!!! Se um dia eles quiserem procurar suas mães biológicas eu os ajudarei. Amor é algo que se conquista com a convivência do dia a dia e eu não tenho porque temer um encontro deles com uma desconhecida – que lhes deu à vida -, mas uma desconhecida.
Isso tudo para dizer que mãe é tudo igual, que mãe é mãe, não importa de que forma ela se torna mãe. Se você teve a paciência de ler tudo isso, vou me atrever a deixar algumas dicas se, por acaso, você for pego de surpresa com a notícia de que alguém próximo vai adotar:
- Não olhe com compaixão, nem pena. Adotar não é uma sentença, é uma escolha!
- Não exalte o ato de adotar como algo sublime, não coloque a pessoa em questão nos pés de uma santa, porque isso magoa e ofende.
- Trate seu parente ou amigo que vai adotar tal e qual trataria se ele estivesse esperando um filho biológico. Nós, mães adotivas, também gostamos de ganhar mimos para nossos filhos.
- Quando visitar a família na chegada da criança, jamais olhe com pena nem diga “coitadinha, né?!”. Nenhuma mãe gosta de ouvir que seu filho é coitadinho! Se, por um lado, ele foi abandonado, por outro foi muito esperado e amado antes mesmo de nascer, então não existe nenhum coitadinho.
Claudia Gimenes, 41 anos, casada, mãe (24 horas por opção) de 3 filhos, e à espera de mais uma. Minhas atribuições diárias são: mãetorista, mãesicóloga, mãefessora, mãerientadora, mãeselheira, mãeducadora, mãezinheira, mãe, mãe, mãe… Também é mãe do blog Adoção Amor Verdadeiro












24 comentários para "Mãe é tudo igual e mãe é mãe!" | Adicione o seu »
Parabéns Cláudia,
Fostes sábias em suas palavras… tens razão… mãe é mãe..
E a sua opção te trouxe filhos lindos!!!
Bjos
@MariseMaia
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Querida, fazia tempo que não lia algo tão sincero e verdadeiro. Você expressou exatamente o que sentimos nós MÃES INCONDICIONAIS, NO SENTIDO LITERAL DA PALAVRA, E ADOTIVAS POR OPÇÃO.
Odeio ser “rotulada” como a boazinha ou caridosa. Pelo contrário, a adoção veio para atender exatamente um desejo “egoísta” meu e de meu marido em sermos pais.
Obrigada mesmo pelo texto tão lindo, Companheira de jornada desta tão linda caminhada.
Parabéns mesmo
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Ótimo Clau, começou em grande estilo! Qdo me perguntam pq eu adotei se poderia engravidar costumo dizer q adotei pq sou ecológica. Já tem gente demais no mundo e clocar mais gente consome muitos recursos naturais. rsrsSò me fazendo de louca com a loucura do povo. Outro dia minh pequena foi falar da genitora e eu perdi o coemço e não entendi, qdo perguntei ela achou q eu estava com ciúmes e disse: Não precisa fazer assim, vc é a mãe verdadeira!
beijos
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Lindo o texto Clau!!!! Palavras sábias e muito verdadeiras!! Passamos mesmo por isso!!! bjksss
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Que coragem! 4 filhos!
Amei seu texto, vou dar um pulo no seu blog!
Bjs
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ahhh…essa é minha amiga Claudia Gi (como gosto de chama-la)!!!
Tenho orgulhooo das minhas amigas, não porque são mães por adoção, mas por serem mães poderosas!!!!!
Sou mão por adoção também, e sei como é essa coisa toda, já me peguei querendo brigar com o mundo por causa de comentários preconceituosos, mas desisto fácil, pois não é com rancor que eu vou mostrar o amor que eu tenho pela Nicole, que é minha vidaaaa!!!E com o tempo todos percebem, que aquele é seu filho mesmo!!!
Amei seu texto amiga!!!
Preconceito é ruim mesmo, em todos os sentidos, todo tipo de preconceito deveria sumir do mundo, e acabar com preconceito é tarefa dos mais bem informados, se as pessoas gastassem mais energia tentando acabar com preconceito no mundo do que gastam em discemina-lo, não haveria mais guerras, todos viveriam felizes!
Beijosssss Te adoro!
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Clau amiga querida do meu coração!
Vc falou tudinho amiga que tds nós vivemos no nosso dia a dia. Parabéns querida. Seu texto está sublime! Vou copiá-lo e destribuir entre alguns conhecidos e parentes! rs
Bjs com td meu carinho no seu coração e bjks bem babadas nos meus 3 sobrinhos queridos.
Dea e seus amores.
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Cláudia é uma guerreira, não por adotar, mas por enfrentar com tanto bom senso a falta de senso das pessoas com relação à esse assunto. Tenho muitas amigas que são mães adotivas e as crianças são até parecidas fisicamente com elas, mesmo que elas não as tenham escolhido como muitas escolhem seus filhos para adotar como se fossem uma mercadoria em prateleira de supermercado. Elas simplesmente os tiveram, num parto sem dor, mas não sem sofrimento.
Belo texto, cheio de verdae e emoção.
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Clau, é assim mesmo… Tudo que vc falou e relatou no seu texto é a mais pura verdade. E ainda assim, ser mãe adotiva, é a melhor coisa da vida. Tenho tido tantas felicidades, eu agradeço toda hora…
E no meu caso, ainda tem um brinde adicional. Como sou mãe adotiva solteira, é um tal de me perguntarem “quem é o pai”? E eu sempre respondo, “sou eu mesma”. Sim, sou pai e mãe.
No início desse mês andei levando Susie na emergência umas 4 vezes, nada grave, embora no começo eu tenha me assustado um pouco. Mas toda vez que eles iam preencher a ficha, tinha essa pergunta. Aí rola um sorrisinho, um “como??”… e eu sempre contando que minha filha é adotiva.
Quando Su estiver maior, tenho certeza que a gente vai se divertir muito com essas situações!
Se eles soubessem como é bom amar nossa filhota…
Um beijo Clau, bjoka no triozão de filhotes!!
Sarinha
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Clau, estou com lágrimas nos olhos com a sua historia, pq não considero somente um texto, é a sua realidade, que alias tomo como minha ou melhor como nossa, porque acredito que todas sem excessão passam por isso. O que mais me dá raiva da ignorancia das pessoas e quando tem pena do Gabriel. dizendo: “Poxa vida, “tadinho” foi abandonado, como a mãe teve coragem, eu não teria”, esses comentários que todas nós sabemos. Eu já logo digo:”GENTE, MÃE AQUI SOU EU E FIM” . É bom falar isso para outras pessoas que não são do grupo de adoção, e quanto mais gente saber sobre o assunto, mais o esclarecimento acontece e o preconceito desaparece. PARABÉNS, mais uma vez pela história. Um super beijo nosso. Luciana Fontes mamãe do Gabriel
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Ola Claudia, cheguei aqui no blog por acaso…
Não tem como ler seu texto e não ficar com os olhos marejados de lágrimas. Suas palavras me tocaram lá no fundo….ainda não sou mãe adotiva (quem sabe mais pra frente….) mas qualquer mãe que se preze, vai se sentir tocada comsuas palavras. Fico indignada quanto gente “ignorante” por aí, no sentido de falta de informação, de não pensar antes de falar…..
o Brasil tem um problema grave de preconceito…adoção, raça, classe social, portadores de deficiência..não caberia todas aqui, infelizmente, espero que isso mude um dia!!!!
Gostaria de finalizar dizendo que desejo que sua família continue sendo tão linda, tão unida e que você está no caminho certo!!
bjs
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Muito honesto seu texto e com palavras muito bonitas e esclarecedoras. Isso no meu entender mostra que vc tem muito contato com os seus próprios sentimentos e fala muito bem sobre eles. Fico muito feliz com gente que sabe se comunicar bem, porque isso traz informação, diminui preconceitos, amplia o diálogo, etc etc. Achei muito bonita tua escrita e forma de expressão. Apenas para ampliar a conversa, te pergunto se não seria também importante falar sobre o fato de que embora “mãe é mãe” na adoção existem particularidades, dentre elas o fato de que vc precisa estar muito esclarecida a respeito de muitas coisas, inclusive do preconceito que vai enfrentar como vc cita, porque caso contrário a pessoa pode sofrer muito e uma mãe sofrendo muito pode ter menos disponibilidade para seu filho. Também o fato de que a criança talvez tenha fragilidades e vai precisar da mãe mais do que nunca. Ou seja, infelizmente apenas não concordo que uma pessoa quando quer adotar o faz apenas por querer ser mãe. Nem todas. Talvez vc possa incluir nas tuas funções esta de ajudar futuras mães a refletirem sobre suas escolhas. Parabéns!
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Queridas,
Obrigada a todas pelas palavras e pelo carinho!!!
Isabel amada, o post na verdade foi, posso dizer, uma inspiração. Coisas que eu passei, que me incomodavam e que eu precisava escrever. Assim, desta forma, manifesto meus sentimentos, os administro e abro espaço para o novo sempre! Qdo recebi o convite e comecei a pensar sobre o que escrever, o texto praticamente saiu pronto em minha memória, tanto que precisei parar de fazer o almoço e sentar no computador para que as idéias não me fugissem!
Meu intuito não era orientar ngm sobre preparação para adoção, escrevi com o coração baseada na minha experiência, falei do preconceito escancaradamente velado que existe em nossa sociedade, mas sua idéia é interessante para um novo post.
Eu tenho um blog, atuo em grupos de apoio à adoção via net e participo pessoalmente aqui na minha cidade tbm, portanto ajudar a esclarecer sobre adoção, auxiliar aspirantes a mães adotivas tbm faz parte de minhas funções, digamos, diárias, pq sou presente nos grupos e no meu blog. Tbm estou sempre aberta a conversar no msn, por e-mail com todas as pessoas que me procuram.
Logicamente minhas funções não são apenas estas descritas no meu perfil, pq tbm sou mulher, esposa, dona de casa, entre outras coisas e considero que já atuo no sentido de ajudar futuras mães a refletirem, bem como dou apoio nos momentos difíceis pq como falei, a escolha pela maternidade adotiva nos remete a uma gravidez solitária, que causa muito, muito sofrimento mesmo.
De experiência pelo contato há mais de 30 anos com o assunto adoção, posso te afirmar que toda pessoa (homem/mulher) que opta pela adoção já descobre o preconceito de cara no momento em que resolve contar que ‘está pensando na idéia de’ para a família e amigos mais próximos!
Ainda baseada na minha experiência, posso afirmar categoricamente que eu optei pela adoção para ser mãe e todas as pessoas que conheço tbm adotaram para serem mães, entretanto, infelizmente sei que vc tem razão qdo diz que nem todas as mulheres que adotam o fazem ‘apenas’ para serem mães, assim tbm como nem todo mundo que engravida, engravida pq deseja ter um filho! Idéia de segurar casamento, creio eu, seja o segundo recordista na motivação de maternidade, seja ela qual for!
Um grande abraço e obrigada pelas sugestões! Vou pensar nos temas, pq afinal de contas, mãe é mãe!!!
Cláudia Gimenes
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É o texto mais lindo que já li sobre relação mãe-filhos!!! Parabéns por expôr com tanto sentimento um tema tão desconhecido pela maioria!
Um grande beijo a você e aos seus filhos lindos!!! Você e seu marido sem dúvida, são pessoas felizes e realizadas!!
Beijokas!
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lindo texto e lindo conteúdo!
não sou mãe adotiva, e tinha preconceito com filhos adotados (estou sendo sincera) achando que eles nunca seria filhos de fato. fiquei viúva aos 29 anos com 3 filhos. 2 anos depois casei-me de novo com um rapaz tmb viúvo com 2 filhos pequenos. muitas e muitas vezes as pessoas me perguntam: quais são os “seus” filhos? eu respondo: TODOS!
nunca pensei que poderia amar igualmente filhos biológicos e filhos não-biológicos. pode sim. o sentimento de mãe é do mesmo tamanho e intensidade por qualquer dos meus 5 filhos. e tmb sou a mãe de verdade deles, apesar de saberem que têm uma mãe biológica. e os demais têm um pai verdadeiro tmb apesar de terem um pai biológico tmb.
entendi perfeitamente o que vc quis dizer.
parabéns!!!
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Lindo o seu texto. Senti cada palavra no fundo do coração. Eu tenho dois filhos biológicos e gostaria que meu terceiro fosse um filho do coração. Mas infelizmente tenho que lidar com o preconceito do meu marido. Mas quem sabe um dia eu não consiga derrubar esta resistência, não é?
Parabéns pelo post inspirado!
Thaty
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Adorei esse post! Muito verdadeiro! Concordo que temos diversos preconceitos enrustidos, esse de exaltar à qualidade de santa/o alguem adotou é muito comum! Uma conhecida adotou 3 crianças e sempre que alguém se refere a ela diz que é uma pessoa maravilhosa, afinal, adotou 3 crianças…quanta bobagem…se assim fosse não existiriam casos como o da menina brutalizada pela mãe adotiva, que todos conhecem!
Acho que vc resumiu tudo: quem adota, assim como quem engravida, quer ser mãe, pelo menos na maioria dos casos!
Vou lá conhecer seu blog!
Beijos!
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Leio e releio esse texto..
É tão lindo.. tão lindo..
Todas as palavras que ficam na garganta entaladas…
Acho que vou imprimir e cada vez que alguem me falar uma “gracinha” eu entrego…kkkk
Beijo enorme amiga..
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querida cláudia,que mensagem linda mas acima de tudo verdadeira.vejo que vc é muito mais que uma mãe ,é uma mamãezona.que deus te dê muitos anos devida e saúde pra cuidar dessa garotada linda …amém?!!!!abraços.
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Cláudia,
li o seu texto e parecia que você tinha ouvido as minhas próprias queixas. O pior é quando conto para alguma amiga (que nunca adotou…) a existência do preconceito e a pessoa me diz que isto é coisa da minha cabeça. Teve uma amiga que me disse que eu projeta nos outros o meu próprio preconceito. Isto é que chamo psicologizar….
Passei por todas as dores da gestação de risco que é a espera pela criança e até por “depressão por parto”. Digo sempre que não sou mãe do coração. SOU MÃE. Ponto. Mãe é mãe: não é mãe de barriga, de coração, ou do pé. É MÃE. E sendo assim, sei bem o que atinge o meu filho, porque atinge com 10 vezes mais força o meu coração. O preconceito existe sim, mas a gente dá a volta por cima e prova que o amor é que importa.
Eu e meu marido somos muito felizes com o nosso André, na lindeza dos seus 08 anos, esperto, inteligente, muito afetuoso e um pianista de talento! Sempre sonhei em ter filhos, mas não imaginava que teria um tão especial.
Agora, quero adotar uma menina, já maiorzinha, com 03 ou 04 anos. Com o biotipo do meu André. Estou muito ansiosa. Sei que sempre existiram dificuldades, mas acredito firmemente que podemos vencê-las juntas.
Adoraria participar de grupos de apoio à adoção e de foruns sobre o assunto. Ficarei feliz se me inserirem em seus contatos.
Abração,
Adil Bassini – Belo Horizonte, MG
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Claudia.
Meu Deus! Recebi seu texto por e-mail. Quando fui lendo, fiquei perplexa! Você disse exatemente tudo o que eu penso e que passo. Será que é assim como todas as mães adotivas?
Quando minha filha chegou, a felicidade foi tanta que fiquei espantada ao ver que minha família não lidava com a questão da mesma forma que eu. Tudo aconteceu exatamente como vc narrou. Eu ficava chateada, magoada. E agora que decidi adotar o segundo filho, ´já viu né?
Obrigada por tão esclarecedoras palavras, vou passar este texto adiante.
Abraços.
Carol
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Amei esse texto diz tudo, também sou mãe adotiva por escolha, e já ouvi tudo isso que você escreveu, no começo tinha vontade de brigar com mundo, mas agora depois de 1 ano e meio sendo mãe, escuto por um ouvido e deixo sair pelo outro, decidi reter só que é bom.
Que DEUS abençoe você e toda sua linda família.
Cristiane, Júlio e Yasmin
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Adorei esse post, porque me identifiquei muito.
Sou recém-habilitada e agora vou aguardar minha vez na fila da adoção. É muito irritante quando alguém “bem-intencionado” fala coisas do tipo: ah, mas depois que vc adotar, vc vai ver, vc vai engravidar! Sabe, como se eu estivesse adotando uma criança com o objetivo de conquistar uma “graça de Deus” e assim poder ter um filho “verdadeiro”. Simplesmente odeio esses comentários. Algumas pessoas acham que estão sendo “simpáticas”, mas na realidade são muito preconceituosas. Não acreditam que alguém queira ser mãe sem passar por uma gravidez. No meu caso, meu marido tem infertilidade a nós tentamos duas vezes a FIV, não deu certo e eu até me arrependo de ter feito, foi terrível. Desde o início eu pensava em adoção, mas ele não era muito aberto a essa idéia. Depois dos insucessos, ele acabou se convencendo de que ser pai adotivo é a mesma coisa. Eu sempre acreditei nisso!
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LINDOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!
Eu sou filha adotiva e convivo com as minhas duas mães (a adotiva e a biológica), mas o amor e a gratidão que sentimos por quem nos cria não tem igual…
Sou mãe e sei o quanto criar um pessoa significa doação, amor, paciência e a cada dia amo e admiro o que minhas mães adotivas fizeram por mim, é, porque fui criada por duas tias-irmãs que nunca casaram e quando foram me criar fizeram igual a você Cláudia, elas não se importaram com nada, eles queriam ser mãe e superaram tudo por este desejo.
Infelizmente uma delas faleceu em 1997, mas a outra é o meu Xodozinho, parte do meu tesouro que cuido com todo amor e carinho.
Tenho dois filhos biológicos e penso em um dia ter mais um filho de coração…..é pq filhos adotivos são filhos de alma de coração alguém escolhido de Deus para habitar no nosso meio…
Parabéns pela linda atitude de “gerar” esses filhos primeiro no seu coração.
bjs
[Reply]