Mulheres-mavavilha. Ou seria mamães-maravilha?
Vasculhamos a rotina de três super mães e profissionais, que provam que maternidade e profissão podem ser levadas em paralelo, sim. Com jogo de cintura e amor!
Três mulheres, uma de cada canto do país, culturas diferentes, sotaques diferentes, profissões diferentes. Uma paraense, uma pernambucana e uma paranaense. Mas, a despeito de tudo isso, há uma coisa em comum entre elas: a paixão pela maternidade.
E de paixão elas entendem bem. Luciana Brasil, Ana Medeiros e Priscila Manchenho. Figurinhas conhecidas no universo materno online, essas três mulheres, desde que tornaram-se mães, mudaram radicalmente a visão que tinham da vida e, sobretudo, a relação com a profissão.
Luciana, mais conhecida como Lu Brasil, é mãe de três meninos – Lorenzo, prestes a completar seis anos, Enrico, com dois aninhos, e Angelo, a raspinha do tacho, que fará um ano em julho. Essa paraense comunicativa tem 35 anos e atende por gerente de contencioso, mas a verdade é que Lu é muito mais do que esse nome difícil.
Além de cuidar das crias, Lu é sócia do marido, Galeno Brasil, em uma consultoria jurídica e contábil. Eles têm um escritório e atendem empresas, na maioria bancos. E não para por aí. Ela, apaixonada por artesanato, trabalha com scrapbook e tem uma mão refinada para fofurices em geral.
No extremo geográfico de Lu está a paranaense Priscila Silva Manchenho, de 30 anos, mamãe do Leo, que tem cinco meses. Pri é engenheira agrônoma e vive em Ponta Grossa, onde trabalha em um escritório de consultoria agrícola. E, além de trabalhar o dia todo fora de casa, a rotina depois das 6 da tarde é puxada: ela não tem babá nem empregada que a ajude com as tarefas domésticas e o pequenino. Por isso, depois de cumprir a agenda diária no escritório, ainda tem que dar conta da casa e, claro, de dar atenção ao maridão.
E por falar em marido, Ana Medeiros, a Aninha, de 27 anos, costuma brincar que agora trabalha para o marido, que é sua secretária, já que ele é quem “paga” o seu salário. Aninha, o marido e Vinícius, o bebezão de quase 7 meses, primeiro filho do casal, vivem na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro. Mudaram-se de São Paulo para lá quando ela ainda estava grávida.
A relação dessas três mulheres com o trabalho mudou muito depois que viraram mães, isso porque tiveram um novo olhar para a vida, valorizando mais o tempo com os filhotes. Mas a verdade é, quem é que não muda seu referencial depois que esses presentes chegam em nossas vidas, não é mesmo? Apesar disso, trabalhar também tem uma importância na vida de toda mulher, afinal ele é a conexão com o mundo, além da questão financeira, já que atualmente os lares brasileiros também são sustentandos por essa “renda cor-de-rosa”.
Quando Lorenzo, o primeiro filho de Lu, nasceu ela decidiu que seria mãe fulltime, abandonando o trabalho no escritório dela e do marido. Como ela mesmo disse, não durou nem cinco meses essa experiência. “Eu estava enlouquecendo de ficar em casa com ele sem ninguém para conversar. Sempre trabalhei e minha autoestima foi ao chão, aí comecei a ir ao escritório e levava ele comigo todos os dias”, relata Lu.
Esse jogo de cintura é bem natural das mulheres, que conseguem desempenhar vários papeis ao mesmo tempo. E foi isso que Pri também conseguiu fazer. Como trabalha em um escritório pequeno em Ponta Grossa, fez um acordo com o chefe de poder levar Leo para o trabalho. E não é que o bebê ajuda? “Leo dorme das 08h30 às 11h, pela manhã, e das 13h às 15h, à tarde. Aí, aproveito para produzir o máximo nesses períodos. Quando ele acorda antes do almoço eu o troco e amamento e à tarde dou papinha”, diz a mamãe-profissional. E quando o trabalho aperta, ela conta com a ajuda da sogra, deixando o pequeno na casa dela.
Mas não são todas as mães que têm o privilégio de Priscila. Aninha, por exemplo, abriu mão de trabalhar, pois como se mudou para o Rio durante a gravidez, nenhuma empresa aceitaria dar emprego a uma grávida, como ela mesmo disse. Aí, decidiu ser a merchant do marido Léo, que é artista plástico, e a investir num projeto futuro, que é o blog A Casa que Minha Avó Queria, de decoração, uma de suas paixões. Tanto é que das duas universidades que Aninha começou – Gestão Ambiental e Ciências Sociais – ela não quer nem mais saber. E no próximo ano vai se arriscar em um novo curso: Design de Interiores.
Para as três, essa rotina não é fácil. Seja com a ajuda de empregada ou não, a mulherada rebola mesmo. Lu, que hoje trabalha com o marido em casa – no escritório que eles decidiram levar pros fundos – fica perto das crianças, que também são cuidadas por uma babá e uma empregada. Também né? Trabalhar, fazer craft e cuidar de três rebentos não é mole, não! Mas, ela não reclama: “É uma delícia, a gente está sempre perto deles, acompanha toda a rotina, brigas, choros, risadas. A gente está sempre disponível e eles sabem disso”, comemora Lu.
Aninha também festeja o fato de estar com Vini, embora fique bastante cansada. Como a família toda mora em Recife e ela não tem empregada nem babá, dá conta dos afazeres domésticos depois que o bebê dorme. “Tudo que tenho que fazer, faço depois das 22h00, quando geralmente o Vini está dormindo. Digamos que tenho que ter mais jogo de cintura com os afazeres domésticos, que nem sempre consigo dar conta de tudo, mas vou fazendo o essencial”, conta. Dormir? Ah, isso é artigo raro para essa pernambucaninha, pois é à noite também que ela arruma tempo para atualizar seu Blog, que espera em breve ser totalmente a sua renda. Mas, disso ela não reclama: “Esse é meu melhor trabalho, porque é feito totalmente com prazer!”. Que assim seja, Aninha!
Nós, do Coisa de Mãe, tiramos o chapeu para essas três guerreiras. Três histórias e rotinas diferentes, mas cada uma com a sua peculiaridade e com seu jogo de cintura para conciliar maternidade e trabalho. Seja por dinheiro, por paixão, por autoestima, não importa. A realidade é que toda mulher precisa – e deve – se sentir útil! Isso as faz serem mais presentes, mais potentes e mais realizadas.
Por isso é que admiramos tanto as mamães. Mulheres de fibra que provam que a maternidade é, com certeza, só uma versão melhorada da mulher, que as faz serem ainda mais brilhantes. Viva!
Conheça mais sobre essas mães-maravilha:
Lu Brasil, no twitter é @lubrasil e tem o Blog LuBrasil.net.
Aninha Medeiros é encontrada por @AninhaMedeiros e edita o Blog A Casa que Minha Avó Queria.
Priscila Manchenho atende por @pridsm e escreve no Presente do Papai do Céu.













14 comentários para "Mulheres-mavavilha. Ou seria mamães-maravilha?" | Adicione o seu »
Amei participar da sua matéria, obrigada por ter me chamado.
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Glau,
Muito obrigada pela materia, pelas palavras e pelo carinho! Estou super feliz com tudo isso e o melhor e saber e sentir que temos forças pra vivare essa vida deliciosa de ser mae, profissional, dona de casa, esposa…rsrs.
Adorei!
Muito obrigada!
Beijos
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Que matéria maravilhosa! Já conhecia a Lu e a Aninha e adorei conhecer a Pri, são mulheres como elas que me fazem ter certeza que fiz a escolha certa, desde criança eu sempre quis ser Mãe!
Adorei seu blog e tô acompanhando a partir de agora!
bjs
Myrna
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OI Glau, to lendo agora a matéria … ficou perfeita. Obrigada pelo convite pra participar da matéria!!!
bjus pra vc e pros rebentos!!!
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Muito lindas
bjus
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Adorei a matéria. Foi muito oportuna, pois vivo pensando como será minha vida depois que tiver filhos. Vivo achando que nao vou conseguir conciliar e estas 3 grandes mulheres mostraram que é possível sim.
Adorei.
Parabéns pela excelente matéria.
Núbia RJ
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Adorei a matéria, já conhecia a história da Aninha e o blog. Essas histórias ajuda aquelas q ainda não são mães como eu a enfrentar essa nova rotina. Bjo.
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Cheguei aqui pelo blog da Lu Brasil. Adorei o post, a Aninha e a Lu eu já conheço dos blogs =) Parabéns pra essa mulherada que assobia e chupa cana ao mesmo tempo rs Um dia eu vou ser assim rs
Beijão
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adorei a materia! falo com as 3 pelo twitter…e no caso da aninha nos falavamos desde que estávamos gravidas..
é uma delicia acompanhar tudo isso junto!
beijoos
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Parabéns!! Seu texto ficou delicioso de ler!! Beijos!!
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Eu conheço a Lu e a Aninha e posso comprovar que elas são realemnte um exemplo de amor e dedicação aos filhos. Um exeplos pras mulheres que não querem ter filhos pois acham que não dão conta do recado.
Adorei a matéria!
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Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!
Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.
É muito importante, tanto para o bebê como para a mãe, amamentar até os dois anos de idade ou mais. O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.
Acontece que nem todas as mães sabem de todos os benefícios e deixam de amamentar mais cedo. Você pode ajudar nessa campanha divulgando materiais e informações.
Caso se interesse pelo tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br e participe!
Atenciosamente,
Ministério da Saúde
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amei a materia e graças a Deus posso estar em casa com meus rebentos !!!!pois eh maravilhoso ser mae!! na verdade e maravilhoso ser mulher pois desenvolvemos varios papeis mae esposa amnte namorada amiga filha da para ter rotina??? amei vcs!! bjs!!
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