Coisa de Mãe
05 abr 2016

Não adultize coisas de crianças

Post por Glauciana às 10:21 em Coisa de Criança

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Por: Glauciana Monteiro Nunes.

Assisto a tudo de camarote. Igual ao menino Safadão, que imortalizou o camarote :D

Meninas de um lado, brincando fora da quadra. Meninos dentro, brincando de bola. Do nada, a parafernália começa, como se um estalo fosse dado.

Elas os provocam: “seus merdas, feios, bruta montes, sacos de areia”.

Eles respondem: “suas chatas, estridentes, bruxas, bobas”.

Elas continuam. Eles revidam. Elas continuam. Eles revidam.

Nada de anormal. Eu fazia isso. Meus primos faziam isso. Você provavelmente fazia isso.

Brigas fazem parte da vida das pessoas. Brigas fazem parte da infância. Minutos depois, elas já estavam na quadra brincando de bola com eles. Eu não me intrometi, porque percebi que era coisa de criança e eles que se entendessem. Só depois, claro, conversei com Eduardo e Luca, explicando que chamar uma mulher (e homem também, claro, mas salientei a questão de gênero mesmo) de louca, chata, bruxa, boba é violência, não pode, é rebaixar as meninas. Tive uma longa e bacana conversa.

O que quero abordar é que, às vezes, percebo que nós, pais e mães, metemos os pés pelas mãos e deixamos que as coisas de crianças despertem nossos próprios medos, tabus, questões não resolvidas.

Dia desses, no condomínio, uma mãe me gritou pela janela e pediu que eu descesse. Relatou-me, horrorizada, num tom bastante de julgamento:

- “Seu filho mostrou as partes íntimas, correndo e perseguindo todas as meninas pelo condomínio, colocando todos nós em choque. Pedimos que você converse com ele, porque em 10 anos aqui nunca vimos nada parecido e ficamos muito, muito, muito assustados. Não sei se para vocês é normal andar sem roupa por aí, mas nós não aprovamos”, falou, olhando para mim e meu namorado.

Eu fiquei estarrecida com a história e chamei Dudu para conversar na hora. O ocorrido foi:

Várias crianças, de 6 a 8 anos, brincavam de pega-pega. Naquela disputa normal, gritavam “você não me pega, eu sou mais rápida, mariquinha não me alcança”, gritou uma das meninas.

Um outro garoto, de 8 anos, disse à Dudu: “mostra pra ela que você não é mariquinha, não. Mostra seu pipi pra ela”. E o boboca do meu filho, inocentão, que ainda não sabe que o pipi dele serve para qualquer outra coisa a não ser fazer xixi, colocou o pipi pra fora e deu um grito: “eu pego vocês”.

Pronto, na cabeça da mãe ele já virou o maníaco mirim do Parque Pinheiros!

Fui conversar com uma pedagoga, com uma terapeuta e com uma psicóloga, já que eu, enquanto mãe do meliante, sou suspeita para falar, né? rssss….

Todas as três pessoas, que conhecem Eduardo, sendo inclusive a pedagoga da escola dele, disse que a atitude foi completamente dentro do normal, que crianças fazem isso mesmo, que não entendem ainda seus órgãos como sexuais, algumas, como Dudu, não sacou que pênis pode ser violência. Enquanto que outras, como o amiguinho que o sugeriu, já levou para este lado. Tudo passível de conversa, claro!

Lógico que eu aceito que essa mãe venha conversar comigo. Eu quero saber de tudo o que acontece na vida de meus filhos. Tanto que isso desencadeou longas conversas com os meninos sobre violência contra mulher, sobre violência sexual, sem usar estes termos e de forma muito didática, claro! É preciso, desde cedo, ir falando sobre isso com as crianças, sobretudo os meninos.

Agora, outro ponto é nós, adultos, tentarmos separar o joio do trigo, lembrando que crianças fazem coisas de crianças. Adultizar em paranóia nossos próprios tabus causa saia-justa, desconforto, vergonha, mal estar.

As crianças? Vão muito bem, obrigado! Vivem juntos. Se amam. Brincam diariamente. E a mãe? Bem, ela não tem coragem de me olhar na entrada da escola. Lamentável!

*Imagem: Daqui

04 abr 2016

Filhos serão crianças apenas uma vez na vida

Post por Glauciana às 17:49 em Crescimento dos Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Passei a manhã inteira correndo com textos. Reunião com o parceiro de um jornal que está sendo finalizado. Aí, revisa texto, corta texto, edita texto. Correria. Não para nem para respirar. Ai que vontade de fazer xixi. Segura, Glaucita. Finaliza este texto e sobe na ferramenta pro parceiro pegar logo. Ele está lá na agonia há mais de uma semana na iminência de fechar este jornal. Só depende de você, Glauciana. Pressão. Tá corrido. Acelera mais. Não importa se texto é inspiração, o prazo apertou, agora só importa o jornal na gráfica. Um abraço pro texto de qualidade. Vai, Glau, anda.

De repente, entram três crianças em minha sala. Alegres, sorrindo, um faz uma embaixadinha com a bola. “Uau, Luca conseguiu”, pensei! Treinou tanto. Faz dias que tenta conseguir. E eu mal olhei. Claro, tem texto pra editar. Perdi um momento importante de meu filho. Porque? Texto pra editar.

O outro procura um caderninho e mostra pro melhor amigo o desenho que fez da família. Mamãe, Dudu, Luca, papai Fabio, Eduardo (namorado da mamãe) e Vicky (namorada do papai). O amigo, que também acabara de ter papai e mamãe separados, portanto sabe bem desse desafio de famílias mosaico, dá um abraço em Luca. Ambos se olham com carinho, como se dissessem com os olhos: “tamojunto, parça, vai ficar tudo bem”. Eu nem consegui apreciar direito o momento. Porque? Opa, o companheiro de jornal está me chamando aqui no skype.

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Na sequência um percebe que a maçã do meu computador é exatamente igual à maçã do meu telefone celular. “Olha tiaaaaaaa, que demais, é a mesma maçã, na mesma mordida, do mesmo jeitinho. Quem mordeu, mordeu exatamente igual”. E eu, sem olhar para a grande descoberta do dia dele, apenas digo: “viu só, Pedrão, que legal!”. Não dei atenção!. Porque? Tem que subir o texto editado no google drive.

E assim, em 10 minutos na minha sala, o que eu tenho de mais precioso no mundo, aquilo que mais me faz feliz, quem mais me ensina. Isso tudo estava aqui, sem custar nenhum centavo. Um presente que a vida me trouxe. E eu? Ignorei! Deixei passar. Não olhei. Passou despercebido.

Nessa hora, o colega de trabalho manda um: “rapidinho, Glau, vou almoçar e já volto”. E então caiu a minha ficha. O mundo não vai acabar. Ele, que mais está agoniado com isso, não deixa passar o que é importante e vital para depois. Ele não pulou seu almoço. E eu aqui, deixando passar tudo isso de lindo das crianças que amo.

Porque? Para que? A troco de que?

Não vale, meus amigos! Não vale nada!

Nenhum texto, nenhuma ligação urgente, nenhum skype gritando. NADA, NA-DA, NADINHA no mundo vale deixar momentos como esses de lado. As crianças perdem, certamente, mas quem mais perde sou eu. Afinal, eles só serão crianças uma vez na vida!

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*Imagem 1: Daqui
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*Imagem 2: Daqui
***Imagem 3: Daqui 

03 abr 2016

Ser bom é bom

Post por fernanda às 20:02 em Coisa de Criança

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Por: Fernanda Moreno

Meu filho sempre foi “bonzinho”. E durante muito tempo isso me incomodou muito, pois acreditava que ser “bonzinho” era como ser bobo, fácil de enganar. Se rolar uma disputa por brinquedo, ele com certeza irá ceder. Se precisar dividir o lanche com a irmã, ele o fará sem maiores questionamentos. Até das famosas mordidas do início do ciclo escolar ele escapou.

Lembro que quando estava no maternal, no auge dos seus 3 anos, numa avaliação escolar ele foi “classificado” como pacificador . Ao questionar a professora, ela me respondeu que “ele é bonzinho demais. Além de não brigar com os amigos, numa situação de conflito, ele é o cara que intermedia a boa resolução. Todas as crianças gostam dele por isso.”

Foi ai que entendi que ser bom é bom.

Sim, com apenas 3 anos, meu filho me ensinou que deve-se dar um boi para não entrar numa briga e uma boiada para continuar fora dela. O desafio é colocar em prática este ensinamento no lado de cá da vida adulta. Por aqui, esperam que estejamos sempre competindo. Em harmonia, jamé. E faça isso com sangue nos olhos e faca entre os dentes.

Quando tomamos consciência que estamos por aqui para somar, fica impossível dividir. Este comportamento não cabe mais na nossa rotina e muito menos nas nossas vidas. Somente através da união é que conseguiremos enfim alcançar a felicidade que tanto buscamos no mundo.

Os tempos são de cólera, mas devemos vibrar sempre no amor! Vamos juntos?

08 mar 2016

O que ensinei a meus filhos sobre o Dia Internacional das Mulheres

Post por Glauciana às 15:00 em Devaneios de Mãe

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Por: Glauciana Monteiro Nunes. 

Até o ano passado eu dava parabéns para as mulheres que eu amo. Até alguns anos atrás eu, enquanto redatora de empresas, escrevi mensagens clichês de “Parabéns, Mulheres, pela força e delicadeza”. Eu fiz tudo isso. Ai, que vergonha!

Neste ano, sem saber ao certo o que mudou, ontem à noite, na véspera deste famigerado dia 8 de março de 2016, eu questionei. Porque nos dão parabéns? Questionei ontem, no momento em que estávamos na cozinha eu, meus dois filhos, Eduardo e Luca, e meu companheiro, Eduardo. Dudu me disse que hoje seria o Dia Internacional da Mulher e eu respondi a ele, fazendo uma pergunta, questionando o que isso tinha de importante. Ele não soube responder. Provavelmente, a professora dele também não saiba porque existe, na real, este dia. Eu rebati, dizendo que esse dia não era para dar Parabéns. Eduardo, meu companheiro, emitindo a opinião dele, me interpelou e disse que era importante, sim! Plim, alguma coisa aconteceu no meu coração, bem ao estilo de Caetano Veloso.

Acordei sabendo ao certo o que aconteceu. Aconteceu que eu acordei! Dormia profundamente no status quo, no padrão estabelecido, no que me ensinaram como certo, na predominância de conceitos, no não questionamento de algumas coisas. Eu simplesmente não sabia ao certo, mas ia fazendo, ridiculamente, o mesmo ritual, todos os anos.

Hoje, acordei diferente. E também fiz diferente. No momento em que eu pensava sobre o que é ser mulher neste mundo. No exato momento em que eu lia no Estadão que, no Brasil, uma mulher é agredida fisicamente por um homem a cada 7 minutos, vi meu filho de 6 anos, com meu iphone na mão escutando “Delícia, delícia, aí se eu te pego, ai ai, se eu te pego”. Me lembrei, na hora, de meu outro filho, o de 8 anos, numa rodinha de crianças no condomínio, no momento em que chegou um outro garoto da mesma idade e perguntou a ele: “quais dessas meninas você já pegou?”. Eu via tudo lá de cima, da varanda. Meu Eduardo, na sua inocência de 8 anos (e ainda muito meninão, graças à Deus) não entendeu nada, ficou olhando pro garoto com cara de bobo e saiu andando de bicicleta. Eu, estarrecida, fui tomar um copo de suco.

Na mesma hora em que aconteceram essas coisas, eu peguei o iphone das mãos de Luca, guardei o iPad na gaveta e tirei o cabo do netflix da televisão. De manhã, enquanto Dudu assistia à novela “Chiquititas”, ouvi as crianças da ficção falando em namoro e algo sobre não usar saias curtas. Não, minha gente. Não! Não mesmo. Mil vezes não. Aqui em casa, como uma vez eu já cortei a TV à cabo e a TV aberta para nunca mais (isso já faz mais de 3 anos), hoje eu cortei o Netflix e também o acesso ao Youtube pelo iPad e pelo iPhone.

Eu não permito que meus filhos sejam homens clichês. Eu não me permito educar homens machistas. Grosseiros. Desrespeitosos. Mal caráters. Não. Eu não posso! Eu serei cobrada por Deus pela educação deles. Eu sou a grande responsável, já que eu os crio sozinha, por lhes dar os ensinamentos do que é certo e do que é errado.

Se eu vou criá-los dentro de uma bolha? Não. Acho que não. Muito difícil criar em bolhas, indo à escola, à natação, ao futebol, ao encontro de amigos. Contato social existe e é bem bom. No entanto, eu posso deixá-los afastados de estímulos que os cérebros deles ainda não estão prontos para assimilar. Eu posso deixá-los afastados de músicas que estimulam a coisificação das mulheres, como “delícia, ai se eu te pego”, antes que eles tenham entendido o que isso, de fato, significa. Eu prefiro mantê-los longe do desejo de namorar, antes que tenham idade neurológica para processar a sexualidade. Quero que eles sintam e experimentem seus desejos sexuais como algo normal, natural e dentro dos parâmetros saudáveis, respeitando o corpo deles e, sobretudo, o corpo do outro, principalmente se o outro for uma menina.

Neste dia 8 de março de 2016 eu questionei, pela primeira vez, apenas aos meus 34 anos, esse Dia Internacional da Mulher. Nós, mulheres, não temos nada o que comemorar. Temos os menores salários, temos os cargos mais baixos, temos os maiores índices de violência e morte por violência física, não temos escolha ao que fazer com nosso próprio corpo, temos medo de andar sozinhas na rua, à noite, temos medo de viajar com amigas, sem a presença de um homem, e sermos assassinadas por que não quisemos dar nosso corpo a um estranho, como as meninas mortas no Equador na semana passada. Não temos NADA a comemorar! A luta é grande.

Sou grata a todos as mulheres do mundo por terem aberto este caminho. Eu sigo também na luta por dias melhores. Por mais igualdade, por mais respeito, por mais cuidado, por menos violência. Eu não quero flores por este dia. Quero flores, porque flores são lindas, enfeitam e perfumam a minha casa. Mas, não quero flores porque eu nasci com vagina e não com pênis. Isso apenas reforça a nossa diferença. Quero tolerância, quero respeito, quero igualdade de gêneros, quero poder de escolha.

E o que eu posso fazer de mais efetivo para marcar este dia 8 de março é ensinar a meus filhos que não existem coisas de meninos e coisas de meninas. Que rosa não é cor de menina. Que azul não é cor de menino. Preciso ensinar a meus filhos, todos os dias, conversando, elucidando, trocando, questionando, que mulheres merecem respeito, que eles as vejam como aliadas na vida, como companheiras de jornada, nem mais e nem menos. Que eles não abusem delas. Que eles não toquem nos seus corpos se não tiverem o sim delas. Que eles não as ridicularizem enquanto elas estiverem dirigindo, já que todo mundo, homem ou mulher, pode ser bom ou ruim de volante. Que eles saibam que um shorts curto ou comprido não muda nada em relação ao corpo das mulheres. Que elas podem usar o que quiserem e ainda assim não estarão ensinuando nada pelas roupas que vestem.

Eu acordei do profundo sono em que dormia. E sou grata a isso. Antes tarde do que nunca. E viva as mulheres, viva os homens, viva todos os seres que seguem lutando e trabalhando por um mundo melhor, com mais igualdade, com mais amor, enfim. Porque tudo o que precisamos é de amor!

01 mar 2016

#Missão4: Colo de Mãe

Post por Glauciana às 15:16 em Mães do Bem

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O ano começa lindo para nossas missões e temos uma muito especial. A Lidiane Brito pediu a nossa ajuda para conhecer a mãe biológica. Ou melhor, para reencontrá-la, já que elas se conheceram no vínculo mais bonito que existe, a de mãe-filho.

A Lidiane nasceu, em Belém, no Pará, há 33 anos. Sua mãe já tinha muitos filhos e não pode ficar com ela, dando-a para o pai, que a criou, junto com a avó paterna. Lidiane cresceu em Itaituba, também no Pará, e depois mudou-se com pai e avó para Campinas, no interior de São Paulo. Atualmente, mora com o marido em Nova Andradina, Mato Grosso do Sul. 

Seu maior sonho sempre foi conhecer a mãe biológica, a Ana. Durante toda a sua vida quis saber de sua mãe, no entanto o pai não gostava de falar sobre este assunto. Ele faleceu há 15 anos, mas a avó ainda está viva lá em Campinas. A avó, inclusive, sempre falou que Lidiane era igual à mãe. Que o destino as separou, mas Deus fez com que Lidiane fosse uma cópia da mãe.

Lidiane sempre quis saber a sua história, sua origem, de onde veio. E então, apenas com o nome e o sobrenome da mãe, começou uma busca na web, ainda no tempo da Internet discada. Pediu a ajuda de amigas e nunca desistiu: “Eu tinha fé em Deus, eu sabia que ia encontrá-la, mesmo com as pessoas me falando para desistir, que eu nunca a encontraria. Eu não desisti, foram 15 anos de buscas, milhões de Anas que eu conversei, procurando por ela. Eu tinha certeza, nunca desisti, sabia que o senhor faria essa providência em minha vida”.

Ela pensou em procurar ajuda de famosos da mídia, como Gugu, Silvio Santos, Luciano Huck, mas foi graças a sua persistência que conseguiu, há dois anos, localizar sua mãe pela Internet. Se falaram algumas vezes, ela perdoou a mãe por não ter ficado com ela e decidiu que iria, um dia, até Brasília para dar um abraço.

Agora, ela pediu a nossa ajuda para dar as passagens para ela e seus dois filhos menores, de 11 e 7 anos, que ela não tem com quem deixar, já que o marido trabalha o dia todo fora. A passagem de Nova Andradina até Brasília custa R$ 250,00 cada trecho (percurso Nova Andradina – Casa Verde – Brasília), pela Viação Motta. Como precisamos das passagens da Lidiane e de seus dois filhos, ida e volta, o valor total é de R$ 1500,00.

Em Brasília teremos amigos esperando por Lidiane e seus filhos, para levarem-nos até a casa da mãe, de surpresa. Nós estaremos juntos deles neste momento super especial e emocionante. Quem pode nos ajudar a ajudar a Lidiane? Bora nessa? Quem topar ajudar, pode transferir uma quantia em dinheiro para a minha conta corrente (Glauciana), que assim que der o valor das passagens comprarei pela internet.

22 fev 2016

Obesidade Infantil #EuDigoNão

Post por Glauciana às 15:55 em Alimentação

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Proporcionar uma boa alimentação para as crianças é o objetivo de toda mãe. É objetivo nosso também (Glauciana e Fernanda, que estamos fazendo este post a quatro mãos, a quatro filhos). É objetivo também da Amil, que desde 2014 tem o projeto “Obesidade Infantil Não”. São horas incalculáveis de amamentação, inúmeras pesquisas para introdução de novos alimentos e uma paciência de Jó para garantir que nossos filhotes recebam todos os nutrientes necessários para crescerem lindos e saudáveis.

O problema é que todos estes nutrientes tem cores que, ao serem avistados pelo olhar raio-laser da criança, são logo detectados e um “manhêêêê, tira o verdinho” dá início a uma batalha homérica na hora das refeições. Que mãe nunca passou por isso??? Eu, Glau, tenho duas experiências de alimentação infantil em casa. Considero que já passei por todas as fases com meus dois filhos, o Eduardo e o Luca. Eles, tão diferentes, também fizeram com que eu aprendesse a lidar com suas formas distintas de se relacionar com a comida. E, “deuspaidocéu”, como foi difícil isso. Como eu sofri, como eu chorei, como lutei.

Haja então paciência e persistência para convencer a garotada a comer. A gente conta história, explica que faz bem à saúde, tenta uma última colherada que vai parar no chão e enfim o chororô ganha o espaço da mesa de refeição. Exaustas e frustadas, sedemos à vontade dos pequenos e oferecemos então aquilo que eles querem comer. Ponto para o baixinho.

Para deixar o cenário ainda mais desafiador, passamos boa parte do dia dentro do escritório, como eu, Fer, e quem cuida de perto da alimentação dos nosso herdeiros são outras pessoas (escola, babá, avós, tios, etc). Agora, se nós, que somos as maiores interessadas pela boa alimentação de nossos filhos, vez ou outra perdemos a paciência e permitimos que eles escolham qualquer outro alimento, sendo ele saudável ou não, imagine quem não tem o mesmo compromisso que nós. Sentiu o drama? Tá aí a epidemia mundial de obesidade infantil que não nos deixa mentir.

O fato é que estamos lidando com um problema muito sério dentro de nossas casas, com consequências drásticas para o futuro de nossas crianças. A boa notícia é que algumas mudanças de hábitos e atitudes podem conter o avanço desta epidemia. Compartilhamos a seguir algumas atitudes que fazem diferença em nossas casas:

Comece por você
De nada adianta oferecer salada para o seu filho se você mesmo não come. As crianças fazem o que fazemos. Palavras sem exemplo não convencem esta nova geração. Troque o refrigerante por sucos naturais e ofereça frutas como sobremesa.

Mova-se
Nada de shopping aos finais de semana. Quando escolherem as atividades com as crianças, prefira parques, céu aberto e natureza. Corra, pedale, pule corda. Atividade física continua sendo a melhor escolha para uma boa saúde e o corpo em forma. Quanto antes incluir este hábito em nossas vidas, melhor.

Escolham o que comer
As compras no varejão podem ser divertidas se as crianças escolherem o jantar. Durante as compras, conte os benefícios que os alimentos que eles já conhecem trazem para a saúde e escolham novos para experimentar.

Cozinhem juntos
Sempre que possível faça isso. As crianças gostam de novas vivências e durante o preparo das refeições, é um ótimo momento para exercitar a criatividade e conhecerem novos sabores. Se disserem que é ruim algum sabor, falem que para não gostar de um alimento é preciso comer pelo menos 3x. Essa técnica super funciona =)

Brincar com a comida pode, sim
Criança gosta mesmo é de brincar. Então, torne a refeição um momento prazeroso criando pratos decorativos. Soltem a imaginação, contem histórias e deixem a fantasia rolar que no final de tudo, as chances de um pratinho vazio na mesa são bem altas.

Deixe frutas à mostra
Crianças agem por impulso e seus gostos são estimulados pelos sentidos. Por isso, deixar a fruteira sempre cheia, com frutas diversas e coloridas, na altura deles, facilita o entendimento de que aquilo é para comer. Assim, na hora do lanchinho e da fome, eles naturalmente pegarão uma fruta.

Seja firme
Quando decidimos mudar qualquer hábito/atitude em nossas vidas, é preciso resiliência. Dizer não para um filho e cultivar novos comportamentos será desafiador, mas também um grande gesto de amor. Em casa, vale a máxima #EuDigoNão para porcarias. Pois assim, também estou dizendo não para a obesidade infantil.

Sobre o projeto “Obesidade Infantil Não”, da Amil
Este post é incentivado pela Amil, que desde 2014 tem o projeto “Obesidade Infantil Não”, com o objetivo de mudar a triste realidade da epidemia mundial da obesidade infantil. A Amil acredita que, com a união de pais, mães, médicos, responsáveis e toda a sociedade, podemos mudar este quadro. Às vezes, dizer não para nossos filhos é também dizer não para a obesidade infantil. Vamos juntos nesta causa?

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11 fev 2016

Um mundo livre para nossos filhos: eu sonho!

Post por Glauciana às 14:12 em Devaneios de Mãe

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Certa noite eu tive um sonho. Sonhei que uma série de pessoas estava reunida em um local. Não era verdadeiramente da vontade de todos eles estarem ali, mas porque alguém lhes disse que aquilo era o certo, que aquele era o caminho, que aquela era a única realidade vigente. Eles vestiam todos a mesma roupa alargada, sem forma no corpo, algo num tom cinza, padronizado, pareciam robôs. Suas feições também pareciam robotizadas e todos repetiam o mesmo movimento: pegavam suas bandejas encardidas e tinham a refeição fria servida em porções racionadas. Alguém também determinou o quanto de fome cada um deles tinha de sentir. Eles praticamente não conversavam. Apenas olhavam-se, entre uma garfada e outra da comida fria e do gole daquele líquido amarelo, que chamavam de suco, mas na verdade era uma mistura de água, corante e açúcar. Andavam em filas, um na frente do outro, cabeças baixas, como animais resignados que desempenham todosantodia a mesma função, sem saber exatamente o porquê. Acreditavam que aquilo era o que era. “É o que tem pra hoje”, escutei no sonho um deles falar. Assim que terminavam de comer, saiam, um atrás do outro, do local sujo onde a comida era servida e se encaminhavam para suas linhas de produção. Passavam oito horas de seu dia sem ver a luz do sol, escutando altos barulhos, sentindo odores desagradáveis, dando um jeito de calar os pensamentos todos, de enfiar goela abaixo seus desejos. Passavam tanto tempo dentro daquele lugar escuro, usando suas forças físicas, que quase não viam seus filhos, não conviviam com suas esposas. Chegavam em casa tão cansados, que as únicas compensações eram uma cachaça pra relaxar e uma TV, que dava a eles a falsa ideia de que alguém conversava com eles.

Acordei do sonho.

E fiquei pensando que lindo seria se todo mundo pudesse viver num mundo livre, onde cada um pudesse fazer aquilo que tem vontade, que pudesse tirar o sustento daquilo que realmente nasceu pra fazer, que comesse a hora e na quantidade que quisesse, cuidando do seu próprio alimento. Fiquei pensando em como seria bom se todos nós pudéssemos estar ao lado de nossos filhos, acompanhando o crescimento deles, dando abraço quando eles tropeçassem e ralassem os joelhos, estando ao lado da esposa, para que ela pudesse tirar um cochilo quando estivesse cansada demais de cuidar do bebê. Pensei em como seríamos produtivos e motivados se usássemos todo nosso poder criativo mental e físico para trabalhar no bem, para trabalhar naquilo que fizesse sentido pra gente. Que pudéssemos ter mais contato com a natureza, que pudéssemos estar rodeado daqueles que a gente ama. Seria lindo! Será lindo. É lindo! É esse o mundo que eu desejo para mim e para meus filhos.

Depende de quem? De nós! Vamos construí-lo? Eu não sei exatamente como, mas eu acho que já estou fazendo de alguma forma todo dia. Vamos juntos?

10 fev 2016

7 dicas para acampar com crianças

Post por Glauciana às 16:48 em Turismo com Crianças
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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Eu confesso que quando meus filhos eram menores eu achava tudo difícil, era daqueles tipos de pessoas que preferiam cozinhar para um exército espartano em casa do que sair com um bebê para um restaurante. Tudo era um trampo, tudo era complicado, tudo era uma função.

Claro que isso pode ser mesmo um trampo, dependendo da idade da criança e do programa que se escolhe fazer, mas a real mesmo é que tudo depende da disposição e da leveza que os pais encaram a vida.

Eis que em um fim de semana qualquer de janeiro, com os guris ainda de férias, meu namorado me levou, junto de meus filhos, Eduardo, de 8 anos, e Luca, de 6, para acampar em Sapopema, no Paraná, aproximadamente 200 Km de Assis, a cidade onde moramos.

Ele, o gato, que é expert em esportes de aventuras (tem, inclusive uma empresa que leva grupos para rapel, cannyoning, trekking e subida de picos, a Vert1c4al Adventure), preparou tudo para que nossa primeira experiência de acampamento com as crianças fosse excelente. Então, resolvi compartilhar as dicas com vocês, para que – se curtirem – acampem com seus pequenos. Ah, e olho no lance: estávamos na beira de um rio, quando eu avisto um homem caminhando sobre as águas (não, não era Moisés, nem Jesus, nada disso). Era apenas um pai roots, subindo o rio, equilibrando-se entre as pedras, com uma bebê de 35 dias num sling. Isso mesmo, 35 dias. Atrás, vinha a mãe, toda sereia, de peitos cheios de leite e biquíni, divando. Os 3, de boas na lagoa :) essa é pra você que acha que criança atrapalha….rs.

1 – Planeje o acampamento 
A primeira coisa a fazer é planejar o acampamento com as crianças. É saber ao certo onde vai, quando vai e quando volta, como é o esquema do local (se tem camping ou não), como é o trajeto até lá, qual é o estilo de acampamento (tem muita gente, tem mosquito, tem alguma estrutura). O ideal é ter o máximo dessas informações antes para poder preparar tudo o que precisa para o passeio não ser uma furada.

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2 – Tenha o máximo de conforto
Engana-se quem pensa que acampamento é sinal de perrengue. Camping pode – e deve – sobretudo com crianças, ter o máximo de conforto que der. Por isso, escolha uma barraca adequada, leve saco de dormir ou colchões, lençóis, travesseiros, repelentes, trocas de roupas quentes, lanternas, uma lona para cobrir a barraca, em caso de chuva, um tapete ou uma lona para colocar no chão, na frente da barraca, para não pisar na terra. Uma noite bem dormida em acampamento garante disposição no dia seguinte para curtir a paisagem e o passeio.

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3 – Leve comida
Criança alimentada é criança mais tranquila. Acampamento não precisa ter comida racionada. Pense em todas as refeições que farão e compre, mesmo que no local tenha alguma venda ou restaurante, é sempre bom reforçar. Se tiver fogo no local (churrasqueira ou fogareiro) dá pra levar macarrão e molho pronto, além de carne para assar na brasa (não se esqueça de levar o carvão). Leve leite e achocolatado, frutas (de preferência as mais duras, para não amassarem na mochila, e que não precisam de faca, como maçã e goiaba). Outra coisa que é legal, embora na vida real a gente tenha que consumir com moderação, é o chocolate. Sobretudo nos momentos de trilha ou qualquer outro de esforço físico, um tablete de chocolate dá uma levantada na glicemia e garante mais energia. Frutas secas (uva passa e damasco) e oleaginosas (castanha de caju, nozes, castanha do Brasil e amendoim) são excelentes e fáceis de carregar.

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4 – Seja prevenido com remédios
Acampar com criança não pode ter imprevistos, sobretudo de saúde. Qualquer probleminha pode virar um problemão. Por isso, leve a maletinha mágica com repelente contra insetos, antialérgico (vai que você descobre na hora que seu filho tem uma alergia punk com picada de abelha, por exemplo), antitérmico (uma febrinha pode acabar com toda a diversão), merthiolate, band-aid, gaze. Além disso, fique esperto e saiba onde é o hospital mais próximo, só por precaução.

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5 – Reforce a segurança
Qualquer esporte de aventura precisa obrigatoriamente ser seguro. Não dá pra fazer loucura! Afinal, estamos falando das nossas vidas. E quando estamos com crianças, então!?!? Falamos da nossa vida e da vida de seres indefesos. Por isso, TODO cuidado com rio é pouco. É necessário estar atento a afogamentos, a criança que cai em pedra, a espoleta que sai correndo na trilha e se arranha, a macaquinho que quer subir nas pedras. Redobre a atenção com os pequenos, pois num piscar de olhos eles somem das nossas vistas. E fique atento aos equipamentos de segurança, se for praticar algo, como rapel ou rafting, por exemplo.

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6 – Crie aventuras
Criança gosta de fantasias, de brincadeiras, de aventuras. Por isso, no meio do mato, crie formas de brincar com eles. Construa uma espada com madeira, chame-os para buscarem lenha, faça uma expedição na mata, à noite, com a lanterna, cace vaga-lumes, conte as estrelas. Enfim, use a imaginação, brinque com eles e volte você a ser criança também!

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7 – Apresente a natureza para as crianças 
Essa é uma das principais dicas que podemos dar. Não subestime seus pequenos! Nós fizemos uma trilha de mais de 4 horas com Dudu e Luca, entre caminhada no rio (corredeiras com pedras e quedas d’água), descida de cachoeira em tronco de árvore, trilha seca na mata, caminhada por sobre as pedras da margem do rio e subida pelas pedras ao lado da cachoeira). Os meninos AMARAM toda a aventura, se surpreenderam, brincaram, riram, sentiram-se vivos, empoderados, com a energia que a natureza desperta em nós. Experimente fazer isso em família. Garantia de dias incríveis, pode apostar!

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*Imagens: Arquivo Pessoal, Daqui (frutas secas), e Daqui (crianças na barraca)

03 fev 2016

Meu filho acha que eu não o amo

Post por Glauciana às 11:23 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes. 

Há momentos em que a gente acha que está fazendo tudo certo, que está no caminho do bem, que dá o melhor de si para o outro e, no entanto, as pessoas que estão mais próximas de nós não conseguem perceber o nosso amor.

Ontem foi aniversário do Luca, meu filho caçula. Aniversários são celebrações que eu gosto muito, tanto do outro quanto o meu próprio, no entanto festas de aniversário me causam um desconforto imenso. Eu achava que sabia o porquê, mas hoje descobri que há mais questões que fazem com que eu me sinta mal em festas de aniversário.

Fato é que ontem Luca teve uma linda festa de aniversário. Ou, pelo menos, eu achava que tinha sido linda. Muitas das pessoas que o amam estiveram presentes em Assis, na festa do São Paulo, o time dele. A vovó de Bauru, o vovô de São José dos Campos, o papai e a namorada dele, de São Paulo, os padrinhos do irmão dele, de Marília, meu pai e meu irmão, de Presidente Prudente. Enfim, em plena terça-feira, conseguimos reunir toda a família, que mora longe, e mais de 30 amiguinhos para celebrar os 6 anos do meu filho. Ele é, de fato, uma criança muito querida. Nós somos uma família que nos importamos com os outros. Fazemos questão de estarmos próximos.

Chegamos em casa, todos muito cansados, já mais de meia-noite. Luca estava visivelmente cansado. Dei banho nele e em mais três crianças. Aquele processo todo de banho e cama. Quando coloquei os 3 guris no quarto para dormir, fizemos a nossa oração, como costume, agradecemos à Deus pelo que tivemos de bom no dia e eu fiz o sinal da cruz na testa de Luca, abençoando-o e dizendo que o amo. Esse é nosso ritual antes de dormir.

Nessa hora, rolou o diálogo:

Eu: Eu te amo muito, filho!

Luca: Você não ama nada.

Eu: Como, filho?

Luca: Você fala que me ama muito, mas não me ama nada.

Eu: Você não sente o meu amor por você?

Luca: Não!

Eu (já chorando): Porque, filho?

Luca: Porque você me apanha.

Eu: Por que eu te bato?

Luca: Sim.

Eu: Mas, eu fiz isso algumas vezes e prometi à Deus e a você que não faço mais. Faz já algum tempo que não bato em você e nem em seu irmão.

Luca: Mas, você me apanhou uma vez, que eu lembro.

Eu (em prantos): Perdoa a mamãe, filho, por favor. A mamãe teve momentos de fraqueza, se envergonha disso, e te bateu. Mas, eu prometi para você e para Deus, já há algum tempo, que eu não bateria mais e não tenho batido, filho.

Luca: Você bateu, sim. Você não me ama.

 

Nessa hora ele começou a chorar. E foi um choro contido, emocional, com as mãozinhas no rosto. Choro do fundo do coração, não aquele choro comum de criança.

E eu fui abraçando-o, pedindo perdão, dizendo que o amava, que eu tinha as minhas limitações, mas que estava aprendendo que não era certo, que eu fazia aquilo achando que era o melhor, para educá-lo. Pedi perdão inúmeras vezes e reafirmei uma dezena delas o meu amor por ele. Finalmente, saí do quarto e chorei até às 3h da manhã. Agora mesmo, na manhã seguinte, enquanto escrevo este post, derramo mais um tanto de lágrimas.

Sei que este relato, envolvendo um assunto tão delicado, pode render uma série de julgamentos. Eu não sei se estou preparada para recebê-los, na fragilidade que estou, mas ainda assim eu pago o preço, pois sinto a necessidade de falar também das minhas sombras, das minhas fraquezas, dos meus medos, dos meus erros na maternidade.

Eu sempre apanhei. Cresci apanhando e escutando que aquilo era o certo. Que a forma de se educar uma criança era pela palmada. Usavam, inclusive, uma parte Bíblica, que se diz algo como repreender com a vara. Como se Deus batesse em seus filhos….tsc, tsc, tsc. O tal do desentortar o pepino desde cedo. Institucionalizaram a violência como algo aceitável, normal, comum, válido, correto.

Não, não é! Violência não é certo. Se meu filho não pode bater no amiguinho que o xinga, porque eu posso bater no meu filho que me xinga? Não tem coerência nenhuma! Eu bati algumas vezes. Dei palmadas, dei chineladas. Talvez tenha descontado neles algumas das minhas próprias frustrações. Ou, então, tenha feito o que aprendi como certo.

Há algum tempo, porém, eu fui despertando para que a violência não fazia mais sentido para mim. Não no que eu enxergava da vida. Não fazia mais o menor sentido dedicar tanto amor a meus filhos e a todos os seres viventes, e ainda assim bater neles. Usar de dor. De violência. De abuso da minha força física para um ser indefeso.

Hoje, depois deste relato de meu filho não sentir o meu amor por ele, eu me sinto a pior das criaturas. Me sinto impotente, me sinto envergonhada, me sinto culpada, me sinto feia, me sinto suja, me sinto não merecedora do amor de Deus, que me confiou esses dois presentes para viver comigo aqui na Terra. Me sinto também uma fraude. Eu, que pago tanto de boazinha, que fico querendo fazer o bem a todo mundo, ajudando mundos e fundos, não sou capaz de mostrar a meu próprio filho o imenso amor que tenho por ele.

Hoje, infelizmente, não tem texto com final feliz. Nem bonito. Nem com mensagem otimista. Nem com lição de moral positiva. Acordei cedo, pouco dormi, saí de casa e eles ainda estavam dormindo. Desabafei rapidamente com Simone, minha ajudante, chorei mais um pouco, junto de meu café preto, e saí para fazer um trabalho. Ainda não vi Luca depois da nossa conversa de ontem.

O que eu vou fazer? Seguirei no meu empenho de não bater mais, de mergulhar ainda mais profundamente em mim, tentando me perdoar, em primeiro lugar, e fazendo o que o Mestre Jesus espera que a gente faça: “amar o próximo como amamos a nós mesmos”. E eu espero, do fundo do meu coração, que meu filho consiga, um dia, sentir o gigantesco amor que eu tenho por ele, apesar de ter batido nele algumas vezes na infância. Eu desejo, desejo muito. Que Deus permita isso!

*Imagem: Daqui

29 jan 2016

Volta às aulas e a saga do material escolar

Post por Glauciana às 15:23 em Educação

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Por: Glauciana Monteiro Nunes.

Volta às aulas sempre foram um transtorno pra mim, embora eu comemore o fim das férias. Na verdade, acho que toda mãe tem uma relação de amor e ódio com férias, né?! Eu acho super chato fazer matrícula de escola, ver lista de material escolar, ir até a papelaria. Affffff, tem algumas coisas práticas da vida que são de uma chatice sem fim.

E outro ponto: como escolher o material mais adequado? Dentre tantas marcas, tantos formatos, tantas caixas de lápis de cor?

O que é certo para a idade? Qual tem a melhor qualidade? O que pinta melhor? Qual se adequa melhor à mãozinha das crianças?

Neste ano tudo ficou mais fácil pra mim, pois a CiS – além de nos fazer uma surpresa maravilhosa, veja no vídeo abaixo – ainda nos enviou vários produtos de sua linha, demonstrando todo o cuidado com as crianças.

 

A marca, que está há 20 anos no mercado, está com a campanha “Volta às Aulas CiS – Cores para toda vida” e propõe justamente isso que meus filhos fizeram: eternizar alguns momentos bacanas da infância deles, em forma de desenhos e outras artes. Além desses materiais, a CiS ainda tem a linha completa de materiais escolares, com borrachas, tesouras, canetas, apontadores, lápis de escrever, lapiseiras e muito mais. Ufa, salvou a vida!

Veja você também outros vídeos super legais de mães e pais que receberam os presentes especiais da CiS. Acesse também as redes sociais da CiS: Facebook, Twitter e o Canal no Youtube.

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