Coisa de Mãe
10 fev 2016

7 dicas para acampar com crianças

Post por Glauciana às 16:48 em Turismo com Crianças
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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Eu confesso que quando meus filhos eram menores eu achava tudo difícil, era daqueles tipos de pessoas que preferiam cozinhar para um exército espartano em casa do que sair com um bebê para um restaurante. Tudo era um trampo, tudo era complicado, tudo era uma função.

Claro que isso pode ser mesmo um trampo, dependendo da idade da criança e do programa que se escolhe fazer, mas a real mesmo é que tudo depende da disposição e da leveza que os pais encaram a vida.

Eis que em um fim de semana qualquer de janeiro, com os guris ainda de férias, meu namorado me levou, junto de meus filhos, Eduardo, de 8 anos, e Luca, de 6, para acampar em Sapopema, no Paraná, aproximadamente 200 Km de Assis, a cidade onde moramos.

Ele, o gato, que é expert em esportes de aventuras (tem, inclusive uma empresa que leva grupos para rapel, cannyoning, trekking e subida de picos, a Vert1c4al Adventure), preparou tudo para que nossa primeira experiência de acampamento com as crianças fosse excelente. Então, resolvi compartilhar as dicas com vocês, para que – se curtirem – acampem com seus pequenos. Ah, e olho no lance: estávamos na beira de um rio, quando eu avisto um homem caminhando sobre as águas (não, não era Moisés, nem Jesus, nada disso). Era apenas um pai roots, subindo o rio, equilibrando-se entre as pedras, com uma bebê de 35 dias num sling. Isso mesmo, 35 dias. Atrás, vinha a mãe, toda sereia, de peitos cheios de leite e biquíni, divando. Os 3, de boas na lagoa :) essa é pra você que acha que criança atrapalha….rs.

1 – Planeje o acampamento 
A primeira coisa a fazer é planejar o acampamento com as crianças. É saber ao certo onde vai, quando vai e quando volta, como é o esquema do local (se tem camping ou não), como é o trajeto até lá, qual é o estilo de acampamento (tem muita gente, tem mosquito, tem alguma estrutura). O ideal é ter o máximo dessas informações antes para poder preparar tudo o que precisa para o passeio não ser uma furada.

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2 – Tenha o máximo de conforto
Engana-se quem pensa que acampamento é sinal de perrengue. Camping pode – e deve – sobretudo com crianças, ter o máximo de conforto que der. Por isso, escolha uma barraca adequada, leve saco de dormir ou colchões, lençóis, travesseiros, repelentes, trocas de roupas quentes, lanternas, uma lona para cobrir a barraca, em caso de chuva, um tapete ou uma lona para colocar no chão, na frente da barraca, para não pisar na terra. Uma noite bem dormida em acampamento garante disposição no dia seguinte para curtir a paisagem e o passeio.

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3 – Leve comida
Criança alimentada é criança mais tranquila. Acampamento não precisa ter comida racionada. Pense em todas as refeições que farão e compre, mesmo que no local tenha alguma venda ou restaurante, é sempre bom reforçar. Se tiver fogo no local (churrasqueira ou fogareiro) dá pra levar macarrão e molho pronto, além de carne para assar na brasa (não se esqueça de levar o carvão). Leve leite e achocolatado, frutas (de preferência as mais duras, para não amassarem na mochila, e que não precisam de faca, como maçã e goiaba). Outra coisa que é legal, embora na vida real a gente tenha que consumir com moderação, é o chocolate. Sobretudo nos momentos de trilha ou qualquer outro de esforço físico, um tablete de chocolate dá uma levantada na glicemia e garante mais energia. Frutas secas (uva passa e damasco) e oleaginosas (castanha de caju, nozes, castanha do Brasil e amendoim) são excelentes e fáceis de carregar.

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4 – Seja prevenido com remédios
Acampar com criança não pode ter imprevistos, sobretudo de saúde. Qualquer probleminha pode virar um problemão. Por isso, leve a maletinha mágica com repelente contra insetos, antialérgico (vai que você descobre na hora que seu filho tem uma alergia punk com picada de abelha, por exemplo), antitérmico (uma febrinha pode acabar com toda a diversão), merthiolate, band-aid, gaze. Além disso, fique esperto e saiba onde é o hospital mais próximo, só por precaução.

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5 – Reforce a segurança
Qualquer esporte de aventura precisa obrigatoriamente ser seguro. Não dá pra fazer loucura! Afinal, estamos falando das nossas vidas. E quando estamos com crianças, então!?!? Falamos da nossa vida e da vida de seres indefesos. Por isso, TODO cuidado com rio é pouco. É necessário estar atento a afogamentos, a criança que cai em pedra, a espoleta que sai correndo na trilha e se arranha, a macaquinho que quer subir nas pedras. Redobre a atenção com os pequenos, pois num piscar de olhos eles somem das nossas vistas. E fique atento aos equipamentos de segurança, se for praticar algo, como rapel ou rafting, por exemplo.

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6 – Crie aventuras
Criança gosta de fantasias, de brincadeiras, de aventuras. Por isso, no meio do mato, crie formas de brincar com eles. Construa uma espada com madeira, chame-os para buscarem lenha, faça uma expedição na mata, à noite, com a lanterna, cace vaga-lumes, conte as estrelas. Enfim, use a imaginação, brinque com eles e volte você a ser criança também!

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7 – Apresente a natureza para as crianças 
Essa é uma das principais dicas que podemos dar. Não subestime seus pequenos! Nós fizemos uma trilha de mais de 4 horas com Dudu e Luca, entre caminhada no rio (corredeiras com pedras e quedas d’água), descida de cachoeira em tronco de árvore, trilha seca na mata, caminhada por sobre as pedras da margem do rio e subida pelas pedras ao lado da cachoeira). Os meninos AMARAM toda a aventura, se surpreenderam, brincaram, riram, sentiram-se vivos, empoderados, com a energia que a natureza desperta em nós. Experimente fazer isso em família. Garantia de dias incríveis, pode apostar!

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*Imagens: Arquivo Pessoal, Daqui (frutas secas), e Daqui (crianças na barraca)

03 fev 2016

Meu filho acha que eu não o amo

Post por Glauciana às 11:23 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes. 

Há momentos em que a gente acha que está fazendo tudo certo, que está no caminho do bem, que dá o melhor de si para o outro e, no entanto, as pessoas que estão mais próximas de nós não conseguem perceber o nosso amor.

Ontem foi aniversário do Luca, meu filho caçula. Aniversários são celebrações que eu gosto muito, tanto do outro quanto o meu próprio, no entanto festas de aniversário me causam um desconforto imenso. Eu achava que sabia o porquê, mas hoje descobri que há mais questões que fazem com que eu me sinta mal em festas de aniversário.

Fato é que ontem Luca teve uma linda festa de aniversário. Ou, pelo menos, eu achava que tinha sido linda. Muitas das pessoas que o amam estiveram presentes em Assis, na festa do São Paulo, o time dele. A vovó de Bauru, o vovô de São José dos Campos, o papai e a namorada dele, de São Paulo, os padrinhos do irmão dele, de Marília, meu pai e meu irmão, de Presidente Prudente. Enfim, em plena terça-feira, conseguimos reunir toda a família, que mora longe, e mais de 30 amiguinhos para celebrar os 6 anos do meu filho. Ele é, de fato, uma criança muito querida. Nós somos uma família que nos importamos com os outros. Fazemos questão de estarmos próximos.

Chegamos em casa, todos muito cansados, já mais de meia-noite. Luca estava visivelmente cansado. Dei banho nele e em mais três crianças. Aquele processo todo de banho e cama. Quando coloquei os 3 guris no quarto para dormir, fizemos a nossa oração, como costume, agradecemos à Deus pelo que tivemos de bom no dia e eu fiz o sinal da cruz na testa de Luca, abençoando-o e dizendo que o amo. Esse é nosso ritual antes de dormir.

Nessa hora, rolou o diálogo:

Eu: Eu te amo muito, filho!

Luca: Você não ama nada.

Eu: Como, filho?

Luca: Você fala que me ama muito, mas não me ama nada.

Eu: Você não sente o meu amor por você?

Luca: Não!

Eu (já chorando): Porque, filho?

Luca: Porque você me apanha.

Eu: Por que eu te bato?

Luca: Sim.

Eu: Mas, eu fiz isso algumas vezes e prometi à Deus e a você que não faço mais. Faz já algum tempo que não bato em você e nem em seu irmão.

Luca: Mas, você me apanhou uma vez, que eu lembro.

Eu (em prantos): Perdoa a mamãe, filho, por favor. A mamãe teve momentos de fraqueza, se envergonha disso, e te bateu. Mas, eu prometi para você e para Deus, já há algum tempo, que eu não bateria mais e não tenho batido, filho.

Luca: Você bateu, sim. Você não me ama.

 

Nessa hora ele começou a chorar. E foi um choro contido, emocional, com as mãozinhas no rosto. Choro do fundo do coração, não aquele choro comum de criança.

E eu fui abraçando-o, pedindo perdão, dizendo que o amava, que eu tinha as minhas limitações, mas que estava aprendendo que não era certo, que eu fazia aquilo achando que era o melhor, para educá-lo. Pedi perdão inúmeras vezes e reafirmei uma dezena delas o meu amor por ele. Finalmente, saí do quarto e chorei até às 3h da manhã. Agora mesmo, na manhã seguinte, enquanto escrevo este post, derramo mais um tanto de lágrimas.

Sei que este relato, envolvendo um assunto tão delicado, pode render uma série de julgamentos. Eu não sei se estou preparada para recebê-los, na fragilidade que estou, mas ainda assim eu pago o preço, pois sinto a necessidade de falar também das minhas sombras, das minhas fraquezas, dos meus medos, dos meus erros na maternidade.

Eu sempre apanhei. Cresci apanhando e escutando que aquilo era o certo. Que a forma de se educar uma criança era pela palmada. Usavam, inclusive, uma parte Bíblica, que se diz algo como repreender com a vara. Como se Deus batesse em seus filhos….tsc, tsc, tsc. O tal do desentortar o pepino desde cedo. Institucionalizaram a violência como algo aceitável, normal, comum, válido, correto.

Não, não é! Violência não é certo. Se meu filho não pode bater no amiguinho que o xinga, porque eu posso bater no meu filho que me xinga? Não tem coerência nenhuma! Eu bati algumas vezes. Dei palmadas, dei chineladas. Talvez tenha descontado neles algumas das minhas próprias frustrações. Ou, então, tenha feito o que aprendi como certo.

Há algum tempo, porém, eu fui despertando para que a violência não fazia mais sentido para mim. Não no que eu enxergava da vida. Não fazia mais o menor sentido dedicar tanto amor a meus filhos e a todos os seres viventes, e ainda assim bater neles. Usar de dor. De violência. De abuso da minha força física para um ser indefeso.

Hoje, depois deste relato de meu filho não sentir o meu amor por ele, eu me sinto a pior das criaturas. Me sinto impotente, me sinto envergonhada, me sinto culpada, me sinto feia, me sinto suja, me sinto não merecedora do amor de Deus, que me confiou esses dois presentes para viver comigo aqui na Terra. Me sinto também uma fraude. Eu, que pago tanto de boazinha, que fico querendo fazer o bem a todo mundo, ajudando mundos e fundos, não sou capaz de mostrar a meu próprio filho o imenso amor que tenho por ele.

Hoje, infelizmente, não tem texto com final feliz. Nem bonito. Nem com mensagem otimista. Nem com lição de moral positiva. Acordei cedo, pouco dormi, saí de casa e eles ainda estavam dormindo. Desabafei rapidamente com Simone, minha ajudante, chorei mais um pouco, junto de meu café preto, e saí para fazer um trabalho. Ainda não vi Luca depois da nossa conversa de ontem.

O que eu vou fazer? Seguirei no meu empenho de não bater mais, de mergulhar ainda mais profundamente em mim, tentando me perdoar, em primeiro lugar, e fazendo o que o Mestre Jesus espera que a gente faça: “amar o próximo como amamos a nós mesmos”. E eu espero, do fundo do meu coração, que meu filho consiga, um dia, sentir o gigantesco amor que eu tenho por ele, apesar de ter batido nele algumas vezes na infância. Eu desejo, desejo muito. Que Deus permita isso!

*Imagem: Daqui

29 jan 2016

Volta às aulas e a saga do material escolar

Post por Glauciana às 15:23 em Educação

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Por: Glauciana Monteiro Nunes.

Volta às aulas sempre foram um transtorno pra mim, embora eu comemore o fim das férias. Na verdade, acho que toda mãe tem uma relação de amor e ódio com férias, né?! Eu acho super chato fazer matrícula de escola, ver lista de material escolar, ir até a papelaria. Affffff, tem algumas coisas práticas da vida que são de uma chatice sem fim.

E outro ponto: como escolher o material mais adequado? Dentre tantas marcas, tantos formatos, tantas caixas de lápis de cor?

O que é certo para a idade? Qual tem a melhor qualidade? O que pinta melhor? Qual se adequa melhor à mãozinha das crianças?

Neste ano tudo ficou mais fácil pra mim, pois a CiS – além de nos fazer uma surpresa maravilhosa, veja no vídeo abaixo – ainda nos enviou vários produtos de sua linha, demonstrando todo o cuidado com as crianças.

 

A marca, que está há 20 anos no mercado, está com a campanha “Volta às Aulas CiS – Cores para toda vida” e propõe justamente isso que meus filhos fizeram: eternizar alguns momentos bacanas da infância deles, em forma de desenhos e outras artes. Além desses materiais, a CiS ainda tem a linha completa de materiais escolares, com borrachas, tesouras, canetas, apontadores, lápis de escrever, lapiseiras e muito mais. Ufa, salvou a vida!

Veja você também outros vídeos super legais de mães e pais que receberam os presentes especiais da CiS. Acesse também as redes sociais da CiS: Facebook, Twitter e o Canal no Youtube.

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19 jan 2016

Como ensinar os filhos a serem livres

Post por Glauciana às 16:12 em Devaneios de Mãe

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Por: Glauciana Monteiro Nunes.

“Eu quero que você diga já!”

Sempre gostei deste trecho da canção “Esquecimento” do Skank. Eu sempre espero que as pessoas digam já, porque eu sou muito mais sim do que não.

[aperte o play e escute esta música, enquanto lê este post]

E aí que esses dias, já longe de meus filhos há mais de 20 dias, que estão de férias com o pai, como todo julho e dezembro/janeiro, me peguei pensando no quão desprendidos e independentes eles são. Eduardo e Luca dizem “já”, exatamente como eu.

Acho que estou conseguindo passar a meus guris que a vida é feita de momentos e que devemos nos apegar apenas às experiências que acontecem agora, nesse exato instante. Por isso a importância do “já”. Afinal, nada mais existe a não ser o “já”. Todo o resto, mas todo o resto messssssmo é ilusão, não é, não existe.

Tenho tido a sorte, nos últimos anos, de só cruzar com gente que diz “já”, que topa as delícias da vida sem medo e aceita também dizer “já” para o embate com suas sombras, o que – sabemos – é tão dolorido. Gente bonita, de coragem, com raça, que tem aceitado enfrentar seus fantasmas a qualquer custo para ter uma vida mais inteira.

Porque, meus amigos, basta de covardia, né não? Acordar é preciso. E é urgente! Chega de deixar para lá, de deixar para depois, de esperar a segunda-feira pra começar a dieta, de esperar o fim do ano para tirar férias, de esperar o fim de semana para passear. A vida é agora, neste exato instante. Esperar? Esperar o que, se nada mais existe a não ser este instante, que não à toa se chama presente?

E eu não aceito nada de diferente para mim e meus guris. Não, não para nós! Eu aceito apenas a coragem de dizermos cada vez mais “já” para a vida. Só aceito que pulemos as barreiras do comodismo. Que rompamos com as grades das prisões que nos foram impostas ao longo das existências. Que arrombemos os porões do ego, que nos mantém presos a falsos paradigmas e crenças limitantes.

Que a gente possa, de peito sempre aberto, e dispostos a experenciar a vida, viver as situações que o universo nos presenteia. Mas, digo viver mesmo. Com alma, portanto, com ânimo. Com verdade, com entrega, com disposição. Só assim, amigos, só assim poderemos ser realmente livres. Assim seja!

*Imagem: Daqui

18 jan 2016

Como estimular a criatividade dos nossos filhos

Post por Glauciana às 14:48 em Educação

Por: Glauciana Monteiro Nunes.

Antes mesmo das férias dos guris chegarem eu já fico tensa. Não exatamente porque eu não goste de férias. Pelo contrário, eu adoro, mas haja programas e afazeres para entreter dois pequenos exploradores, como Dudu e Luca.

Bem, aí que nos dias pré-férias, a CiS, uma marca super legal de material escolar (que aliás, com certeza, você deve ter algo deles aí na sua casa, é só procurar!) nos enviou uma surpresa incrível, que movimentou a criatividade da galerinha aqui em casa e rendeu boas risadas.

A princípio, Eduardo e Luca fizeram dois desenhos, nos quais retrataram como me viam. Uns dias depois, a CiS nos enviou, totalmente surpresa, duas bonecas de pelúcia IDÊNTICAS aos desenhos dos guris. Imagina a alegria e a surpresa quando vimos o que eram aquelas caixas imensas que chegaram pelos Correios.

Essa foi uma parte da brincadeira, para mostrar que a gente pode – e deve – estimular a criatividade dos pequenos, dando-lhes nas mãos materiais para que fiquem livres. Lá em casa, eu sempre espalho tudo na mesa ou no chão: canetinhas, lápis de cor, giz de cera, tintas, colas… e deixo que eles usem a imaginação e criem. Faz um bem danado para o intelecto deles e para eu ter algum tempo para trabalhar também, já que faço home office.

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A marca, que está há 20 anos no mercado, está com a campanha “Volta às Aulas CiS – Cores para toda vida” e propõe justamente isso que meus filhos fizeram: eternizar alguns momentos bacanas da infância deles, em forma de desenhos e outras artes. Para isso, possui produtos de alta qualidade, mesmo para os pequeninos, como o Luca, meu caçula, que ainda não tem a coordenação motora fina tão desenvolvida. Os lápis de cor e canetinhas mais grossos são demais, gente!!! Encaixam muito nas mãozinhas deles. E as pontas mais macias também dão a firmeza que eles precisam para desenharem. Além desses materiais, a CiS ainda tem a linha completa de materiais escolares, com borrachas, tesouras, canetas, apontadores, lápis de escrever, lapiseiras e muito mais. :)

Estimule seus filhos também! O que de melhor nós podemos fazer por eles, nesta idade, é dar-lhes a possibilidade de explorar o mundo e colocar em forma concreta suas impressões.

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Veja você também outros vídeos super legais de mães e pais que receberam os presentes especiais da CiS. Acesse também as redes sociais da CiS: Facebook, Twitter e o Canal no Youtube.

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15 jan 2016

Meus filhos tornaram-se felizes quando eu fiquei feliz

Post por Glauciana às 13:03 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes.

Eu não estava disposta a fazer o tal balanço do ano que se passou e as famigeradas metas para novo ano, que sempre me parecem mais pressão do que qualquer outra coisa. No entanto, hoje recebi um feedback tão bacana do Fabio, o pai dos meus filhos, que eu resolvi falar dos guris, de nós, da nossa relação, da nossa evolução. E me dei conta de que, de certa forma, isso é um balanço de 2015, já que ele foi marcado por nossa busca constante por melhoramento moral e de comportamento. Tanto eu, como Eduardo e como Luca demos o nosso máximo para que pudéssemos rever alguns comportamentos pautados pelas crenças limitantes e baseados em heranças físicas e emocionais de nossos antepassados.

Tudo começou comigo, claro, pois eles ainda são crianças muito pequenas aqui nesta vida, embora sejam espíritos de anos e anos e anos de experiência. E não tem segredo, meu amigo, minha amiga, a revolução começa mesmo é no pai e na mãe e, como eu e o pai deles somos separados, e eles passam a maior parte do tempo sob a minha batuta, o meu comportamento é que dispara a mudança no comportamento deles. Aquela máxima “mães felizes, filhos felizes” é a mais pura verdade, sobretudo na relação mãe-filhos, onde a simbiose é a maior de todas as relações, é lei sagrada da natureza física e espiritual.

2015 começou dando pintas de recomeço pessoal para mim. Eu tinha saído de um 2014 triste, difícil, de vinda da Bahia para o interior de São Paulo, de readaptação de clima, de momento de vida, das crianças em uma nova realidade muito diferente da que tínhamos tido durante nosso ano sabático em Imbassaí, no litoral norte da Bahia. Então, 2015 me deu um gás muito legal em trabalhar as questões do fundo do baú mesmo, já que nós já estávamos instalados, já tínhamos nos adaptado à Assis, e eu já estava me reorganizando profissionalmente, com boas oportunidades aparecendo.

Foi hora de ter coragem e abrir os porões da mente. E foi preciso muita entrega e esforço para que isso acontecesse. Eu queria, sobre todas as coisas, era entender o porquê de eu ter tanta dificuldade em me relacionar amorosamente com um homem (digo homem, porque sou hétero, já que poderia dizer mulher facilmente se eu fosse homossexual, mas não é o case). Essa era uma grande questão para mim, que eclodiu em 2011, quando me separei de Fabio, após quase 10 anos de união. Exatamente nesta data também foi o meu despertar de consciência. Portanto, eu venho vivendo a grande revolução da minha vida, ao longo destes últimos anos. Tudo permeado por grandes esforços, desafios, choro e ranger de dentes. Mas, também de alegria, coragem e amor, já que essas três virtudes são constantes na minha vida, com a graça de Deus!

E doeu, hein? Caraca, como doeu. Como eu chorei, como eu revisitei escombros da minha mente inconsciente, como eu saí zonza das sessões de terapia. Cada mergulho consciente que eu fazia em mim, descobria quilos de mensagens e conceitos equivocados sobre o amor, sobre os relacionamentos a dois, sobre o casamento. E este ano que passou foi apenas a finalização das minhas curas neste aspecto (se é que dá pra gente falar em finalizar curas emocionais, né? Acredito muito que isso é eterno, que sempre temos algo para curar, melhorar, evoluir). Tem sido anos de luta minha (tanto espiritual como emocional) para me depurar das crenças limitantes e das heranças emocionais e físicas dos meus antepassados em relação ao casamento/amor/relacionamento de casal. E neste ano tudo se intensificou e eu consegui ressignificar muuuuuuuuita coisa que fora gravada equivocadamente em meu inconsciente. Bem ao estilo do Chicão: “rompi com o mundo, queimei meus navios”.

Também reafirmei a minha fé em Deus e isso foi parte fundamental do processo. Me reaproximei de uma doutrina que há tempos eu refutava, mas que redescobri-la e apresentá-la a meus filhos foi muito consolador. Passamos a frequentar semanalmente a igreja e a rezar diariamente, tendo uma conexão bem próxima e cúmplice de Deus, de nossos mentores e dos espíritos mais adiantados que nós, que trabalham a nosso favor.

Mas, afinal, você deve estar se perguntando: “a cidadã anunciou o post dizendo que falaria da mudança dos filhos, da relação deles, mas até agora só falou dela, a rainha do ego!”. Caaaaaalma, minha gente, calma. Para falar dos guris é preciso falar de mim, primeiro, já que estamos sempre intrinsecamente ligados.

Eduardo e Luca começaram um 2015 meio tenso. Dudu teve questões difíceis de sua adaptação à escola, às provas (coisa mais idade da pedra, insisto em salientar essa estupidez que é prova escolar), à alfabetização. Não estar totalmente adaptado ao segundo ano e às cobranças que ele traz, no ensino tradicional, fez com que Dudu mostrasse seu lado mais inseguro e com auto-estima reduzida. Eu via um guri acuado, amedrontado, quieto, semblante triste.

Já Luca, estava no outro lado, marcando ainda mais a diferença de temperamento entre os irmãos, estava agitado, batendo como nunca nos amigos, provocativo, irônico, desafiando suas cuidadoras, sendo agressivo nas palavras com as professoras, estimulando a disputa nos amigos.

E aí fomos trabalhando, juntos, eu e eles, somado ao esforço amoroso de uma série de pessoas: Joana D’arc, minha mãe, Fabio, o pai deles, Simone, nossa ajudante, as professoras Mirtes, do Luca, e as duas Flávias, do Eduardo, as coordenadoras da escola, a Renatha El Rafihi, terapeuta do Dudu, as professoras do Kumon, os professores de natação, o Nandes, técnico de futebol. Conversei com todos, coloquei o cenário, como os guris estavam e se sentiam e pedi ajuda. Afinal, sem união, sem nos darmos as mãos, sem o apoio de todos que estão ao nosso redor a gente não vai muito longe, não!

E fomos aos poucos, mas com bastante intensidade, na intenção da melhora. Para buscar nossa paz, nosso centro, nossa calma. Estive bem próxima deles, lendo, rezando, brincando, viajando, almoçando. Enfim, sendo mãe e praticando o que eu mais gosto de fazer na vida: a maternidade entregue, integral e dedicada que eu acredito para nós.

Hoje, no início de 2016, exatamente um ano de quando essas mudanças foram intensificadas, consegui ver mais claramente, meio como um balanço mesmo, ainda que seja difícil para eu quantificar processos evolutivos. Ler a mensagem do pai deles, de que estão calmos, doces, amigos, companheiros, educados, parceiros, divertidos, inteligentes…. ahhhhh, meus caros, isso é um presente. Como eu me sinto feliz por ver as duas pessoas lindas que estou ajudando a formar neste mundo. Que pessoas incríveis coloquei aqui neste planeta para ajudar na evolução de todos nós.

E, então, dessa forma, eu começo meu novo ano sendo grata à Deus, em primeiro lugar, aos meus filhos, Eduardo e Luca, a mim mesma, que não me permito viver na margem dos acontecimentos e tenho coragem de buscar sempre o melhor para nós três. Sou grata também ao universo, que tem colocado pessoas e circunstâncias maravilhosas em meu caminho, abrindo todas as possibilidades para que eu coloque em prática a minha missão aqui na Terra.

A mamãe aqui está feliz. Como mãe, como pessoa e também como mulher. Acho que depois de todo o esforço para entender minhas questões erradas com os relacionamentos – e ressignificá-las – deixando o movimento certo de maturação acontecer, eu terminei 2015 com um presente dos mais belos. Um presente que chegou para mim em forma de amor, de companheiro, de amigo, de namorado, de parceiro, de alento, de aprendizado.

Que sorte a de gente como eu, que encontra como um grande amor alguém que acalma, ao invés de inflamar. Alguém que apazigua, ao invés de colocar lenha. Alguém que faz ver sempre o lado bom das situações, ao invés de lamentar. Alguém que te tira da sombra e joga direto na luz. Ai ai, quanta sorte. Como diz meu guru, Paulo Ferreira, amor tem que ser facinho. A vida já é dura demais, por muitas vezes. Amor, portanto, deve ser fácil, leve, gostoso, que soma e não subtrai, que ensina e não cobra, que dá e não pede.

E desde então, meus guris também entraram na roda desta frequência de amor, de calma, de tranquilidade, de alegria, de leveza. Conectaram-se na minha energia de mansidão, justamente como é que eu me sinto agora, e estão exalando isso para o mundo.

Se isso é perene? Claro que não. Eu sei que não. Hoje manso, amanhã podemos estar de maré virada. Os movimentos fazem parte da natureza maior e nós somos também regido por eles, mas experimentar a leveza das relações nos faz ter como parâmetro o que é bom, o que é calmo, o que é o objetivo de sermos. Então, quando a maré virar, a gente respeita o movimento, mas faz o possível para ela se abrandar novamente. Como disse a alma doce de Guimarães Rosa: ” O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para gente é no meio da travessia”. E assim é. Gratidão!

*Imagem: Acervo Pessoal. 

16 dez 2015

#Missão3: Microondas para Simone

Post por Glauciana às 10:41 em Mães do Bem

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#Missão3 do Mães do Bem no ar.

Vamos conseguir um microondas para a Simone?

Ela é uma mulher batalhadora, que luta contra os perrengues da vida para sustentar sua família. Acorda antes das 6h todos os dias, isso desde os 15 anos, quando começou a trabalhar, e arruma tudo antes de sair para o trabalho. Ela deixa seus 3 filhos em casa um período, uns cuidando dos outros, para cuidar dos meus, na minha casa. Simone é mais que uma ajudante, é um anjo que apareceu para zelar de mim, Eduardo², Luca, Napoleão e Frederico (nossos gatinhos).

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E o microondas que ela tem há mais de 12 anos pifou nesta semana e ela nos pediu ajuda. Microondas super importante para a família, já que Simone deixa o almoço pronto, antes das 7h da manhã, quando sai de casa, e seus 3 meninos, de 12, 8 e 6 anos usam para esquentar a comida, já que ela tem medo que eles, sozinhos em casa, usem o fogão.

Você conhece alguém que tem um microondas usado para doar? Ou então será que conseguimos arrecadar o valor para comprarmos um microondas para a Simone?

Vamos juntos nessa? #JuntosSomosMais #PedisESereisAtendidos #MãesDoBem

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09 dez 2015

Valorizando a criatividade na infância

Post por fernanda às 20:52 em Coisa de Criança

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Se tem uma coisa que eu acredito é em propósito de vida. Aliás, já tem um tempinho que estou numa busca frenética pelo meu. E olha, parece que nos últimos tempos alguma onda cósmica atingiu a humanidade e mais e mais pessoas estão nesta pegada. Gente questionando o sistema de trabalho, atuando em um novo modelo econômico baseado na colaboração… Enfim, ta rolando um movimento de (r)evolução aceite você ou não.

Acontece que neste novo mundo que desejamos, vivenciar esta sua missão está muito relacionada à identificação de seus talentos natos. Nunca antes na história da humanidade desejou-se ser feliz trabalhando com o que se ama e ainda ser remunerado por isso. Essa nossa realidade de passar 8 horas trancados em um escritório, ajudando a realizar o sonho dos outros pode estar com os dias contados.

Imagina que incrível se lá na infância tivéssemos tido a oportunidade de explorar estes talentos e crescer focados em potencializa-los ao invés de passar a vida tentando ser bom naquilo em que não temos a menor aptidão? Taí a geração X que não me deixa mentir, vivendo suas vidas de forma bem mediana em seus empregos boring.

Mas meu intuito neste post não é ficar divagando sobre as frustações da nossa geração e sim dividir a responsabilidade que temos com a próxima. Sim, agora estou falando dos nossos filhos e numa dessas andanças pela internet conheci o Jean Sigel, um pai super bacana que vive altas aventuras ao lado das pequenas Giulia e Nana.

família sigel

A última delas surgiu quando a Giulia, de 9 anos, contou ao pai seu desejo de escrever um livro, para inspirar crianças e adultos sonhadores a também contarem suas histórias. O Jean não pensou duas vezes e topou desafio. A partir daí, a pequena escritora colocou a mão na massa: imaginou as histórias, escreveu e ilustrou. Movimento maker puro. A participação dos pais neste processo de criação resumiu-se em oferecer estímulos e organizar as coisas junto com ela. História pronta, quem entrou em cena foi à mamãe e designer Tati pra diagramar e ajudar a montar esse livro tão especial.

giulia

O lançamento aconteceu no fim do mês passado na Feira do Livro da escola da Giulia e foi um sucesso. Como foi praticamente todo feito a mão pela família Sigel, a primeira tiragem de apenas 30 cópias foi toda vendida durante o evento. O sucesso foi tanto que a família já pensa em produzir mais alguns exemplares (eu inclusive já encomendei o meu). Se esta história por si só já é inspiradora, vale destacar que parte da renda obtida da venda durante a feira, a Giulia fez questão doar para compra de livros em uma escola carente. É ou não é para morrer de amor? :)

E você? Como faz para estimular o talento dos seus filhos? Conta pra gente as suas experiências e vamos ajudar a inspirar cada vez mais famílias a investirem e incentivarem no desenvolvimento dos talentos dos filhos ainda na infância.

Imagens: Acervo Pessoal.

06 dez 2015

E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.

Post por fernanda às 22:15 em Crescimento dos Filhos, Educação, Infância, Mãe e Filhos

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O dia amanheceu ensolarado assim como no seu nascimento. Com um abraço e um beijo estalado na bochecha você me desejou um bom dia. Foi impossível não reparar o sorriso com a primeira janelinha e o seu olhar com a mesma pureza e alegria de sempre. Nesta manhã, meu coração tinha uma mistura de emoção e alegria, pois era o dia da sua formatura.

Fazendo uma retrospectiva dos últimos anos, não consegui conter o choro. Lembrei-me dos seus primeiros dias de vida e a minha falta de jeito acrescentado ao medo e insegurança de ser mãe pela primeira vez. Aos poucos, fomos criando nosso vínculo e desenvolvemos esta conexão quase telepática que temos hoje.

Das delícias de ser mãe, vivenciar sua formatura foi uma das mais gostosas. É simplesmente indescritível a emoção de observar a sua primeira grande conquista pessoal sendo que outro dia você era um bebê pequeno e indefeso e agora uma criança linda, independente e cheia de planos e sonhos próprios. Logo deixará de ser meu menino para ser do mundo. Me arrepiei.

Sei que a vida ainda exigirá grandes desafios e eu desejo que no futuro você seja feliz fazendo aquilo que ama, na profissão que escolher, utilizando seus talentos em benefício da humanidade. Que tenha sucesso sem nunca se seduzir pelo poder que possa vir a ter. Tenha ética em suas decisões, nunca se conforme com as injustiças e diante de uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

Imagens: Acervo Pessoal.

03 dez 2015

A história da mulher que acredita no amor apesar da dor

Post por Glauciana às 17:02 em Devaneios de Mãe

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Eu ainda acredito no amor. Mais do que nunca, eu acredito.

Acredito em famílias diversas, de vários formatos, como a minha, por exemplo, que é composta por mim, Eduardo e Luca.

Ainda acho que família é lugar de acolhimento, respeito, crescimento individual.

Eu gosto de pensar em casa cheia, cheiro de bolo, barulho de criança, gente ao redor da mesa da cozinha, conversas por todos os cantos.

Acredito no amor do comercial da margarina, mesmo não acreditando na família do comercial da margarina.

Eu sempre sonhei em ter três filhos e desde que me imagino nesta cena, visualizo dois meninos, que já existem aqui neste plano, o Eduardo e o Luca, e uma menina, a Helena, que talvez também exista num outro plano.

Depois de uma relação de 10 anos com o pai dos meus dois filhos, eu deixei de acreditar no casamento um tempo. Hoje, eu acredito no casamento de uma outra forma, fazendo muitas coisas diferentes do que eu fiz.

Mas, também acredito que eu só vou mesmo saber se sei fazer essa porra toda funcionar fazendo de novo.

Aprendi que a prática é totalmente diferente da teoria.

No entanto, também aprendi que a gente pode escolher ter atitudes diferentes, baseadas nas experiências anteriores. Isso eu chamo de crescimento emocional.

Ou também podemos chamar de ser minimamente inteligente e não querer levar mais tanta porrada na vida.

Creio que se a gente quer muito uma coisa a gente consegue, pois Deus nos dará se for de nosso merecimento.

Eu nunca desisti de ter uma família grande novamente.

Mesmo nas épocas mais complexas do meu pós-divórcio, eu sempre me imaginei grávida novamente, mesmo sem saber se isso um dia seria concretizado nesta vida.

Eu acredito que a gente possa se apaixonar de novo, mesmo que demore um pouco.

E eu me apaixonei. Isso, 4 anos e meio depois do meu divórcio eu me apaixonei de novo.

Eu descobri que dá pra ter alguém que tope a gente do jeito que a gente é, com todos os pacotes que a gente carrega.

Estou descobrindo que dá pra integrar filhos de relações anteriores com um novo namorado.

Entendi, sem crise, que vai ter ciúmes e talvez um tantinho de disputa. Que eu sou apenas uma mulher entre três homens.

Vi isso na prática, ontem, quando Luca sentou entre eu e o gato, claramente separando-nos. Nessa hora, nós dois o acolhemos, eu beijei o rosto de Luca, enquanto abraçava o gato. Consigo ser de todos e para todos, porque aqui tem amor que não acaba mais.

Tenho descoberto a beleza dos relacionamentos inteiros, de verdade, sem jogo.

Aquele tipo de relacionamento que se fala em amor, em entrega, em aceitação. Que um “eu tenho amor por você” é falado sem medo, sem reservas, apenas para abrir para o outro a intensidade do sentimento que vivem.

Boto fé nessa nossa história, que já nasceu pautada nas nossas incapacidades abertas e não numa tentativa mentirosa de sedução, em que escondemos do outro as nossas sombras.

Acho que viver a vida em par é muito mais gostosa do que individualmente.

Me lembrei, também, que eu gosto muito de ter alguém pra compartilhar a vida.

Pra dar risada de besteira. Pra ligar no fim do dia e contar os perrengues e delícias. Pra tomar café da manhã juntos, enquanto escuta música. Pra virar a noite cantando e dançando Rock and Roll, numa balada de universitários. Pra ficar de bobeira na cama, jogando conversa fora. Pra dividir o último halls preto do pacote. Pra sair no meio da madrugada procurando um lanche pra comer. Pra ver o time dele perder a final da Copa do Brasil. Pra ter alguém que nos busque no trabalho. Pra comprar cerveja artesanal pra ele.

Também aprendi que não são só esses bons momentos aí do parágrafo de cima que são compartilhados numa relação de verdade. Pode ter estresse, pode ter ciúme, pode ter chatice, pode ter mau humor, pode ter contas pra pagar, pode ter cabelo de urso quando acorda.

O melhor de tudo é que eu e ele escolhemos viver isso. E estamos vivendo, pela nossa própria escolha. Eu o escolhi. Ele me escolheu. E assim é.

Agora, eu tenho na vida mais gente pra amar. Tem um Luca. E tem Eduardo².

*Imagem: Daqui
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