Coisa de Mãe
25 ago 2016

Não visitem uma recém-mãe na maternidade

Post por Glauciana às 11:28 em Gravidez

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Por: Samanta Loff

Um dia ainda vou descobrir de onde saiu essa ideia que as pessoas têm, de que toda a mãe adora visitas aos recém nascidos. Muitas mães passam os nove meses de gestação sem ajuda pra nada, não tem quem ajude com o chá de fraldas, não tem quem ajude a lavar as roupinhas, não tem pra quem pedir uma ideia de nada com coisa nenhuma.

No início isso incomoda, dói, a gente se sente sozinha, o papai precisa trabalhar e não entende a diferença de um body pra uma camiseta, de uma manta pra um cobertor e por mais que ele se esforce a gente gostaria muito mesmo de uma opinião feminina, de quem já foi mãe, e aí a gente chora, depois ri, depois acostuma, tira força sei lá de onde, levanta a cabeça encarna a mamãe e aí se vira!

No fim dos nove meses, apesar da fragilidade, nos sentimos super mulheres, está tudo pronto, limpo, lindo, sensação de vitória mesmo! Chega o grande dia, o bebê nasce e já está lá formada a fila de familiares na porta do hospital, a mãe mal conseguiu ver o rosto do filho mas quando ele passou pelo vidro a família já fez um book fotográfico com direito a flashes e tudo mais e fez questão de espalhar Facebook afora.

A mãe ainda não conseguiu cheirar e beijar o suficiente o filho mas já esta lá a sogra, a tia, a cunhada, a irmã, todas passando o bebê de mão em mão. A mãe ainda não teve tempo de publicar nada sobre o filho no Facebook nem pra dizer o quanto está feliz, o pai também não fez isso por que está ocupado tentando ajudar a mãe. Mas, a cunhada da tia da vizinha do primo já teve tempo de publicar mil vezes dizendo o quanto ama aquele bebê, que durante nove meses não existiu pra ela, pois a mesma nunca ligou pra saber como ele estava.

Isso incomoda, é desagradável, é falta de educação! Quem deu autorização pra pegar o bebê? Quem convidou essa gente toda pra vir no hospital? Quem foi que deixou tirar fotos? A mãe está lá toda costurada, sangrando, doida por um banho, descabelada, cansada, tentando achar uma maneira de amamentar e seria ótimo aprender a fazer isso à vontade, mas com o quarto cheio não dá pra ficar pelada!

Finalmente chega o dia de ir pra casa, doce ilusão de que finalmente a mãe vai aproveitar o filho e poder ficar do jeito que quiser, que for mais confortável pra ela (nem que seja nua), e aí no primeiro dia… O cachorro late e já se deduz que chegou visita… A pessoa diz que veio ajudar, senta na cama e fica falando durante horas a fio dizendo o quanto foi fácil pra ela ser mãe, que não sentiu dor nenhuma, amamentou até os 2 anos, o bebê da visita nunca chorou a noite e nunca teve assaduras e se a mamãe quiser um bebê perfeito assim deve fazer tudo que a visita mandar!

A visita pega o bebê sem pedir, tira fotos, faz vídeos, chega a hora do almoço e, é claro, o papai precisa fazer comida pra visita, a visita acha que ajudar é pegar o bebê no colo e passar o dia, até ele chorar é lógico por que se chorar é sinal de quer a mamãe, o telefone toca e é aquele sogro de longe avisando que está vindo conhecer o bebê e no dia seguinte quando ele chega a mamãe percebe que ele trouxe as malas e o colchão inflável pra poder dormir na sala, afinal de contas, que mal há de aproveitar a licença paternidade de 7 dias do papai pra ficar hospedado ali inventando churrascos, cervejas e jogos de futebol?

Licença paternidade não é quase férias?! Já que o vovô veio de longe os familiares que não o vêem a tempo aproveitam pra visitá-lo na casa do bebê que acabou de nascer, a mamãe não pode fazer cara feia, nem ficar de pijama, nem chorar, a mamãe não pode mais nada, ela não é mais mamãe ela é patrimônio público da humanidade e deve ficar parada, sorrindo, penteada e de ouvidos abertos a todos os palpites, afinal de contas ela não sabe de nada sobre maternidade, não é mesmo?!

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre essas situações, ainda não passei por isso, sou gestante de 6 meses de gravidez, peguei um pouco de cada amiga e escrevi esse texto, me dói, dá arrepios só de pensar nisso, falo inteiramente de mim até a parte onde a mamãe não tem ajuda pra nada, mas mesmo assim consegue colocar tudo em ordem, a intenção aqui é mostrar pras mamães que NÃO, não somos obrigadas a fazer cara de paisagem, já avisei de um por um, NÃO QUERO VISITAS, no dia em que o bebê nascer não vou avisar ninguém, quando sentir que ele está vindo vou copiar e colar no meu mural um texto que já deixei pronto onde escrevi alguns agradecimentos e finalizei com “Por favor, não nos visitem!”

Quem quiser falar que fale, mas não somos obrigadas a sofrer simplesmente para agradar uma família que muitas vezes não nos ajuda com nada. Quando um bebê nasce todo mundo quer, todo mundo ama, antes disso o bebê não é problema de ninguém, só da mãe e do pai e depois disso, quando ele chorar, adoecer, continuará sendo problema da mãe e do pai, então mamães, exerçam os seus direitos de privacidade e sossego.

Se decidimos colocar um filho no mundo temos o direito de fazer isso em paz! Sejam fortes, se imponham! Grávida não é patrimônio público, bebê recém-nascido muito menos! Os primeiros meses de um bebê são os mais importantes quando se trata de criar laços com a mãe e o pai, exigir privacidade não é doença, não é depressão, não é falta de educação, é direito! Se estiver aberta a visitas não há problema nenhum, mas se não estiver, não faça de conta, não se anule!

Samanta Loff está grávida de 6 meses, de seu primeiro filho, Bernardo.

*Imagem: Daqui

15 ago 2016

Tempo de qualidade E tempo de quantidade para os filhos. É possível?

Post por Glauciana às 10:24 em Mãe é tudo igual

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Por: Flavia L. Imamura

Sempre tentei acreditar que o que importava era a qualidade do tempo que eu teria com meu filho. Tentei porque eu tive que voltar ao trabalho, tive que acreditar nessa ideia e ponto.

Embora eu tivesse conseguido ficar com meu bebê 6 meses integralmente e mais 6 meses indo ao trabalho de duas a três vezes por semana, houve o momento em que a farra acabou e voltei em período integral.

Isso ocorreu no momento em que a empresa ganhou um novo chefe que embora fosse pai de uma criança de 5 anos, era totalmente inflexível, exigindo cumprimento de horários, ameaças de descontos caso houvesse atrasos e faltas.

Na época, eu era a única mãe no local e sentia uma incompreensão geral por parte das mulheres que eram a maioria na empresa. Sentia que levar meu filho ao médico e chegar atrasada era motivo para olhares de desconfiança.

Algumas vezes meu marido levou meu filho ao pediatra junto com a babá para que eu evitasse momentos de desconfiança, explicações e lembrar de depois da consulta pedir um atestado médico para comprovar onde eu estava.

Meu filho então, ficava em casa com a babá, uma pessoa de muita confiança já conhecida pela família há alguns anos, muito querida.

Mesmo assim, ficar por horas fora de casa, sem saber como ele estava em determinado momento do dia, se tinha comido bem, se tinha dormido etc era angustiante para mim, mesmo sabendo que ele estava bem, sempre achei que o meu papel estava sendo substituído.

Certa vez, ao conhecer uma escolinha do bairro, a proprietária do local me disse que bastavam apenas 15 minutos diários com a criança para os pais que trabalham fora fossem absolvidos de qualquer sentimento de culpa.

Achei aquilo aterrorizante!! 15 minutos? O que da para fazer em 15 minutos?

De que adianta qualidade de tempo se esse tempo quase não existe?

Sempre acreditei na ideia de buscá-lo e levá-lo diariamente à escola e cuidar dele integralmente. Hoje é isso que eu faço. Acompanho ele desde a hora em que acorda até a hora em que vai dormir. Amo essa rotina ao lado dele, em que ele é a prioridade.

Com toda a certeza o salário que eu ganhava não paga os momentos a mais que tenho com meu filho.

Flavia L. Imamura, 35 anos, mãe do Kenzo, de 5.

12 ago 2016

O que a queda do primeiro dente tem a ver com a alfabetização do seu filho?

Post por Glauciana às 16:23 em Crescimento dos Filhos, Educação

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Por: Fernanda Moreno

No ano passado meu filho mais velho concluiu o ensino infantil, aos 6 anos, sem saber ler.

Meses antes, nós já havíamos começado uma odisseia para encontrar uma nova escola onde ele ingressaria no ensino fundamental.

Eu queria qualquer escola, menos as tradicionais. Sabe aquelas campeãs de aprovação no vestibular? Passei longe.

E o matriculei em uma que estava bem próxima daquilo que eu acredito ser uma boa escola para ele.

Mas qual é a média de aprovação desta escola no Enem?

Não faço a menor ideia.

Na época, o meu filho queria ser homem aranha e tenho certeza que escola nenhuma poderia prepará-lo para isso.

Então por que raios d’água interessa para uma criança de 6 anos se a escola é campeã de aprovação ou não?

Vejo hoje mãe desesperadas porque seus filhos estão com dificuldades de fazer a lição de casa e muita escola orientando estes pais a contratarem reforço escolar para melhorar o desempenho das crianças (PASMEM) menores de 6 anos.

De acordo com a antroposofia, a criança só está pronta para potencializar o saber depois do físico estar totalmente maduro. Então, quando cai o primeiro dente de leite é o sinal de que o corpo está pronto e o cérebro maduro para aprender.

Ou seja, antes disto, é simplesmente uma violência alfabetizar qualquer criança neste planetinha azul chamado terra.

E ó, deixa eu te contar uma coisa… Sabe aqueles caras fodões lá da califórnia que inundam o mundo com softwares e aplicativos dos quais não vivemos sem?  

Pois é, eles escolhem para os seus rebentos escolas com metodologias de ensino inovadoras, com uma pedagogia que aposta na experimentação do mundo real e na ênfase em fomentar a criatividade, a curiosidade e as habilidades artísticas inatas dos pequenos. Isso mesmo, aquelas escolas Waldorf, estilo bicho-grilo que nem propaganda na TV tem. (Duvida?Clique aqui)

A melhor forma de proporcionar aprendizado para as crianças é deixá-las brincarem de forma livre e espontânea, respeitando seu tempo de amadurecimento e sem cobranças por performance. Lembre-se, elas terão a vida inteira para aprender mas brincar como crianças somente agora!

(Imagem daqui)

10 ago 2016

Punir ou educar – qual o melhor caminho quando as crianças se comportam como crianças?

Post por fernanda às 15:34 em Casamento

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Por: Fernanda Moreno

Educar um filho dá trabalho! Ou melhor, dá trabalho para caralho! Assim mesmo com palavrão que é para dar ainda mais intensidade ao que tô falando.

E dá trabalho porque estamos desconectados da nossa natureza e instintos paternos/maternos.

Já parou para observar os animais na natureza? Depois de parir, os pais dedicam todo o seu tempo para sua criar crescer forte e saudável. Educam e prearam o filhote até este ter plena capacidade de seguir seu caminho sozinho.

E quanto a gente? A nossa rotina?

Perdeu o fôlego imaginando? Não temos tempo para educar!

Depois de parir, muitas vezes, a mãe volta ao trabalho enquanto ainda amamenta.

Passamos mais de 8 horas diárias dentro de escritórios. Outras tantas no deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa.

Chegamos em casa exaustos para educar.

Nossos filhos? Continuam agindo como os filhotes no mundo animal. Eles choram, pedem atenção, sentem fome, frio, correm, brincam, gritam, sobem no sofá, se penduram nas janelas, exploram os armários da cozinha. Fazem muito barulho dentro das nossas mentes fadigadas.

Cansados e irritados fazemos o que aprendemos: Gritamos, ameaçamos e batemos.

É mais fácil, rápido e efetivo demonstrar toda a nossa  autoridade e calar os pequenos na violência seja ela qual for.

Daí passamos a ter em casa serumaninhos que desconhecem o diálogo. Não sabem expressar seus sentimentos e vivem calados em seus próprios mundos ou expressando-se também de forma violenta.

E eles crescem repetindo estes comportamentos.

Eu acredito na comunicação não violenta.

Ela é fundamental  para a minha forma de maternar e  de estabelecer vínculos com meus filhos.

Sentar, conversar e instruir dá 20x mais trabalho que gritar e ameaçar. Entretanto, sinto que é mais efetivo, eficaz e duradouro.

A compreensão é a chave de mudança da nossa sociedade e para que isso aconteça, uma boa dose de paciência e persistência são essenciais.

Imagem daqui

03 ago 2016

Pedi demissão numa renomada startup para ter mais tempo com meus filhos

Post por fernanda às 16:56 em Mãe e Filhos

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Por: Fernanda Moreno

Trabalho numa das startups de maior sucesso no Brasil. Contato direto com o CEO, num cargo de confiança e líder de time. Todas as semanas saem matéria da empresa nos principais veículos de comunicação e em cada notícia nova meu linkedin bomba de solicitação de conexão.

Mas nem sempre foi assim. No inicio, era muito trabalho e zero de glamour. Existia uma máxima que dizia que devíamos “fazer mais com menos”: Menos gente, menos dinheiro e menos recursos. Posso afirmar que foram os anos em que mais cresci profissionalmente. Convivi com pessoas incríveis que revolucionariam um nicho de mercado. Um time realmente engajado, colaborativo, participativo.

Vindo de empresas tradicionais, logo me encantei pelo ambiente descontraído e horários flexíveis que a empresa proporcionava. Adorava deixar o salto em casa e ir trabalhar de all-start. De cara, já estava rompendo com o modelo de trabalho que meus pais tiveram e achava que isso era uma grande evolução.

Lembro-me de quando criança minha mãe vivia reclamando da rigidez da empresa em que ela trabalhava, da cobrança dos seus gestores e dos horários britânicos. Naquela época, ela levava advertência caso chegasse atrasada. Ou seja, comparando com a vida dela eu vivia no paraíso.

Será?

Bom, com a  minha idade meus pais já tinham casa própria quitada e quando chegavam em casa depois de um dia de cão no trabalho eles estavam 100% focados na família. Não participavam de nenhum grupo no whatsapp da empresa e nem tinham o e-mail pipocando na tela do celular enquanto preparavam o jantar.


O sistema de trabalho era rígido mas permitia desconexão no fim do expediente. Hoje vivemos num modelo flexível mas sempre conectados. Cadê a evolução?

 

Comecei a perceber que estar 100% conectada me tornava uma excelente profissional e uma mãe não tão excelente assim. Estou com meus filhos somente nas horas que me restam do dia, mentalmente e fisicamente esgotada. Entendem? O que me sobra de pior é o que tenho para oferecer as pessoas mais importantes da minha vida.


“É preciso uma vila para criar uma criança” 

Se continuarmos passando a maior parte do nosso dia em escritórios cools tentando bater a meta do mês, estaremos terceirizando a criação/educação dos nossos filhos. A próxima grande evolução da humanidade se dará através das nossas crianças mas para que isso aconteça, precisamos do mínimo de condições para dedicar mais tempo a eles. Isto é, nos responsabilizarmos qualitativa e quantitativamente pelos seus cuidados, contando com a ajuda de todos os setores da sociedade.

Enquanto isso não acontece, pode ser que assim como eu, em algum momento sinta que seja a hora de tirar o pé do acelerador. E isso significa uma atitude altruísta como negar um novo desafio  no trabalho (que exigiria ainda mais dedicação e tempo) e pedir demissão. O poético “Largar Carreira, dinheiro, canudo”Alguns até dirão que é coisa de gente louca mas prefiro acreditar que os loucos são eles. Bora construir a vila juntos?

 

01 ago 2016

“Carreira ou maternidade, eis a questão” – durante muito tempo eu tentei equilibrar as duas até perceber que deveria escolher um lado.

Post por fernanda às 23:44 em Mãe e Filhos

quanto vale um conto

Por: Fernanda Moreno

Lembro -me que quando eu era criança, minha avó me dizia que eu deveria estudar bastante para quando crescer ganhar muitos contos de réis. Embora no Brasil esta moeda tenha sido substituída pelo cruzeiro em 1942, ela sempre utilizava esta expressão para se referir ao dinheiro.

E claro que cresci com isso na cabeça. Estudar bastante, trabalhar numa grande empresa, ganhar muitos contos de réis, ter uma casa, carro, apartamento e uma família para chamar de minha. Bingo! Equação perfeita para a felicidade.

Perfeita se não fosse por um detalhe: a família linda composta por um casal de filhos. Claro que depois que me tornei mãe, essas criaturinhas assumiram prioridade absoluta em minha vida e o bem estar e felicidade deles vem antes mesmos dos meus. Toda e qualquer decisão que tomo é levando sempre em consideração o quanto impactará na vida deles.

Óbvio que essa priorização materna, mais cedo ou mais tarde, poderia me levar a um colapso no meio corporativo e explico porquê: Fim de expediente, você se preparando para buscar as crianças na escola o seu chefe convoca uma reunião. Todo time (e isso inclui algumas mulheres sem filho) estão disponíveis para participar e você bem constrangida explica que está de saída. Todos são compreensivos com a sua situação mas na próxima oportunidade de promoção, dificilmente seu nome estará na lista. Afinal, essa cultura do “cair a caneta” praticada por muitas mães são até toleradas mas limitam e muito o crescimento profissional.

Mas ai na contramão da crise, a empresa começa a crescer absurdamente  e um dos novos desafios é mudar de cidade. Mudar de mala e cuia para casa nova, escola nova incluindo duas crianças neste cenário novo. Pééén. Negado. Outra opção é usar fretado e perder 5 hrs do dia no deslocamento, 25 hrs por semana, 48 dias no ano na estrada de forma totalmente improdutiva. Isso me fez entender que era o momento de recalcular a a rota.

Acredito que a primeira infância é a fase mais importante da vida de uma pessoa pois é o período que define quem exatamente seremos no futuro. Nela serão registrados todas as crenças impulsionadoras e(ou) limitadoras. Tem especialistas que dizem que o jardim de infância é certamente mais importante que a própria vida acadêmica.

E é aqui que quero deixar minha grande contribuição, formando uma nova geração capaz de concretizar os próprios sonhos ao invés de serem pagos para ajudar a realizar os sonhos dos outros. Que construam negócios que transformem a vida em sociedade e entendam que as vezes desacelerar é tão importante quanto ganhar alguns contos de réis pois envolve algo que é inegociável: o tempo, grande artigo de luxo para a nossa geração.

Num sábado destes, enquanto íamos andando para um evento da escola, minha filha de três  anos me confidenciou que estava muito feliz por estar “passeando” comigo e eu nem a pedia que andasse logo. Me deu um aperto no coração entender o quanto a minha correria e ausência era sentindo por ela. Se eu precisava de mais alguma força para seguir minha intuição, neste momento foi apertado o “mode on” para uma nova vida.

27 jul 2016

Pais emocionados: fotos incríveis do primeiro encontro entre pais e filhos

Post por Glauciana às 10:08 em Parto

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

A fotógrafa Jaydene Freund acredita que o parto não é uma jornada apenas das mães. Ela acredita muito na parceria do companheiro neste momento.

Por isso, registra em fotos a emoção dos pais quando os filhos nascem. Eu, grávida manteiga derretida, chorei ao ver todas. Muito amor.

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25 jul 2016

Pesquisa mostra quem é a mãe brasileira

Post por Glauciana às 09:32 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Definitivamente, o comercial de margarina, idealizando a família perfeita, a mãe sorridente, descansada e maquiada, as crianças comendo bem, acabou. Tudo isso caiu por terra e cada vez as mulheres que se tornam mães quebram esses modelos estereotipados.

Ao contrário da romantização da maternidade pregada por parte da sociedade e da publicidade, o dia a dia das mães é bem mais cansativo, exaustivo e beira o impossível. Foi isso que mostrou a pesquisa “A Nova Mãe Brasileira”, feita pelo Instituto Qualibest, em parceria com o site Mulheres Incríveis, que entrevistou 1317 mães, maiores de 18 anos, no Brasil.

Apenas 9% das mães brasileiras identificam-se com a imagem da mãe que a mídia mostra. Hello, publicitários, vamos mudar essa porcaria de uma vez por todas? Por conta dessa imagem distorcida, 70% delas sentem-se julgadas ou cobradas. Claro, né? Como poderia ser diferente? Em suma: 2 terços das mamains do Brasil Varonil consideram a rotina difícil e muito cansativa. Por isso, people, parem, apenas parem de achar que mulher em licença-maternidade ou que optou por abandonar o trabalho tradicional “faz nada”. Fazemos muito, muito, muitíssimo!

Algo que chamou a minha atenção é que quando solicitaram às mulheres que fizessem um pedido, 40% responderam que queriam ajuda com as atividades domésticas. Ou seja, a maternidade é punk, mas dar conta de filho AND de casa é foooooda.

E a coisa é bem mais séria do que a gente pensa. O esgotamento emocional e físico ao qual as mães são submetidas é perigoso. Perguntaram às mulheres se elas já fizeram algo com os filhos que consideram constrangedor ou vergonhoso. “Já dei remédio para que ele se acalmasse” (3%), “Deixei-o trancado sozinho em casa” (2%), “Esqueci-o numa loja ou na escola” (2%). Ou seja, é urgente que se reveja a solidão das mães. É urgentíssimo que toda a comunidade, que a família, que as amigas desta mulher possam lhe ajudar com a criança e com a casa, para que ela tenha condições de descansar adequadamente.

Na contramão do cansaço, aparece de forma muito clara a valorização da afetividade entre mãe e filho. Viva :) isso muito me alegra, pois trabalhamos fortemente para a criação e manutenção de laços fortes na primeira infância. Em resposta à pergunta “O que você acha mais importante no seu papel como mãe”, elas responderam: “criar forte vínculo de afeto com os filhos e ter grande cumplicidade”. Em segundo, elas escolheram “a firmeza nas atitudes para conquistar o respeito dos filho” e em terceiro, “a criação de filhos independentes”. Que bom!

*Imagem: Daqui

22 jul 2016

Mãe norueguesa retrata #MaternidadeReal em ilustrações bem-humoradas

Post por Glauciana às 10:16 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

É melhor rir do que chorar. Este é um mantra que eu repito sempre para a maternidade. Existem situações e momentos com os filhos, que nos deixam tão fora de nosso equilíbrio, que parece que nunca mais vamos conseguir restabelecer a tranquilidade. A norueguesa Jade Nordahl retrata em seu Instagram essa #MaternidadeReal com bastante bom humor, em ilustrações que mostram exatamente nossa rotina com os filhos. Veja as imagens:

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05 jul 2016

Já pensou em criar uma marca para seu filho???

Post por fernanda às 23:44 em Mãe e Filhos

Por: Fernanda Moreno

É cada vez mais comum ouvirmos falar de mães que abriram mão de uma carreira promissora no mercado tradicional e resolveram empreender para ter mais tempo para os filhos. O que é incomum é ver histórias como essa tendo uma figura paterna como protagonista. Ou melhor, era, já que conhecemos um super-pai, o designer Fábio Mendonça, que deixou a vida como Diretor de Criação em agências de publicidade e criou uma empresa inovadora inspirada pela Maria, sua filha de 3 anos.

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Durante a gravidez de sua esposa, o Fábio desenvolveu um logotipo para marcar a chegada de sua filha. A ideia era personalizar o enxoval e também as lembrancinhas de maternidade. Fez tanto sucesso entre a família e amigos, que vários pedidos começaram a chegar e o Fábio percebeu que aquele hobby poderia sim se tornar um negócio. Foi aí que surgiu o Desainezinho, uma agência para a produção de logos, trilhas sonoras, personagens e mini documentários de acordo com a personalidade da criança.

Toda a criação é feita em parceria com pais e começa através de uma entrevista inicial, onde o designer capta toda a personalidade da criança desde gosto musical até cores preferidas. A partir daí é criado um documento chamado “ultrassonzinho”, onde todo o sentimento dos pais é traduzido em imagens e palavras, que são a base de todo o projeto. Tudo isso com e um cronograma típico das agências de publicidade. O trabalho é profissa, minha gente! =)

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Depois da aprovação deste documento, a primeira versão entregue do logotipo são os rabiscos feitos à mão. Ele é a base da identidade visual em traços simples, inacabados, ainda em preto e branco.

 

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A reta final foi a parte que mais gostamos. Um documento, com algumas opções de identidade visual que resumiam tão bem o Cadu que foi difícil escolher um único caminho a seguir. Imaginem então para uma mãe libriana? Neste momento, a participação do Cadu foi fundamental e ele nem hesitou: embarcou no submarino amarelo…. “We all live in a yellow submarine Yellow submarine, yellow submarine We all live in a yellow submarine Yellow submarine, yellow submarine”

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Resultado? Um logotipo traduzido do meu coração, feito com muita minúcia e carinho, tornando o projeto do Cadu único e exclusivo como ele. Além disso, a arte final foi entregue em arquivos de alta resolução, com um manual de marca com várias dicas de aplicação do logotipo e o certificado de autenticidade além de todas as artes para viralização nas redes sociais, wallpapers para notebook e celular.

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Foi uma experiência incrível participar deste processo de maneira tão profissional e eternizar o nome do meu guri numa imagem que resume muito quem ele é.

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