Coisa de Mãe
26 jan 2015

Livro “A Cantina de Dona Calabresa” ensina às crianças a importância da alimentação saudável

Post por Glauciana às 12:20 em Educação

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A Cortez Editora enviou aqui pra redação seu novo lançamento infantil, o livro “A Cantina de Dona Calabresa“, de Liana Leão, uma obra que nos chamou atenção pelas ilustrações. Márcia zéliga, que assina a parte gráfica, acertou em cheio com cores fortes e expressões muito reais das personagens. Os meninos ficaram impressionados.

O livro conta a história de crianças que tinham duas opções de cantina dentro da escola: uma delas era a de Dona Clara, que oferecia os mais saudáveis lanches; a outra, a de Dona Calabresa tinha uma infinidade de doces e balas, tudo do mais engordativo e gorduroso.

Dona Clara, a querida senhorinha, sempre preocupada em fazer o bem aos pequenos, teve que fechar sua cantina, pois já não vendia como antes. Dona Calabresa através de seus artifícios coloridos e de sabor agradável havia feito a cabeça das crianças.

O livro explica como a má alimentação contribui de forma nociva para a saúde tanto de crianças, quanto de adultos. Com o apoio de todos, os hábitos alimentares foram mudados naquela escola, e Dona Calabresa, hoje, deve estar tentando fazer com que outros alunos comam suas guloseimas.

Se você precisa de uma ajuda extra para fazer seu pequeno entender que ele tem se alimentar bem o livro é uma boa pedida. Por meio das imagens e do texto impactante eles ficaram de olhos arregalados vendo as crianças ficando doentes diante da má alimentação. Pelo menos aqui em casa funcionou :)

23 jan 2015

“Eu faço tudo por meu filho”. Você está fazendo isso errado

Post por Glauciana às 19:53 em Mãe e Filhos

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“Eu faço tudo por meu filho”. Desculpe te desapontar, mas você está fazendo isso errado.

Tenho visto legiões de pessoas completamente perdidas na vida. Gente que não tem a menor condição de fazer nada, nadinha por si. E não digo de grandes feitos, como lançar uma ideia revolucionária para a cura do câncer, entrar em Harward ou ter seu primeiro milhão antes dos 30 anos.

Refiro-me a coisas básicas, como acordar sozinho, dar conta de se alimentar minimamente de forma saudável, saber quanto se ganha e quanto se gasta, levar as embalagens do que come para o cesto de lixo, ao invés de deixar emporcalhando o chão da sala, esperando pela funcionária no meio da semana.

Mas, você deve se perguntar: O que essa louca dessa menina está escrevendo? O que o primeiro parágrafo tem a ver com os demais? Não, minha gente, eu ainda acho que não preciso voltar pra graduação de jornalismo. Não por isso, pelo menos.

Eu acho que os trechos deste post têm tudo a ver um com o outro. Agora, mães superprotetoras, peguem seus lenços ou dirijam-se direto para a Cantareira, em São Paulo, porque a água vai verter de seus olhos. Essas pessoas não sabem dirigir suas próprias vidas porque seus pais não lhes ensinaram a serem pessoas viventes neste mundo. Isso mesmo. Nós, mães e pais, somos responsáveis por esses analfabetos da escola da vida.

Esse papo de que “faço tudo por meu filho” pode arruinar o seu filho pra sempre. É duro ler isso, né? Pois então, eu também achava, até o dia que convivi com uma pessoa que não conseguia nem acordar pra ir trabalhar sem a mamãe batendo na porta do quarto. E não estou falando de uma criança de 7 anos. Falo de um adulto de quase 30.

Criar um cidadão autônomo é um processo e isso começa no dia em que ele sai da sua barriga. Claro que nos primeiros anos tudo o que ele precisa é acolhimento. Basicamente é colo e leite materno, recheados de amor. Depois, à medida que vá tendo alguma condição física e intelectual a criança PRECISA entender que o mundo é feito de responsabilidades e que ela deve fazer as coisas por si mesmo.

Aqui em casa desde muito cedo os meninos têm suas responsabilidades, que parecem coisa boba, mas que eu acho que farão toda a diferença em seus futuros. Aqui eles guardam no lugar todo o brinquedo que bagunçam. Eles levam até a pia da cozinha o prato quando terminam a refeição, tendo ou não uma ajudante para lavar a louça. Lugar de lixo é no lixo e eu não permito que um mísero pedacinho de papel, que escapou da sessão recorte e cole, fique no chão. Eles são responsáveis por colocar no lugar estabelecido suas mochilas e lancheiras. Depois do banho têm de estender a toalha nos cabideiros do banheiro. E eu não acho que isso é muito. É de acordo com a idade deles. E eu realmente acho que eles não fazem nada além de suas obrigações enquanto moradores desta casa, junto comigo.

Não, eu não faço tudo por meus filhos. Tenho orgulho em dizer isso. Não tenho culpa nenhuma em dizer que não faço tudo por eles. Eu não acho que deva fazer tudo por meus filhos. Eu não quero fazer tudo por meus filhos.

Eu tenho responsabilidade quase que exclusiva pela formação dessas crianças, já que sou separada do pai deles e eles vivem comigo (ainda que ele seja bastante presente). É minha responsabilidade hoje contribuir para que eles sejam felizes no futuro.

E eu só acho que uma pessoa pode ser feliz quando é livre para dar conta de sua vida sem depender de ninguém. Assim, só assim, é possível fazer escolhas. Isso é liberdade pra mim. Fazer escolhas! Porque, quando dependemos do outro, ficamos presos nas mãos do outro, no tempo do outro, na boa-vontade do outro. E quer saber? Nunca estaremos satisfeitos. Não necessariamente porque o outro não faz bem, mas porque nos sentimos frustrados de não termos o timão de nossa própria vida.

Entenda, eu não acho que isso tem a ver com individualidade extrema ou não contar com a ajuda dos outros. Não, não! Eu sempre digo a eles para pedirem um help quando precisarem, afinal somos todos irmãos no mundo e estamos aí justamente pra isso, servir ao próximo.

Mas que a gente possa entender que nossos filhos não são bonecos. Que cuidar não tem a ver necessariamente com fazer pelo outro. Educar é ensinar a fazer. Dar responsabilidades é uma forma de dizer a ele “eu confio em você”. Designar ações para seu filho é um jeito de fazê-lo entender que ele é capaz. E que, portanto, é livre para fazer tudo o que quiser. Até inventar a cura da AIDS, se quiser. Ou arrumar uma forma pra encher a Cantareira :)

 

*Imagem: Acervo Pessoal. Duduzinho no tronco :p

21 jan 2015

Como decorar o quarto do bebê?

Post por Glauciana às 18:05 em Decoração

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Decorar o quarto do bebê é uma tarefa muito prazerosa. É o momento em que os pais começam a se preparar para a chegada do novo morador da casa e escolhem com carinho os acessórios e objetos de decoração para ele.

Os quartos dos bebês precisam estimular a imaginação, o aprendizado e inspirar os pequenos a fazer novas descobertas.

Para criar um clima lúdico no cômodo, muitos pais recorrem a temas, como navy, safari, fazendinha, veículos, princesas, entre outros. Aconselha-se o uso das temáticas de forma suave, para que o quarto seja sempre coerente para a criança.

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Lembre-se que em um piscar de olhos os bebês começam a engatinhar, andar e explorar o seu espaço. Por isso, a segurança é muito importante para garantir o sossego dos novos pais. Proteja tomadas, portas, trave armários e não insira móveis com quinas pontiagudas no quarto dos pequenos.

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Com o crescimento acelerado dos bebês, é interessante o uso de móveis multifuncionais. Berços que viram camas, por exemplo, crescem junto com as crianças.

As cores usadas no quarto não precisam necessariamente ser claras e suaves. Aqui, o colorido também pode atiçar a curiosidade das crianças.

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Se o quarto tiver piso frio, é interessante o uso de tapetes felpudos e fofinhos. Esses produtos, além de esquentarem o quarto, protegem os bebês que estão começando a engatinhar.

O tapete também pode ser um brinquedo, com imagens de cidades, mapas, números, e letras. Uma boa dica é o uso de produtos de EVA em forma de quebra-cabeças que podem ser retirados e guardados junto com os brinquedos.

Há diversas possibilidades quando falamos de quartos de bebês. A ideia é voltar a ser criança por um momento e pensar como os pequenos gostariam de ter nutrida sua criatividade e curiosidade sobre o mundo.

 

decor3 Imagens: Daqui

20 jan 2015

Sobre a execução do brasileiro na Indonésia eu digo: mais amor, por favor

Post por Glauciana às 02:32 em Devaneios de Mãe

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A execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia mexeu comigo. Li notas do acontecido e acompanhei o pedido de clemência da presidenta Dilma ao governante do país, que negou seu apelo, alegando não poder descumprir as regras contra o narcotráfico no país. Aliás, a Indonésia tem uma das leis antinarcotráficas mais severas do mundo.

Porque eu fiquei tão consternada? Li vários posts no Facebook de pessoas ligadas a mim defendendo o fuzilamento do sujeito e destilando o ódio, afirmando que tirar a vida de uma pessoa seja cabível. Sim, é bem provável que Marco soubesse das leis do país onde entrou com uma asa delta e 13 quilos de cocaína. Sim, eu não acho certo o que ele fez. Sim, eu desaprovo unanimemente as drogas. Sim, eu desabono o tráfico de drogas aqui no Brasil, na Indonésia, em Marte até.

Mas, minha gente! Defender a execução de uma pessoa é assumir a nossa falência enquanto seres humanos. Diz o Evangelho que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Não me importa o que de errado este homem tenha feito, se foi em seu próprio país ou em outra nação. Nada, NADA, na-da justifica que ele seja morto. É claro – e aí eu concordo em gênero, número e Glau – que ele seja punido pelo que faz de errado. O próprio Cristo disse “Dai a César o que é de César”, ou seja, que se façam cumprir as leis do mundo para estes que vivem aqui. Mas punir com a morte me leva a crer que ainda estamos na pré-história dos direitos humanos.

Me dói muito pensar que Marco, independente das escolhas que tenha feito na vida, tem uma família. Ele tem uma MÃE, que assim como eu e você passou 9 meses com ele dentro do ventre. Que viveu as dores do parto. Que trouxe ao mundo uma criança cheia de esperança e amor. Não dá pra saber, e nem nos compete, o que levou Marco a fazer as escolhas que fez nesta vida. Fato é: existe uma mãe que perdeu seu filho. E deve ter perdido muitas vezes. Perdeu o filho quando ele traficou cocaína pela primeira vez. Perdeu o filho quando ele escolheu pousar na Indonésia com 13 quilos de pó numa asa delta. Perdeu o filho quando ele foi preso. Perdeu o filho, finalmente, na tarde de hoje, quando ele foi executado a tiros de doze fuzileiros.

O amor não está na morte, meus amigos. O amor não está nos tiros. Também não está na cocaína. Muito menos no tráfico de drogas. O amor não está na vida de milhares de outros filhos aos quais todos esses 13 quilos de cocaína poderiam destruir. O amor não está no discurso de ódio dos que defendem a pena de morte. Não há justificativa cabível neste mundo para que a morte seja a postura adotada por qualquer outro ser vivente.

Eu desejo clemência, sim! Desejei clemência a Marco Archer Cardoso Moreira. Desejei clemência quando soube que nossa presidenta telefonou intercedendo por ele. Desejo clemência pela mãe dele e por sua família. Eu tive um primo, de 18 anos, executado sumariamente pela polícia de Londrina, interior do Paraná, e sei a dor que é ver um ente querido estirado no chão em uma poça de sangue. Roberto, meu primo, morria todos os dias quando cheirava uma carreira de cocaína. Roberto morria quando, ainda menino, vendia trouxinhas de maconha nas ruas de seu bairro, um conjunto popular, em Londrina. Roberto morreu naquela noite de carnaval, quando fugia da polícia em uma moto. E nós, da família, que nada tínhamos a ver com as escolhas erradas de Roberto, morremos também um pouco quando vimos no jornal a notícia de sua morte.

Eu desejo a vida! E desejo para todos. Pois é na vida, em abundância, que mora o amor.

19 jan 2015

Ser mãe não é fácil

Post por Glauciana às 14:06 em Educação

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Geral materna está clamando pela volta às aulas nos grupos que participo. É, gente, claro que férias são incríveis e deliciosas. Quem não se lembra de ao menos um período de pura delícia quando criança? Eu me lembro de viajar pra casa do meu tio, que tinha piscina, e também de poder assistir à Sessão da Tarde, já que eu estudava neste período.

Entretanto, só quem é mãe entende nosso desespero nessa altura do campeonato, depois de mais de um mês com os rebentos em casa. Haja fôlego, distração, brincadeiras, passeios e – sobretudo – paciência para que as férias sejam legais para todos.

Eu mesma me enrolei toda com Eduardo e Luca em meados de dezembro, quando eles já estavam de férias e eu ainda tendo que finalizar alguns compromissos profissionais do ano. Dois vikings cheios de energia, dentro de um apartamento pequeno, num calor danado, sem escola, nem natação e muito menos futebol. Deuspaiamado, pra onde ia toda a energia? Claro que tocando o terror e tirando TUDO do lugar, chutando bola dentro do apartamento, pulando na cabeça do coitado do vizinho debaixo. Aliás, tem um vídeo que explica bem o nosso dia a dia de mãe.

Chegou um momento em que eles não me aguentavam mais. Isso mesmo! Nem preciso dizer que eu já estava rezando pra Nossa Senhora das Férias Escolares me salvar. Mas, a novidade deste ano foi perceber que eles também estavam de saco cheio de mim.

E foi descaradamente explícito. Dudu estava sentado no sofá, depois de alguma briga (provavelmente por que eles estavam querendo desenhar em algum dos meus quadros na parede, só isso, coisa simples. SQN). Aí, com a mãozinha na cabeça, a la pensador, me soltou a pérola: “Ai, mamãe, a gente podia ter férias, né?”. Eu rebati de pronto: “Ué, filho, mas vocês já estão de férias há 15 dias”. E ele arremata, com a voadora no peito: “Não, mamãe, férias de você”. MORRI. Cataploft.

Nessa pegada descobri a campanha super legal da Tris, uma marca de material escolar, que tem o nome mais real impossível: Ser mãe não é fácil. A Tris criou três vídeos super bacanas, mostrando bem a realidade da nossa vida. Dá uma olhada aqui.

Ser mãe é de longe a maior realização da minha vida, mas também o meu papel mais difícil. E aí pra complicar um pouquinho mais chega a hora da preocupação com o material escolar. Os produtos da Tris são práticos e ajudam em situações como a minha, por exemplo, dos artistas querendo pintar um dos meus quadros na parede: tem uma canetinha que sai com água. Deus salve a Tris :)

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Imagem 1: Daqui

Imagens 2, 3 e 4: Institucional Tris

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02 dez 2014

A livre expressão do brincar da criança

Post por Glauciana às 16:27 em Diversão

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Esse registro fotográfico foi, certamente, um dos mais bonitos e legais que eu já fiz. Longe da pretensão de ser fotógrafa, mas com uma câmera na mão e com os olhos atentos à alegria de meus filhos, captei momentos incríveis de pura brincadeira, daquilo que eu considero de mais valioso nesta etapa de vida deles: uma infância livre!

Todas as vezes que vejo os meninos brincando livremente assim lembro de um trecho de Rudolf Steiner, um de meus pensadores favoritos, criador da Antroposofia e da Pedagogia Waldorf:

 

O Brincar da criança é a manifestação mais profunda do impulso que conduz ao fazer, sendo que neste fazer, o homem tem a sua verdadeira essência humana. Não seria possível imaginar uma criança que não desejasse ser ativa, como o é quando brinca, pois o brincar representa a liberação de uma atividade que deseja se libertar do cerne do ser humano”.
Rudolf Steiner

 

 

E se tem algo que eu valorizo na infância dos meus filhos é essa descoberta da vida: das texturas, das cores, dos sabores, das temperaturas. É assim que eles vão conhecendo o mundo, desenvolvendo-se, entendendo seus limites. E, de certa forma, eu também me liberto sendo criança com eles!

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01 dez 2014

Dica de livro: Puns, punzinhos e pumpunzões. Boas risadas com os pequenos

Post por Glauciana às 21:10 em Culturinha

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Chegou aqui na redação do Coisa de Mãe o livro “Puns, punzinhos e pumpunzões“, do paranaense Almir Correia, com ilustrações do premiado Cláudio Martins. Olha, fazia tempo que não nos divertíamos taaaaanto com um livro. Que engraçado! Não sei se por que meus meninos são dois vikings, ou se por que estão na fase de tudo é pum, bumbum, cocô, aquela tão famosa fase anal, que Freud tanto fala… mas a real é que eu também adorei o enredo e dei boas risadas com eles.

O livro mostra, numa visão bem simplista que a gente pode soltar pum, sim, que é normal e que todo mundo faz isso. Apenas seres humanos soltam puns? O autor responde à essa pergunta com pequenos poemas utilizando linguagem leve e engraçada. Respostas estas que são acompanhadas por belas e divertidas ilustrações.

Carro, canguru, beija-flor, princesa, vovó, Rapunzel, lobo mau… a lista é extensa, mas será que eles também soltam? O autor revela puns de quem ninguém imaginava. Os poemas mostram a diversidade no mundo dos puns e fazem analogia entre eles e os gases poluentes emitidos por automóveis e até mesmo por bombas atômicas. O autor não se esquece, claro, do clássico no elevador.

Puns, punzinhos e pumpunzões ensinam crianças e adultos a lidarem naturalmente com esse assunto e deixa claro que soltar alguns é saudável e podem ser assumidos sem vergonha, afinal, quem nunca?

*Imagem: Daqui

27 nov 2014

BigoClub: a ferramenta online para pais e filhos compartilharem paixões

Post por Glauciana às 17:50 em Mãe e Filhos

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Sabe daquelas amigas queridas demais, que passam pela sua vida e permanecem, mesmo com a distância e o tempo? Assim é a Fernanda, uma doçura, que está se aventurando em uma área incrível e que tem tudo a ver com a minha atuação profissional e de vida. Fernanda e seu sócio, o Marcos, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, criaram o BigoClub, que é uma ferramenta online para ajudar pais e filhos a se conectarem e compartilharem paixões.

De acordo com a idade dos filhos, suas paixões e contextos, as famílias recebem sugestões personalizadas de atividades para fazer em famílias e um box mensal com materiais, jogos e outras brincadeiras para se divertirem muito. Na plataforma eles compartilham com familiares e amigos próximos tudo o que realizaram e recebem medalhas pelas suas conquistas.

A inspiração nasceu quando um dos sócios, que trabalhava a 5 anos no terceiro setor, percebeu a diferença que faz na felicidade das pessoas trabalharem e viverem suas vocações, e da crença de que os pais têm um papel fundamental nesse processo. Se os pais não estiverem ao lado dos filhos para dar-lhes segurança, liberdade e orientá-los na busca de suas paixões, esses filhos vão crescer reféns dos seus medos, e crentes de que trabalhar é seguir os sonhos dos outros e não seus próprios sonhos.

Mas para os pais fazerem isso não é fácil, eles precisam de ajuda para conseguir se desconectar da sua vida estressante e criar com os filhos momentos incríveis de diversão, conexão e aprendizado. Foi por isso que nós nascemos, para ajudar os pais a criar esses momentos com seus filhos, ajudando-os a descobrir e perseguir suas paixões.

A missão do BigoClub é auxiliar os pais no desenvolvimento da vocação de seus filhos, de um jeito prático, flexível, divertido e afetuoso. Uma das melhores formas de educar os filhos é fazer com eles coisas que a gente também gosta de fazer sozinhos ou com amigos. Quando dividimos com os filhos nossos prazeres, a gente consegue conversar melhor, com mais carinho, consideração, respeito, companheirismo e conhecê-los melhor. Cada criança tem um jeito diferente de entender as coisas, brincar e aprender.

Mais do que isso, cada criança tem um talento e ela precisa de liberdade para descobrir e experimentar desde cedo. A comunidade está sendo desenvolvida para aqueles pais modernos, que vivem uma vida dinâmica extremamente atarefada e cheia de desafios, mas que não abrem mão de ter um vínculo forte e fazer contribuições significativas na vida de seus filhos. Entendemos e respeitamos este contexto e buscamos soluções para ajuda-los a fortalecer o vínculo com seus filhos e educá-los, de formas divertidas. O BigoClub pretende ajudar os pais a se divertirem e a educarem o filho ao mesmo tempo.

POR QUE BIGOCLUB?

Boa pergunta! Primeiramente, a palavra ‘bigo’ é uma forma carinhosa da criança se referir ao próprio “umbigo”, quando está aprendendo a falar. Além disso, o umbigo sempre teve um significado especial na mente do homem por representar o elo biológico que liga a mãe ao filho e expressar a relação de dependência entre uma vida e outra. No subconsciente, o umbigo simboliza a vinculação do ser com o mundo exterior e identifica-se com o centro do corpo. E club, bom, club é club em qualquer lugar do mundo.

Assista ao vídeo e entenda um pouquinho mais:

25 nov 2014

Quer ter filhos felizes? Seja feliz!

Post por Glauciana às 17:29 em Mãe e Filhos

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Quem me acompanha aqui no blog ou me conhece pessoalmente sabe que passei por duras batalhas nestes últimos três anos. Em 2011, quando me separei do pai dos meus filhos, com quem vivi um lindo amor de 10 anos, passei por uma tristeza, que eu achava não ter fim.

Claro que, neste período, meus filhos também sentiram o reflexo dessa dor toda. E sabe o porquê? Por que os filhos têm uma relação simbiótica com a mãe, seus inconscientes estão totalmente ligados e os sentimentos refletidos. Por isso, o estado de espírito e humor da mãe quase sempre é espelhado nas crianças.

Ao longo deste tempo todo até hoje fui passando por um processo natural de luto, aceitação, melhora e alegria novamente, como me encontro hoje. O tratamento terapêutico foi fundamental e sem as sessões semanais de análise, somadas aos treinamentos em neurolinguística, às sessões de constelação familiar, aos vários acessos diretos ao inconsciente e aos exercícios de ressignificação de conceitos eu não teria conseguido nem um terço da capacidade de ser feliz que tenho hoje.

Bem, mas e nessa, como ficam meus filhos? Eles sempre foram crianças maravilhosas, mas tinham algumas questões bem pontuais ligadas à insegurança, medo de perda e separação. Lógico, né?!?! Eu sentia estas coisas, eles também sentiam e não sabiam como lidar.

Fato é que desde que minha melhora começou a funcionar de forma prática essas questões dos meninos foram quase que sumindo. Como passe de mágica mesmo foram ficando menores, menores, menores. Para ilustrar como isso funciona sempre me lembro de uma passagem, que um de meus terapeutas favoritos disse: se quer que uma árvore doente dê bons frutos não adianta aplicar o remédio na fruta podre. É preciso aplicar várias doses de veneno e adubar a raiz para, aí sim, a árvore dar bons frutos.

O mesmo acontece com nossos filhos e em vários aspectos. Deseja que seu filho seja mais alegre? Que tal você mesma começar a espantar a tristeza de seus dias? Gostaria que seu filho se desse bem com o pai, que é separado de você? E se você resolvesse seus problemas com o ex-marido antes? Sonha em formar um adulto seguro e livre das amarras da vida? Que tal começar por você mesma a romper a casca do medo e a se jogar no novo? Lembre-se: tudo que melhora em nós melhora exponencialmente neles! Mães felizes, filhos felizes. Não há segredo nisso. Cuide do seu jardim, que as flores brotarão lindas no coração de seus filhotes.

Este post é inspirado no tema super legal da marca de calçados Bibi, “Minha Vida Anda”. De fato, eu acho que minha vida andou muito neste período pós-separação e que eu tenho conseguido ser feliz e também fazer meu Eduardo e meu Luca felizes. Minha vida não só andou pra frente, daquele jeito que anda mesmo, na ordem natural das coisas, mas andou bonita, galopante, a passos largos, rumo ao encontro da felicidade. Eu quero continuar este papo com você. Que tal se a gente se encontrar no grupo Minha Vida Anda, no facebook, neste link, dia 26 de novembro, das 14h às 16h? Lá, teremos tempo para conversar sobre este e tantos outros assuntos da vida de mãe. Me encontra lá? Vai ser um prazer ;)

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24 nov 2014

Eu amo. Não desamo. E você? Ame!

Post por Glauciana às 23:19 em Devaneios de Mãe

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Estava aqui lavando a louça do jantar, escutando música, cantando e sacolejando, quando começou a tocar “De janeiro da janeiro”, da Roberta Campos, com a participação do Nando Reis. Eu sempre gostei da música, mas nunca tinha atentado de verdade na letra.

“Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar”.

Voltei várias vezes nesta parte. E aí saquei que é exatamente isso que eu sinto por todas as pessoas que um dia comecei a amar, sobretudo com quem tive relacionamentos amorosos mais longos. Quando as pessoas ficam sabendo de minha relação atual com Fabio, o pai dos meus filhos, e com quem eu me relacionei por 10 anos, muitas não compreendem, exatamente como a Roberta Campos fala na música.

O que eu não compreendo mesmo é essa coisa de amor acabar. As pessoas simplesmente apertam botões e o amor acaba? Elas desamam? E o que fica no lugar? Pior ainda é quando o amor se transforma em ódio. Juro mesmo que não consigo compreender isso. Porque será que o amor vira o oposto? Em que pé geral deixa suas relações chegarem a ponto de odiarem as pessoas que um dia já tanto amaram, que decidiram ficar juntas pra sempre, que ousaram botar um filho no mundo para criarem em parceria.

Eu amarei – e amo – o Fabio de janeiro a janeiro até o mundo acabar. Como também amo Vinícius e o amarei por todos os meses do ano. Como também amo Apolo. Cito estes três porque foram meus relacionamentos mais marcantes e oficiais (é, eu namorei pouco). Eu amo todas as pessoas com quem me relacionei. Não apenas porque nos relacionamos, mas por quem eles são e o que representam para mim.

A sutil para muitos, mas imensa na minha visão, é a diferença entre amar e viver junto. Sim, eu amo as pessoas com quem namorei ou casei. Mas, eu e elas escolhemos não ficar mais juntos convivendo como um casal romântico. E não é por isso que o amor acabará ou que virará qualquer outro sentimento diferente.

Eu consigo discernir que todas as relações têm o seu valor e podem ser boas, basta a gente aceitar de coração aberto o que as pessoas podem – e principalmente querem – nos oferecer. Eu aceito o amor do Fabio em forma de parceria, de amizade, de compartilhar a criação de nossos filhos, de estar ao meu lado nos perrengues e nas alegrias dos pequenos, por escutar meu choro e me consolar quando estou desesperada por algum motivo desse processo dificílimo que é educar e formar pessoas (quando o bicho pega mesmo é ele quem escuta pacientemente meus soluços por telefone), por dividir algumas noites gostosas, tomando vinho e conversando sobre a vida, por me socorrer com grana quando tudo fica no vermelho. Quem terá coragem de dizer que isso que ele faz por mim não é amor? Quem ousará sonhar que a relação que mantemos não é de amor?

Por isso, meus amigos, eu lhes digo: no dia em que a gente puder amar a todos os seres, de janeiro a janeiro, do jeitinho que eles são, nas suas fraquezas, nas suas incapacidades… aí sim a gente será um mundo mais evoluído. Quando a gente aprender a amar as pessoas em sua inutilidade, como Padre Fabio de Melo diz, quando elas não puderem fazer mais nada por nós… aí sim, nessa ocasião, seremos espíritos mais plenos e acho que teremos experimentado a plenitude das relações. Eu quero chegar lá e você?

*Imagem: Daqui

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