Coisa de Mãe
22 abr 2015

Multiplan levando magia e diversão há 40 anos

Post por Glauciana às 14:50 em Culturinha

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Durante muito tempo, nos anos em que vivi em São Paulo, usei os shoppings como alternativa de lazer para minha família. Muito mais do que apenas consumo e compras, a gente passava tardes inteiras no shopping e lá ia ao cinema, via exposições, assistia a espetáculos teatrais, comia. Sobretudo nos meses de mais frio ou chuva da capital essa era uma opção excelente para nossos sábados e domingos.

Por isso quando eu vi o vídeo da ação de 40 anos da Multiplan, que administra shoppings no Brasil todo, eu me derreti. Achei muito fofa a forma como eles enxergam o próprio negócio: com fantasia e mágica. E isso eu acho fundamental em qualquer coisa da vida. Essa possibilidade da gente olhar com encanto para aquilo que faz é o que torna tudo mais gostoso e com sentido. Veja o vídeo e chore junto comigo :p

Há 40 anos, a Multiplan é pioneira em projetos inovadores, que transformam a vida das pessoas com cultura, conveniência, lazer e muito mais. Isso começou na década de 70, quando inaugurou seu primeiro shopping center em Belo Horizonte.

Na década de 80 a rede expandiu seus negócios e abriu 4 unidades: em Ribeirão Preto, no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. Em 90 mais um grande passo, o CascaiShopping, em Portugal. Em 2014, 180 milhões de pessoas visitaram os 18 shoppings da Multiplan e adquiriram R$ 12,7 bilhões em produtos e serviços.

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15 abr 2015

Vídeo mostra a reação de crianças ao se depararem com um universo mágico e lúdico

Post por Glauciana às 14:06 em Coisa de Criança

Bom, que eu sou suspeita pra falar que amo o universo das crianças, isso todo mundo sabe e não é novidade nenhuma :) quem me acompanha sabe decorado e salteado que eu sou uma entusiasta do mundo infantil e das descobertas da mente da criança. Não raras as vezes em que eu embarco nas viagens dos meus filhos, pois o mundo deles é muito divertido, bonito e bom.

E aí que hoje eu me emocionei muito quando vi o vídeo de comemoração dos 40 anos da Multiplan, que administra 18 shoppings centers no Brasil. A ideia é linda e retrata bem essa coisa sublime que é o imaginário dos pequenos e o processo de descoberta deles.
A campanha perguntou a algumas crianças, de várias idades:  “O que você acha que acontece em um shopping depois que as pessoas vão embora?”. As respostas foram naquele tom ingênuo e puro que as crianças têm, mesclando características do mundo fantástico! Depois, este mesmo grupo foi levado a um shopping à noite.

Aí a emoção tomou conta, pois lá eles dão de cara com um ambiente muito mágico, associando os funcionários que trabalham no shopping para que tudo funcione durante o dia. Entretanto, o universo maravilhoso e imaginativo dos contos de fadas foi explorado. Eu mesma adoraria ter estado nesta noite lá no shopping :)

Bom, melhor do que eu ficar falando é você dar o play no vídeo no começo deste post e se encantar também.

Com 40 anos de história, a Multiplan acredita que o segredo do sucesso de qualquer coisa na vida, é fazer bem feito. Atualmente, possui 18 shopping centers distribuídos pelo país e tráfego anual de consumidores estimado em 180 milhões. Conheça mais sobre essa trajetória.

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13 abr 2015

Meu filho passará por uma cirurgia e quem já sente as dores sou eu

Post por Glauciana às 14:49 em Saúde

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Por essas questões do destino, que eu nem acho tanto assim que seja, de fato, destino, já que eu acredito que nós atraímos TUDO o que acontece em nossas vidas, Luca teve uma mal formação na décima segunda semana de gestação, justamente na mesma semana que eu tive um sangramento, um descolamento de placenta e quase o perdi.

Um osso do pescoço não foi fechado como deveria, manteve um espaço em aberto e ali se depositou muco (catarro) de sua primeira gripe, formando, então, uma bolinha exatamente no local do gogó dos homens, um cisto tireoglosso.

Quando ele tinha 8 meses eu percebi essa bolinha saliente, o levei à pediatra dele, em São Paulo, e na hora ela se assustou muito, pedindo imediatamente uma ultra-som de pescoço e já me encaminhando para um especialista. A suspeita era das piores, aquela doença que eu não gosto nem de falar o nome.

O primeiro cirurgião consultado atestou: não é nada tão grave como se imagina, mas ele precisa entrar na faca agora! Anestesia geral e vai um bebê de menos de um ano pro centro cirúrgico para tirar o cisto, cortar o osso e reconstruir o músculo até a parte de trás da língua.

Fiquei muito aflita e decidi procurar uma segunda opinião. Mãe quando dá de ser astuta, por sua cria, chega até no papa se precisar, né? Em dois dias eu estava dentro do consultório de um dos melhores cirurgiões de cabeça e pescoço do Brasil, titular do Einstein. Na época, há 4 anos, me lembro de ter pagado quase 400 reais pela consulta, já que ele não atendia nenhum convênio.

Eu só consegui essa consulta graças ao empenho de um querido amigo fisioterapeuta, o Daniel Porto, que agilizou os pauzinhos com o Dr. Marcelo Ribas. Aí a conversa foi outra. O diagnóstico o mesmo, porém, este cirurgião achou melhor esperar alguns anos antes de submeter um bebê de menos de 1 ano para uma cirurgia tão invasiva. Pediu que fôssemos acompanhando semestralmente, que talvez nunca fosse necessário tirar.

E aí que eu fiquei de boa na lagoa. Se o homi dotô super estudado me disse isso, relax, baby! É só ir fazendo os exames semestralmente e pronto, Luca tem o gogó maior já criança e boas .

Ledo engano. Eis que hoje fui tranquilona consultar Luca no único cirurgião de cabeça e pescoço de Assis, que tive boa recomendação, o Dr. Marcelo Demian, e o diagnóstico? Cirurgia já!

Ele diz que o nódulo hoje está quieto, embora tenha aumentado muito de tamanho, de acordo com as imagens de 4 anos atrás, mas que a qualquer momento pode infeccionar e aí o bicho pega, pois a infecção pode se espalhar por todo o pescoço, garganta e cervical, deixando um quadro que está OK em seríssimo!

Aí, já pediu os exames pré-operatórios e quer operar meu menino o quanto antes.

Eu, que entrei na consulta relaxadona saí enxugando as lágrimas, disfarçando pra Luca não sacar que mamãe está insegura. Eu morro de medo de anestesia geral. Eduardo passou por uma cirurgia antes de completar dois meses e não me lembro de outro momento tão angustiante como aquela manhã no Hospital da Criança, em São Paulo.

Só de imaginar novamente um de meus filhos tomando anestesia geral e tendo uma parte óssea de ser corpo cortada e um músculo religado/reconstruído, ahhhhh, minha gente! Angústia demais.

E aí, qual foi o primeiro sintoma que já me apareceu? A falta de fome! Não consegui comer nenhum grão de arroz depois disso, exatamente como foi há 4 anos, quando tivemos este diagnóstico de Luca. Coincidentemente, eu estava me separando do pai deles e pesava, na época, 48 quilos, 6 quilos a menos do que tenho hoje. Quem me conheceu nesta época sabe que foi um dos períodos mais difíceis da minha vida.

E hoje, saindo do cirurgião com o pedido de cirurgia nas mãos, eu revivi toda a dor daquele fim de 2010/começo de 2011. E escrever este texto é uma forma de organizar o pensamento e colocar pra fora a agonia que tá rolando aqui dentro.

De qualquer forma, nosso Deus é misericordioso e nunca nos abandonou. Muito menos nossos anjos da guarda, que sempre estão ao nosso lado, protegendo-nos. Sei também que a mãe Maria e que o Arcanjo Miguel estão a frente de tudo. Que seja feita a vontade de Deus!

07 abr 2015

Dengue: problema meu, problema seu #nossacidadesemdengue

Post por Glauciana às 14:09 em Saúde

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Eu tive uma experiência com a dengue! E foi a mais assustadora possível.

Aqui onde moramos, no interior de São Paulo, estamos sofrendo com um surto de dengue. Muitas cidades já decretaram estado de emergência e muitos esforços têm sido feitos para acabar com essa doença tão perigosa, que tem matado gente.

Mas, até ela chegar perto de nós não damos a importância necessária. É aquela velha história: o mosquito vai picar o vizinho, mas a mim, não! Pois bem, o danado picou a minha mãe.

E a coisa ficou feia. Coitadinha da mãezinha sofreu durante 3 semanas. Caída mesmo, teve de ir para o hospital três vezes, resultando em uma internação, logo depois de uma criança morrer em decorrência da dengue e a cidade sair no noticiário.

Nunca vi minha mãe, que é super ativa e bem disposta, tão debilitada como quando pegou dengue. Ô doença tinhosa, viu?!?! Mamãe mal falava, não levantava da cama, passou três dias inteiros vomitando e foi para o hospital com um número muito baixo de plaquetas, o que é super perigoso.

Depois disso, fiquei muito assustada por imaginar as crianças infectadas e comecei a tomar algumas providências, já que a dengue é um problema de todos. Isso mesmo! De nada adianta colocar pulseirinha de citronela nos pequenos e deixar o vaso com água parada na varanda.

Nessa semana, tomei conhecimento de uma campanha muito bacana que o SBP está fazendo, que é a www.nossacidadesemdengue.com.br, com informações sobre a doença e várias dicas de como combatê-la dentro e fora de casa. SBP propõe uma coisa, que eu acho fundamental, que é a orientação da gente FALAR sobre a doença. Exatamente! Precisamos entender a dengue e conversar sobre ela com o vizinho, com a família, com a professora do filho na escola. TEMOS que disseminar a informação, para que cada um faça a sua parte, pois de nada adianta eu cuidar e o companheiro do muro ao lado não.

Além de fazer a nossa parte como cidadãos, mantendo a #nossacidadesemdengue, também temos que tomar precauções para proteger a nossa família. Em casa estamos usando o SBP, sobretudo por que moramos em uma área que passa um córrego e tem um pedaço de brejo. Mais do que nunca a preocupação está em alerta vermelho. E você, está fazendo algo? Lembre-se que juntos, e só juntos, podemos vencer o mosquito transmissor da dengue. Vem nessa!

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22 mar 2015

Pai fotografa o dia a dia da filha com seus gatos de estimação

Post por Glauciana às 17:44 em Coisa de Criança

 

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O fotógrafo Andy Prokh, pai de Katherine, de 6 anos, retratou a maior paixão da filha, seus dois gatos de estimação. E foi registrando ao longo do tempo a relação profunda e sensível da menina com os bichinhos.

As fotografias em preto e branco rodaram o mundo e encantaram pessoas, que se espantaram com a cumplicidade de Katherine e seus bichanos, fazendo deles verdadeiros melhores amigos.

As imagens são belas e sublimes, veja todas:

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11 mar 2015

15 coisas que uma grávida não deve fazer

Post por Glauciana às 18:57 em Saúde
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Tirar Raio-X: a radiação emitida pela máquina de Raio-X pode prejudicar o desenvolvimento do bebê. Fique longe disso.

Comer comida japonesa: toda comida crua, como a maior parte dos pratos japoneses, pode transmitir alguma infecção, o que não acontece com o que passa pelo calor do fogo. Portanto, é melhor evitar problemas, né?!?

Fazer tatuagem: não se sabe qual é o efeito da tinta da tatuagem, quando entra na corrente sanguínea. Não se sabe se ela faz mal ao bebê, por conta da química. Melhor não abusar!

Colocar química no cabelo: não importa qual seja, tintura, luzes, progressiva. Todos os produtos entram pelo couro cabeludo e chegam até o bebê. Tudo o que ele não precisa neste momento é se intoxicar de química forte.

Viajar de avião: mas, calma! isso só apenas do sétimo mês, pois caso haja alguma descompressão no avião pode ser que sua bolsa se rompa. E acho que um parto num avião não deve ser uma experiência muito tranquila, né?

Fazer sauna: os médicos não recomendam o calor da sauna, para evitar possíveis desmaios, enjoos e quedas de pressão.

Usar salto: Ahhhh, mas e se eu tiver um casamento e for madrinha? Tudo bem, né gente?!?! De vez em quando não tem crise. Mas, usar salto alto todos os dias é muito desconfortável, além de ser um perigo cair conforme a barriga for crescendo, já que o ponto de gravidade da mulher muda.

Conviver com gatos: alguns gatos podem estar infectados com um parasita que transmite a toxoplasmose, uma doença que pode malformar o feto. Entretanto, se a gestante identificou no exame que está imune à doença, todos os carinhos no bixano estão liberados.

Carregar peso: o esforço físico mexe com toda a estrutura de nosso corpo. Por isso, quando carregamos peso movimentamos os músculos, o que pode causar movimentos mais bruscos no quadril e incentivar um parto pré-maturo.

Tomar banho quente de banheira: até os três meses, sobretudo, os banhos quentes de imersão são proibidos, pois podem causar mal formações no bebê.

Tomar chá de canela: evite canela, em geral, sobretudo o chá, por conta da infusão, já que a canela é um abortivo natural.

Fazer depilação definitiva: os raios emitidos pela depilação a laser podem fazer mal ao bebê e, por isso, melhor esperar passar a fase da gestação.

Comer carne crua: quando cozida, grelhada ou frita as possíveis infecções da carne desaparecem, por conta do calor. Entretanto, quando ela está crua pode transmitir doenças, como a toxoplasmose e outras infecções. Carninha, só bem passadinha!

Descolorir os pelos: a química colocada sobre a pele para clarear os pelos entram na corrente sanguínea e podem causar mutações no feto. Deixe tudo marronzinho mesmo por enquanto.

Tomar remédios: a regra é clara! Remédio, o mínimo possível e só aqueles prescritos pelo obstetra. Auto-medicação jamais.

*Imagem: Daqui

09 mar 2015

Momentos cotidianos – e lindos – entre pai e filhos

Post por Glauciana às 01:41 em Crescimento dos Filhos

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Olha, podem me chamar de suspeita, porque não tenho marido, mas eu AMEI essa série fotográfica entre um pai e seus filhos. Coisa mais linda a relação cotidiana deles, que, na verdade, retrata a vida de muitos pais e filhos mundão afora, né?!?

Quem clicou esses momentos foi a fotógrafa Kristen Schimid, que é esposa de Ted, o pai que aparece nas fotos, com os filhotes Sam e Eli. Ela, a mãe, decidiu registrar os momentos deles, das mais simples até as mais bobas. São fotos espontâneas, sem olhar para a câmera, sem posar, sem a roupa certa ou o cabelo penteado. São fotos que não estariam em um álbum de família tradicional :) Essa é a série “Father to Son”. Kristen disse em seu site que as interações entre pais e filhos são muito significativas na vida de todos.

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07 mar 2015

O primeiro ano de uma criança adotiva pelas lentes de uma fotógrafa

Post por Glauciana às 00:14 em Crescimento dos Filhos

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Sam chegou à casa da família Parkers com seis meses, idade em que foi adotado. Ele se tornou filho da irmã e do cunhado da fotógrafa Kate Parker, que registrou o amor da família ao longo do primeiro ano do bebê negro na família branca.

A série de fotos foi batizada de Blended, que significa “Misturado” em português, e captam a sensibilidade do dia a dia de uma família qualquer, com um bebê e crianças mais velhas vivendo juntas.

E para quem pensa que o privilégio é de Sam, engana-se, de acordo com a avó dele: “Todos nos dizem que Sam é muito sortudo por ter sido adotado. Eles estão errados. Nós é que somos a família mais sortuda de todos os tempos“, disse Kathleen Taylor.

Eu vejo apenas uma coisa nessas fotos: amor. E você? <3

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02 mar 2015

O que a morte de um estudante de 23 anos por coma alcoólico tem a ver comigo? O que tem a ver com meus filhos? E com você?

Post por Glauciana às 19:06 em Devaneios de Mãe

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Um jovem de 23 anos morreu neste fim de semana.

Tá, mas e daí?

E daí que eu tenho muito a pensar, a refletir e a falar sobre a morte deste menino.

Sei que muitos podem me perguntar: “ah, mas tanta gente morre todo dia no mundo e porque um garoto especificamente merece tanto alarde?”.

Bem, para mim isso toca fundo por vários motivos. O primeiro, eu vivi tudo isso que esse garoto viveu. Eu estudei na mesma universidade, a Unesp, em Bauru. Eu fui a todas essas festas. Eu já bebi vodka numa festa diurna e também fui para o hospital inconsciente, quase em coma alcoólico. Eu sei o que é beber além da conta. Eu sei o que é ter 20 anos e viver sozinha numa cidade universitária. Eu sei, eu sei, eu sei.

E o segundo motivo: eu tenho dois filhos. E eles também terão 20 anos.

Quando eu vi a primeira reportagem, ainda no sábado à noite, de um jornal de Bauru, noticiando a morte de Humberto, eu me lembrei da tarde em que eu fui a um churrasco de Engenharia, o mesmo curso que ele fazia, e que bebemos cerveja a tarde inteira, sob um sol escaldante deste mesmo fevereiro. Fevereiros são animados em Bauru. Novos estudantes, bixos fresquinhos, recém-chegados e festas, muitas festas. Bebemos a tarde toda. Ao final do dia a cerveja tinha acabado e pegamos as garrafas de vodka e pingas com sabor, que buscávamos em Pederneiras. A última coisa que me lembro é de eu, no banheiro, olhando para o vaso sanitário e, ao me arcar para vomitar, caí de testa na porcelana e desmaiei no chão. Por sorte minha a porta estava aberta e dois bixos (valeu, Montanha, valeu, Avaré) me pegaram, me colocaram no carro de uma amiga e me levaram pro hospital.

Passei aquela noite com a minha fiel escudeira, a Mari, no hospital, tomando soro com glicose. Disso, só ficou a vergonha, o medo por meu pai ver na carteirinha do convênio o porquê de eu ter dado entrada no hospital e o galo na testa, pela cabeçada no vaso sanitário.

Eu saí dessa, nunca passei esse tipo de perrengue novamente, mas eu poderia não ter saído daquele banheiro, como Humberto não saiu da festa de sábado, lá em Bauru. Outros universitários estão hospitalizados em coma, em estado gravíssimo.

Eu vi os vídeos da tal competição. Humberto morreu por ter tomado mais de 25 copos de vodka. Isso é humanamente impossível. Mas, a pergunta é outra: porque precisamos mesmo competir para ver quem bebe mais? Porque o álcool é motivo de orgulho? Em que momento falhamos como seres humanos, que mostramos a nossos jovens que beber é bacana? Que é legal se empanturrar de vodka até…. até…. até? Morrer? É isso mesmo, produção?

Não, não pode ser! E aí eu me peguei refletindo sobre a minha própria conduta aqui em casa. Não, eu nunca mais bebi até cair de cabeça num vaso sanitário, como quando eu tinha 20 anos e estudava na Unesp lá em Bauru. Mas, eu bebo minha cervejinha constantemente aqui em casa, na frente de meus filhos. Eu bebo em jantares na casa dos meus pais. Eu bebo em restaurantes com meus amigos. E meus filhos veem isso.

Tá, até aí tudo bem? Será mesmo? Meu pai também bebia assim em casa, da forma mais despretensiosa do mundo, nunca me incentivou o consumo de bebida, mas eu quase fiquei caída no banheiro de uma festa, em coma alcoólico. Eu poderia ter sido notícia, como o jovem de Minas Gerais foi neste fim de semana.

Eduardo e Luca estão aprendendo que beber é legal, que mamãe bebe umas latinhas enquanto faz os jantares de sábado, que vovô e vovó bebem uma caipirinha no churrasco do domingo. Beber é aceito socialmente, como outras drogas não são.

Em que pontos entendemos que beber muito é motivo de orgulho? Qual foi o momento que nós, enquanto sociedade, entendemos que era isso? Nos comerciais de cerveja há sempre praia, alegria, diversão, mulheres bonitas, quase sem roupa e sorridentes. É isso que a bebida te oferece? Não, não! Isso é um equívoco. Isso é um conceito de marketing maldoso e sórdido, que criaram em torno de um entorpecente, que é qualquer bebida que tenha álcool.

O álcool entra para sanar nossos vazios emocionais e existenciais, como qualquer outra droga. E eu não falo de você, do vizinho, daquele tio alcoólatra. Eu falo de mim. Pelos excessos que já cometi. Pela cervejinha que tomo no meu jantar de sábado.

Eu não quero ter um de meus filhos caindo de testa num vaso sanitário por beber vodka demais. Eu não quero ter um de meus filhos morrendo por beber 25 copos de vodka num sábado à tarde. Precisamos falar sobre bebida com nossos filhos. Precisamos falar sobre bebida com a sociedade em geral. E é isso que eu começo a fazer por aqui, com esse post de desabafo, tristeza, medo e indignação.

19 fev 2015

S.O.S, mamãe quer correr o mundo

Post por Glauciana às 19:07 em Devaneios de Mãe

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Todas as vezes que tive coragem de seguir a minha voz mais profunda, aquela que grita aos meus ouvidos, aquela que não me faz dormir quando eu insisto em me fazer surda para ela… bem, todas as vezes que eu tive peito para ouvi-la e dar razão ao que ela me dizia eu me encontrei com Deus.

Porque, sim, Deus está dentro de nós, está na natureza, está nos nossos filhos, está em toda a criação. Definitivamente, Deus não está dentro de um carro novo vermelho, nem dos quadros da parede do meu apartamento, muito menos na casa de quatro suítes que eu morava na Bahia.

Deus, e toda a paz que Ele nos concede, está em tudo de belo que existe ao nosso redor. E para nos conectarmos a ele, basta entrar em contato com nossos silêncios, nos esforçar para ouvir a voz de nossa própria consciência, que está ligada à consciência do cosmos.

Hoje sinto que não estou fazendo totalmente o que eu tenho de fazer. Novamente, eu oscilo em ciclos de muita satisfação com a missão desempenhada e baixas horrendas de “o que eu estou fazendo neste mundo?”. Como se fosse pouco cuidar de mim, dos meus filhos, da minha casa, do meu trabalho, do meu blog, dos meus clientes, da relação com o pai dos meus filhos, com minhas leitoras, com meu personal, com minhas neuras, com meus analistas, com meus fitoterápicos, com minha funcionária, com meus companheiros de trabalho. Ai, cansei!

A real é que o que me move mesmo é seguir meu coração mundo afora. É poder levar meu notebook à tiracolo e não ter rédeas, não estar trancada, não ter limites. Nos últimos dois anos, desde que meti um pé na vidinha tradicional e tacanha, que me ensinaram que era certa, tenho feito isso. Andado o Brasil atrás de histórias inspiradoras, atrás de pessoas com quem possa estar trocando conhecimento e crescimento.

E, confesso, que nesses últimos meses ando mais quieta, mais fechada, mais “presa” a um escritório. Eu mesma me prendi. Ninguém chegou com a sentença aqui e me colocou atrás das grades. As grades quase nunca existem. Elas são criadas pela nossa própria mente, que tem uma tendência louca em nos aprisionar.

Mas, então, o que fazer? Sair correndo e entrar no primeiro avião com destino à felicidade? Ahahahaa, sim, Leandro e Leonardo. Juro que tenho essa vontade todos os dias. Tenho vontade de ir embora pra Paris. Ai, imagina meus curumins sendo alfabetizados em francês? Ai ai ai, que sonho viver naquele pedacinho de paraíso, que estive uma vez, mas já considero terra natal de outras vidas. Tenho um desejo louco de ir pra Tailândia e andar em cima de elefantes. Morro de vontade de morar em uma palafita sobre o Rio Negro, lá no meio da Amazônia, onde estive duas vezes no ano passado. Enfim, juro que tenho mesmo. Desde criança tenho vontade de fugir com TODOS os circos que chegavam na minha cidade.

Mããããs, acabei de voltar da Bahia, justamente numa dessas fugidas deliciosas de pouco mais de um ano. Já vai bater um ano que estou aqui em Assis com as crias. E sinto que de novo começo a ter essa vontade. Mas, poxa vida, justo agora que está tudo tão certinho, crianças adaptadas na escola, vida em maré flat, apartamento bonitinho e decorado, trabalho começando a fluir, ideias saindo do papel, novos projetos desabrochando. Até parece uma doida varrida kamikase, que quando tudo está entrando nos eixos, sacode a toalha e remexem todos os papeis de novo.

Não posso fazer isso com meus curumins. Não posso fazer isso com minha mãe. Não posso, não posso. Ai, Deus, me ajuda. Por mim eu estaria em qualquer quebrada, em qualquer canto desse mundo redondo, que não tem canto. Pai amadinho, sossega meu facho e me deixa quieta – e FELIZ – aqui nesse cantinho do oeste paulista. PFV.

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