Coisa de Mãe
27 jul 2016

Pais emocionados: fotos incríveis do primeiro encontro entre pais e filhos

Post por Glauciana às 10:08 em Parto

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

A fotógrafa Jaydene Freund acredita que o parto não é uma jornada apenas das mães. Ela acredita muito na parceria do companheiro neste momento.

Por isso, registra em fotos a emoção dos pais quando os filhos nascem. Eu, grávida manteiga derretida, chorei ao ver todas. Muito amor.

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25 jul 2016

Pesquisa mostra quem é a mãe brasileira

Post por Glauciana às 09:32 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Definitivamente, o comercial de margarina, idealizando a família perfeita, a mãe sorridente, descansada e maquiada, as crianças comendo bem, acabou. Tudo isso caiu por terra e cada vez as mulheres que se tornam mães quebram esses modelos estereotipados.

Ao contrário da romantização da maternidade pregada por parte da sociedade e da publicidade, o dia a dia das mães é bem mais cansativo, exaustivo e beira o impossível. Foi isso que mostrou a pesquisa “A Nova Mãe Brasileira”, feita pelo Instituto Qualibest, em parceria com o site Mulheres Incríveis, que entrevistou 1317 mães, maiores de 18 anos, no Brasil.

Apenas 9% das mães brasileiras identificam-se com a imagem da mãe que a mídia mostra. Hello, publicitários, vamos mudar essa porcaria de uma vez por todas? Por conta dessa imagem distorcida, 70% delas sentem-se julgadas ou cobradas. Claro, né? Como poderia ser diferente? Em suma: 2 terços das mamains do Brasil Varonil consideram a rotina difícil e muito cansativa. Por isso, people, parem, apenas parem de achar que mulher em licença-maternidade ou que optou por abandonar o trabalho tradicional “faz nada”. Fazemos muito, muito, muitíssimo!

Algo que chamou a minha atenção é que quando solicitaram às mulheres que fizessem um pedido, 40% responderam que queriam ajuda com as atividades domésticas. Ou seja, a maternidade é punk, mas dar conta de filho AND de casa é foooooda.

E a coisa é bem mais séria do que a gente pensa. O esgotamento emocional e físico ao qual as mães são submetidas é perigoso. Perguntaram às mulheres se elas já fizeram algo com os filhos que consideram constrangedor ou vergonhoso. “Já dei remédio para que ele se acalmasse” (3%), “Deixei-o trancado sozinho em casa” (2%), “Esqueci-o numa loja ou na escola” (2%). Ou seja, é urgente que se reveja a solidão das mães. É urgentíssimo que toda a comunidade, que a família, que as amigas desta mulher possam lhe ajudar com a criança e com a casa, para que ela tenha condições de descansar adequadamente.

Na contramão do cansaço, aparece de forma muito clara a valorização da afetividade entre mãe e filho. Viva :) isso muito me alegra, pois trabalhamos fortemente para a criação e manutenção de laços fortes na primeira infância. Em resposta à pergunta “O que você acha mais importante no seu papel como mãe”, elas responderam: “criar forte vínculo de afeto com os filhos e ter grande cumplicidade”. Em segundo, elas escolheram “a firmeza nas atitudes para conquistar o respeito dos filho” e em terceiro, “a criação de filhos independentes”. Que bom!

*Imagem: Daqui

22 jul 2016

Mãe norueguesa retrata #MaternidadeReal em ilustrações bem-humoradas

Post por Glauciana às 10:16 em Mãe e Filhos

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

É melhor rir do que chorar. Este é um mantra que eu repito sempre para a maternidade. Existem situações e momentos com os filhos, que nos deixam tão fora de nosso equilíbrio, que parece que nunca mais vamos conseguir restabelecer a tranquilidade. A norueguesa Jade Nordahl retrata em seu Instagram essa #MaternidadeReal com bastante bom humor, em ilustrações que mostram exatamente nossa rotina com os filhos. Veja as imagens:

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05 jul 2016

Já pensou em criar uma marca para seu filho???

Post por fernanda às 23:44 em Mãe e Filhos

Por: Fernanda Moreno

É cada vez mais comum ouvirmos falar de mães que abriram mão de uma carreira promissora no mercado tradicional e resolveram empreender para ter mais tempo para os filhos. O que é incomum é ver histórias como essa tendo uma figura paterna como protagonista. Ou melhor, era, já que conhecemos um super-pai, o designer Fábio Mendonça, que deixou a vida como Diretor de Criação em agências de publicidade e criou uma empresa inovadora inspirada pela Maria, sua filha de 3 anos.

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Durante a gravidez de sua esposa, o Fábio desenvolveu um logotipo para marcar a chegada de sua filha. A ideia era personalizar o enxoval e também as lembrancinhas de maternidade. Fez tanto sucesso entre a família e amigos, que vários pedidos começaram a chegar e o Fábio percebeu que aquele hobby poderia sim se tornar um negócio. Foi aí que surgiu o Desainezinho, uma agência para a produção de logos, trilhas sonoras, personagens e mini documentários de acordo com a personalidade da criança.

Toda a criação é feita em parceria com pais e começa através de uma entrevista inicial, onde o designer capta toda a personalidade da criança desde gosto musical até cores preferidas. A partir daí é criado um documento chamado “ultrassonzinho”, onde todo o sentimento dos pais é traduzido em imagens e palavras, que são a base de todo o projeto. Tudo isso com e um cronograma típico das agências de publicidade. O trabalho é profissa, minha gente! =)

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Depois da aprovação deste documento, a primeira versão entregue do logotipo são os rabiscos feitos à mão. Ele é a base da identidade visual em traços simples, inacabados, ainda em preto e branco.

 

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A reta final foi a parte que mais gostamos. Um documento, com algumas opções de identidade visual que resumiam tão bem o Cadu que foi difícil escolher um único caminho a seguir. Imaginem então para uma mãe libriana? Neste momento, a participação do Cadu foi fundamental e ele nem hesitou: embarcou no submarino amarelo…. “We all live in a yellow submarine Yellow submarine, yellow submarine We all live in a yellow submarine Yellow submarine, yellow submarine”

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Resultado? Um logotipo traduzido do meu coração, feito com muita minúcia e carinho, tornando o projeto do Cadu único e exclusivo como ele. Além disso, a arte final foi entregue em arquivos de alta resolução, com um manual de marca com várias dicas de aplicação do logotipo e o certificado de autenticidade além de todas as artes para viralização nas redes sociais, wallpapers para notebook e celular.

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Foi uma experiência incrível participar deste processo de maneira tão profissional e eternizar o nome do meu guri numa imagem que resume muito quem ele é.

29 jun 2016

Grande Hotel São Pedro: diversão e relax para a família toda

Post por Glauciana às 17:36 em Turismo com Crianças

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Por: Glauciana Monteiro Nunes e Fernanda Moreno

Sabe aquele lugar dos sonhos, que você sempre teve vontade de ir, desde criança, que sempre ouviu falar, mas nunca houve a oportunidade? Pois bem. Dizem que um dia todos os nossos sonhos serão realizados. Fato. Eles serão.

No fim de semana de 17, 18 e 19 de junho nós, as editoras do Coisa de Mãe, Glauciana e Fernanda, fomos convidadas, junto de nossas famílias, para passar um fim de semana no Grande Hotel São Pedro. Não apenas curtimos todas as atrações de programação e lazer daquele local chiquérrimo, como também fomos as convidadas de honra para a inauguração do novo Parque Aquático, um verdadeiro sonho, para criança – e adulto também – nenhum botar defeito.

Eu acho que esses hoteis são perfeitos para famílias como as nossas, com crianças pequenas, já que eles divertem-se com monitores qualificados e treinados durante todo o dia, enquanto os pais podem divertir-se paralelamente, tendo um momento de relax entre o casal, coisa que é tão rara….rs.

Recreação Infantil

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Eu gosto muito das equipes de recreação dos hotéis e sempre passo um tempo com eles, pois é uma forma de eu ficar perto dos meus filhos e ter momentos de lazer com eles, já que Dudu e Luca não querem desgrudar da galerinha nem por um segundo. A equipe do Grande Hotel São Pedro, especialmente, é um arraso. Monitores treinados, qualificados, divertidos, seguros e com bastante prática com as crianças. Até a Malu (filha da Fernanda) que raramente dispensa a companhia dos pais se rendeu aos encantos monitores. =)

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Um ponto muito legal é que eles dividem as crianças por faixas etárias, separando os menores dos maiores, focando mesmo as atividades. A recreação funciona das 8h da manhã às 23h da noite, com as refeições das crianças juntas, inclusive, no restaurante só deles. Tudo com muita segurança e os pais ficam por dentro de onde eles estarão a todo momento, já que há placas com as atividades, os horários e os locais lá no espaço Kids. Aliás, esse espaço vale um destaque: que espetáculo. Salas novas, com design impecável, brinquedos de acordo com as idades e muita segurança.

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Nos dias em que estivemos lá os meninos confeccionaram um ioiô e aprenderam a usar, teve uma gincana entre pais e filhos (integrando super legal os adultos com as crianças), criaram um pára-quedas de papel e plástico, jogaram futebol, queimada, bets (que lá eles chamam de taco…tsc.. tsc.. tsc. É bets :) ) e mais um monte de brincadeiras, preenchendo todo o tempo. É um investimento muito bem pago, pois as crianças vão divertir-se de montão e lembrar disso para a vida toda. Os guris não param de falar das experiências que tiveram.

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Restaurante Infantil

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Eu tenho muito pé atrás e severas críticas com os alimentos que são servidos nesses restaurantes infantis. Por isso, fui checar pessoalmente o cardápio do restaurante infantil do Grande Hotel São Pedro e tive uma grata surpresa: um cardápio balanceado e saudável, priorizando alimentos que a criança gosta, mas sem apelar para o macarrão instantâneo e a tirinha de frango ultraprocessado. Na bancada de refeições tinha arroz, feijão, macarrão (com opção de molho ao sugo e branco), hamburguinho que o próprio hotel faz e frango grelhado com ervilha. Uma bancada de saladas básicas, mas havia, inclusive com palmito, que Luca ama. E na parte de sobremesas, além dos doces que criança ama, ainda tinha pudim e frutas. Ou seja, beeeeeeem diferente de outros cardápios kids que já vi por aí. Ahhhh, e algo muito bacana: não tem refrigerante. Apenas sucos naturais :)

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Parque Aquático

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Sábado foi um dia super especial, pois era a inauguração do novo Parque Aquático do hotel. E São Pedro deu uma regulada no termostato e nos deu um dia lindo de sol, que proporcionou que todos brincássemos nas atrações de água. A nova área é parte do complexo de lazer do Hotel, que conta com mais de 7 mil metros quadrados e diversas opções de entretenimento para toda a família como piscinas, academia, ginásio poliesportivo, espaço exclusivo para crianças, quadras de tênis, campo de futebol society, entre outras.

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O parque aquático possui equipamentos importados do Canadá e foi desenhado para todas as idades e momentos especiais em família, com três piscinas, tobogãs e brinquedos que estimulam a diversão infantil. A área conta ainda com detalhes, como um piso especial, macio, térmico e antiderrapante, que oferece segurança e conforto durante as brincadeiras.

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Os meninos AMARAM os tobogãs, desceram várias vezes, super corajosos. Adrenalina a milhão. Os brinquedos de chão também são o máximo, pois a gente interage junto deles. A todo momento tem algum balde gigante de água caindo na sua cabeça :)

 

Lazer

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Ai ai ai, sorrio só de pensar no tanto de coisa deliciosa que fizemos lá nesses três dias. A parte de atividades para os adultos é muito bacana, com várias piscinas, inclusive as climatizadas e um Heatlh Club, que é um sonho. Uma jacuzzi imensa, quentinha, borbulhante, massageadora, além das saunas, uma seca e uma molhada. Além disso, tem os banhos, que são um caso a parte. A região de Águas de São Pedro, a cidade onde fica o hotel, é riquíssima em águas com poderes medicinais e na implantação do espaço eles descobriram essas águas curativas, cavaram poços e canalizaram. No Grande Hotel mesmo tem uma bica, onde podemos tomar livremente os 4 tipos de água, além de tomar o banho sulfuroso, com vários benefícios para a pele. Super, super, super relaxante.

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E uma coisa que preciso salientar é a possibilidade de poder namorar, enquanto as crianças estão brincando na recreação. Na noite de sexta-feira a programação ofereceu uma harmonização de vinho com música ao vivo e no sábado um show de blues com chás diversos, sob a luz de uma lua incrível. No Grande Hotel São Pedro todos saem felizes: papais e quianças. Oh, Yeah!

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Gastronomia

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Gente, gente, gente. Para tudo! Eu, Eduardo (meu boy magia), Fernanda e Laércio (o boy magia dela) não saíamos da comilança. A todo momento estávamos nós nos restaurantes, batendo papo e fazendo uma boquinha. Isso porque o Centro Universitário Senac – Águas de São Pedro faz parte do Complexo Educacional do Grande Hotel São Pedro – Hotel-escola Senac, um dos maiores e mais tradicionais complexos educacionais no setor de turismo e hotelaria, gastronomia, lazer, meio ambiente e gestão e negócios da América Latina. Ou seja: gastronomia da melhor qualidade é praticada ali dentro e as comidas são finas, de muita variedade, para vários gostos e muita fartura. Sem falar no tratamento dos funcionários e alunos dentro dos restaurantes: todas as vez que a gente diz “Obrigada”, eles respondem com um sorriso no rosto: “É um prazer!”.

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Por fim, foi um deleite estar em um local tão aconchegante, tão especial e tão maravilhoso. Tivemos excelentes momentos em família e pudemos relaxar e nos divertir. Recomendo muito que vocês invistam um fim de semana ou as férias em um local como este, sobretudo se têm crianças pequenas.

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12 jun 2016

A sociedade que tem pena das grávidas

Post por Glauciana às 23:15 em Gravidez

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Eu gostaria de lhe propor um exercício: feche seus olhos, tome uma respiração profunda e pense em uma mulher grávida. Perceba os seus sentimentos, dê vazão ao que você sente ou imagina quando visualiza uma mulher com um barrigão bem grande.

Este exercício foi proposto a um grupo de pessoas nos Estados Unidos, em uma pesquisa, e a maior parte delas relatou que sente dó, outro tanto fechou a cara, sentindo pena, “ahhhh, coitada, mas que trabalho”, outros sentem algo em torno de desaprovação “puxa, acabou com a vida”.

A minha mãe mesmo – e ela vai ficar muito brava comigo quando ler isso – ela tem algumas expressões muito negativas quando se depara com uma gestante ou um bebê novinho. Sempre se refere, com uma cara metade de nojo, metade de pena, metade de pavor “Ahhhhhiiiiinnnnnn, um bebê novinho, meu Deus, coitada dela”. Nesta semana mesmo, eu estava na casa dela e ela se referiu ao bebê que eu tenho na barriga: “Ahhh, depois que nascer vai sobrar tudo pra mim mesmo”, como se ter um filho fosse um grande estorvo, “que sobra pra gente”.

Isso é natural! E tem apenas uma resposta: vivemos em uma sociedade que não tolera crianças. Para entender isso, precisamos voltar um pouquinho no conceito. Vivemos em uma sociedade que não tolera mulheres. No fundo, no fundo, no fundo. E em alguns homens e mulheres a coisa nem é tão funda assim, o conceito está arraigado descaradamente mesmo, que o conceito materlado na mente é: mulheres são fracas, têm menos força de produção, não pensam, foram feitas da costela de Adão, portanto são seres de segunda linha, são presas dos homens, que as pegavam pelos cabelos, sem escolha, na época das cavernas. É um misto de religião, com biologia, com cultura, com capitalismo. A antropologia explica bem isso. E se querem um exemplo prático? É só pensar na escravidão. Mulheres tinham menos valor comercial, muito menos. Se estivessem grávidas, então, eram jogadas ao mar, na travessia da África para o Brasil. Nem chegavam aqui.

Pois bem. Posto isso, imaginar esse ser, que já é de segunda linha, fraco, subjugado, que foi feito do resto de outro ser humano, que não tem capacidade autônoma, já que precisa de um homem para ser o esteio da casa, imaginar este ser gestando uma outra pessoa, pronto. Potencializou a desgraça toda. Já não prestava para muita coisa, agora, então, grávida. Serve pra nada.

E o mais paradoxal de tudo isso é que se um dia todas as mulheres do mundo resolverem parar de dar à luz, a sociedade simplesmente acaba. A Terra perde a sua função de ser. É o fim da humanidade.

Qual é o meu recado? É que a gente possa ir “se limpando” desse conceito sobre as mulheres, sobre as grávidas, sobre as crianças. Que a gente possa ir se curando enquanto sociedade. Que a gente possa se aprofundar em nossos conceitos mais profundos. Que a gente possa investigar, por meio de terapia, vivências, ou a constelação familiar sistêmica a nossa árvore de descendentes, reverenciando, perdoando e aceitando os nossos ancestrais.

Só assim, quando curarmos esse pavor contra as mulheres é que poderemos realmente achar lindo e respeitar uma mulher grávida, prestando reverências ao sagrado feminino que mora nela, dando graças a seu ventre que cria um novo ser.

Se você deseja mudar esse conceito que está arraigado em todos nós, tente perceber suas sensações da próxima vez que se deparar com uma mulher grávida, respire fundo, traga para a consciência o porquê desta sensação e tente ressignificar, dizendo para você mesmo que isso é bonito, que é o começo da vida, que aqueles dois seres possuem muito valor e que o sagrado mora neles.

Tenho certeza que a vida aqui na Terra vai ficar beeeem mais bonita. E as grávidas não serão mais olhadas tortas, com dó, com pavor, e não serão mais subjugadas no mercado de trabalho… Ahhh, mas este é assunto para um outro post :)

Imagem: Daqui

26 mai 2016

Devaneios de uma grávida veterana

Post por Glauciana às 01:26 em Gravidez

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Por: Glauciana Monteiro Nunes

Eu estou grávida novamente 10 anos depois da minha primeira gestação. Fiquei grávida meio que ao acaso, pelo menos de forma consciente, aos 25 anos. Não conhecia nada sobre mim. Quer dizer, já tinha dado o primeiro passo do meu despertar de consciência, pois alguns meses antes de engravidar eu fiz um treinamento de liderança, o leader training, que abriu a minha mente para muitas feridas emocionais da infância e me ajudou a curar várias. Só por isso, considero, eu engravidei, pois eu não teria condições de ser mãe antes de tais curativos.

Foi uma gravidez cheia de medos, de inseguranças, de perguntas sem perguntas e medo do amanhã. Pelo medo do depois eu não curti os diários “hojes” que eu e meu bebê tínhamos. Engordei demais, comi demais, trabalhei demais, sofri demais (sem necessidade) e, com isso, tive hipertensão gestacional, que culminou em um parto prematuro, de um bebê abaixo do peso. Ou seja, eu mesma me pressionei a tal ponto da pressão física subir.

Hoje não me culpo. Mas, já me culpei muito por isso. Os dias em que Eduardo ficou na UTI neonatal foram os piores da minha vida. Não desejo a ninguém um puerpério dentro de uma UTI. Tremo só de pensar. Hoje estou resignada e entendo perfeitamente que eu tinha de passar por aquilo. Afinal, tudo é como é. As coisas acontecem como têm de acontecer.

Aquilo me preparou para a mãe que eu me tornei depois, para a gestação do Luca que foi, infinitamente, mais tranquila, dois anos e meio depois. E também para esta gestação, que está sendo mais amena, mais calma, mais tranquila.

E aí eu fico pensando que tudo é uma questão de maturidade, de experiências vividas e, sobretudo, de autoconhecimento. A medida que me conheço mais, me entendo mais, me aceito mais, tudo flui naturalmente em mim e, como consequência, no bebê que eu gero dentro de mim. Amém. Gratidão!

*Imagem: Arquivo Pessoal

25 mai 2016

A sombra da maternidade

Post por Glauciana às 09:21 em A mãe que ninguém vê

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Por: Glauciana Monteiro Nunes e Fernanda Moreno

Vocês já pararam para pensar que se as mulheres todas pararem de dar à luz este planeta, em breve, acaba? Em, aproximadamente, 100 anos, acaba, vira pó, simplesmente deixa de fazer sentido?

Nós, mulheres, damos a vida a este mundo. Somos as principais responsáveis por trazer os espíritos para a Terra, para que cumpram a sua missão. Somos, portanto, veículos da evolução mundial, se pensarmos que estamos aqui neste planeta puramente para desenvolvermos a nossa evolução, enquanto espíritos.

Temos a maternidade de forma muito instintiva e natural, embora eu acredite piamente que nenhuma de nós tenha a obrigação de botar um ser no mundo ou que todas nós nascemos para a maternidade. Se tem uma coisa que eu acho o máximo e acredito demais é no livre arbítrio que o Criador nos deu. Escolhemos TUDO em nossa vida, inclusive ter ou não ter filhos. Não é porque é mulher que precisa ou tem a obrigação de fazer prole.

Bem, aí que eu hoje, grávida do meu terceiro filho (ou filha, claro :) ), por escolha, de forma planejada, feliz, realizada, colocando em prática um sonho de formar uma família grande, já tendo passado por bilhões de formas de terapia, de ter me virado ao avesso em sessões de autoconhecimento, de estar plena e realizada… bem, depois disso tudo, confesso que ainda sinto um certo medo com a maternidade.

Pensamentos do tipo invadem a minha cabeça, sem que eu me esforce para isso: “Nossa, o que será que vão pensar? Eu e Eduardo nem nos casamos ainda, não estamos juntos há nem 1 ano ainda”; “Como será que meus parceiros de trabalho vão receber esta notícia. Será que continuarei a ter lugar na empresa, mesmo desempenhando homeoffice?”; “O que será que as pessoas vão pensar/dizer, já que tenho dois filhos do primeiro casamento?”.

A maternidade, ao mesmo tempo que é a maior realização da minha vida, que é o grande salto do meu despertar de consciência, que é o meu grande dom e propulsora da minha missão aqui na Terra, também é culpa, é dificuldade, é medo, é esse tipo de pensamento tacanho que eu descrevi aí em cima. Como diz a Laura Gutman, a maternidade também traz as nossas sombras.

100% das mães com quem converso e convivo nestes anos de jornada estão afundadas na culpa. Umas mais e outras menos. A medida que vamos nos conhecendo e curando as nossas feridas, eu percebo que diminuímos a culpa, já que aceitamos que somos as melhores mães que podemos ser para nossos filhos agora.

É culpa de tudo: de não poder trabalhar e ser a super executiva que disseram que você poderia ser, desde que fizesse faculdade; é culpa de trabalhar fora, ser uma mega profissional, mas não estar com seu filho boa parte do dia; é culpa por não ter libido depois que seu filho nasce e não transar com vontade com o companheiro; é culpa por não ter tal corpo de antes, que na verdade nunca mais vai existir (e nem por isso é ruim); é culpa por ceder à birra dando o doce que a criança quer; é culpa por não dar tanto colo quanto gostaria.

Diante deste cenário, eu lhe digo, querida amiga: Mamastê! A mãe que habita em mim acolhe a mãe que habita em você.

Estamos todas no mesmo barco. A sociedade é bruta com as mães. É difícil demais ser mãe neste mundo. Somos desvalorizadas, cobradas, punidas, tolhidas. Não nos permitem, sequer, amamentar nossos bebês. Ou porque é feio ou porque fere os olhos dos outros ou porque o peito cai ou porque fizeram-nos (em grande parte a indústria de fórmulas artificiais e farmacêutica) acreditar que não somos capazes de alimentar nossa própria cria.

São tantas culpas. Que dor, minhas amigas.

E eu lhes digo: que nos abracemos. Que possamos curar a nós mesmas, em primeiro lugar. Que possamos nos conhecer, a fundo. Que tenhamos a oportunidade de entrar em contato, entender, perdoar e reverenciar a nossa linhagem feminina, as nossas acentrais. Que possamos mergulhar fundo em nós. Que tenhamos o desejo profundo de adentrar os mistérios de nossas dores.

Só assim, pela cura de nós mesmas é que poderemos curar nossos filhos, que serão capazes de ajudar muitos outros a se curarem no futuro. Nào acredito na reforma política ou econômica para mudar o mundo. Acredito na reforma humana. Se a nossa geração conseguir se salvar, a cura virá estampada na próxima. O salvamento vem pela cura das nossas dores, no momento em que saímos das nossas sombras. Quando nos curamos, salvamos a próxima geração. Exatamente como a árvore doente que, quando é tratada, passa a dar bons frutos.

*Imagem: Daqui

24 mai 2016

Vem aí o/a terceirinho/a

Post por Glauciana às 09:15 em Gravidez

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Minha mãe me diz que quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, eu respondia: professora, mulher e mãe. Pois bem, desde que me entendo por gente sonho em ter 3 filhos. No entanto, depois que me separei do pai dos meus filhos, dei um jeito de acabar com o sonho. O que eu descobri é que eu não consegui acabar com ele e, melhor que isso, que eu poderia reconstruir este sonho com outra pessoa. Hoje estou aqui, numa segunda união, anunciando algo muito, muito, muito importante para mim. Vejam no vídeo!

 

 

23 mai 2016

Carta para um Recém-pai

Post por fernanda às 00:24 em A mãe que ninguém vê
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“Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão”. Carl Jung

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por: Fernanda Moreno

Oi moço… Ontem conhecei sua esposa num evento em São Paulo. Ela estava lá com mais uma dezena de mães buscando mais conhecimento sobre maternidade, os prazeres e desprazeres que as mulheres experimentam quando se tornam mães. Ela estava lá sozinha tentando entender como pode se tornar uma pessoa melhor para a família de vocês.

No intervalo nossos caminhos se cruzaram e ela me contou angustiada que estava com dores no seios pois aquela era a hora da mamada do bebê. Ela estava aflita já que você nunca ficou tanto tempo sozinho com ele e enquanto me contava, ela chorou. Acredita? Chorou no ombro de uma estranha todas as angustias que vem carregando desde que o seu filho nasceu.

Então, resolvi tomar a liberdade de escrever para você… Imagino que também esteja um pouco perdido e precise conversar. Sua mulher acabou de parir. Vou usar este termo mesmo para você também sentir o peso e poder desta palavra. A mulher quando pari, assume todos os instintos mamíferos. Ela se volta completamente para a sua cria. Quer e deve ficar por perto nutrindo o seu bebê de amor, leite, carinho, segurança, conforto. Cara, você nem imagina como isso é importante para a raça humana. Se todas as mulheres conseguissem assumir esse poder mamífero, meu amigo, este nosso mundo já poderia até estar curado.

Mas não. Além de você, a Juliana tem que enfrentar toda a sociedade que não entende as necessidades básicas de uma mãe recém parida. Sabe quando ela decidiu pelo parto humanizado e você disse que se soubesse que ela era hippie não teria se casado? Além de enfrentar a sua ignorância, ela também peitou uma industria que trata o parto como linha de produção. Imagina se além de cuidar do bebê recém nascido você também tivesse que apoiá-la no pós operário?

E por favor, pare de exigir que ela volte ser a mulher que ela era. A executiva que gostava da noite e de salto alto deu lugar a uma nova versão, que busca incessantemente pela reforma íntima, para ser a melhor mãe que seu filho pode ter. É cruel exigir dela outra coisa. E te falo mais, logo, a licença maternidade acabará e toda essa pressão que você já ta fazendo em casa ela sofrerá dos gestores, colegas de trabalho e família. Sacou? É o mundo contra ela! O mínimo que você pode e deve fazer é acolhê-la.

Pra gente finalizar, me faz um favor? Quando a encontrar um pouco descabelada, com as unhas por fazer e sem maquiagem, diga que ela é a mulher mais bonita do mundo, que sabe o quanto ela tem se esforçado para ser uma boa mãe e que por isso tem toda a sua admiração.

Eu acredito que você é um cara bacana, que ainda tem fé na humanidade e que busca por mudanças políticas e econômicas para que seu filho tenha um futuro melhor. Mas meu amigo, a revolução começa internamente e no momento que enfrentamos nossos demônios estamos salvando todos os nossos descendentes.  A revolução que mais precisamos neste momento é a humana e sua esposa já começou a dela. Que tal acompanhá-la?

*Imagem: Daqui

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