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18 mai 2013

Decoração criativa de quartos para crianças e bebês

Post por Glauciana às 04:41 em Coisa de Criança

Decorar a casa é uma delícia. E quando se trata do quarto de nossos filhotes, a coisa fica mais gostosa ainda. Mil ideias, mil possibilidades e muita criatividade podem deixar esse espaço uma belezura.

Garimpamos algumas ideias de encher os olhos. Difícil vai ser a criança querer dormir num quarto desses :)

17 mai 2013

A arte de criar filhos – sem ajuda!

Post por Glauciana às 02:01 em Natura Mamãe e Bebê

Quando me separei do pai de meus filhos, com eles ainda muito novinhos (Dudu tinha pouco mais de três anos e Luca apenas um) eu me angustiava muito com uma coisa: como criarei dois filhos sozinha? Como darei conta? Como farei para educar? Então, toda a responsabilidade ficará sobre minhas costas? E quando um tiver febre na madrugada e o outro estiver dormindo? Como levarei ambos para o hospital?

Confesso que essa foi uma das questões mais difíceis para mim na ocasião. No entanto, mãe é instinto puro. Acredito que todas nós, mas agora falando especificamente de minha maternagem, que é muito espontânea e quase primitiva, naturalmente fui dando conta. Apenas um dia após o outro, sem receitas, sem manuais. Seguindo o fluxo e rebolando para criar os dois.

Agora, com essa nossa mudança para a Bahia, mais de dois mil quilômetros distantes de qualquer parentesco ou rosto parecido, por toda a experiência adquirida (ufa! ainda bem que a gente aprende com as situações que parecem não ser boas, né?), não senti um pingo de insegurança quanto a isso. Novamente, somos eu, Dudu e Luca, os três mosqueteiros!

Tem horas que realmente não são fáceis. O cansaço bate, mãe também tem piriri e pode se atrasar um dia no trânsito, por exemplo. É claro que para ser sozinha e criar filhos é preciso criar uma rede de contatos. E foi isso que fui fazendo tão logo chegamos ao novo Estado. Aluguei, propositalmente, a casa dentro de um condomínio, para ter vizinhos bem ao lado e gritar, no caso de uma emergência, sobretudo por que não temos carro.

A escola é outro grande ponto de apoio. Com as educadoras e demais funcionárias, gente que eu aprendi rapidamente a confiar, sei que posso contar em dias mais atribulados. Além disso, como tenho participado bastante das atividades da escola – que segue a pedagogia Waldorf e é totalmente aberta para a integração da família – tenho conhecido várias outras mães e pais de amigos de Eduardo e Luca. Assim, também tenho a quem recorrer na hora de um desabafo, de uma troca de ideia.

Aprendi que desafios sempre teremos, sendo mãe de um, de dois, de três ou mais, casadas ou separadas. Mesmo com companheiro, muitas mulheres também sentem-se sobrecarregadas ou solitárias no quesito educação e criação dos filhos. O pulo do gato é manter a humildade em alta e se relacionar com as pessoas, não ter vergonha de pedir ajuda e contar com o apoio das pessoas ao redor. Assim, também vamos ensinando aos nossos filhos um dos porquês de estarmos neste mundo: ajudar a quem precisa.

16 mai 2013

Como proteger seu filho das doenças do inverno

Post por Glauciana às 03:31 em Saúde

Aqui onde moramos, no litoral norte da Bahia, não faz tanto frio, nem nos meses do inverno no calendário. Apenas um ventinho mais frio à noite e alguns dias bem chuvosos. Entretanto, essa não é a realidade nos estados do sudeste e do sul, talvez até alguns do centro-oeste.E nesse tempo, quando morávamos em São Paulo, onde meus filhos nasceram, era o frio chegar para… batata! Gripe, dor de ouvido, resfriado, dor de garganta.

Mas, calma, mãe! Tudo natural, normal da idade e que faz parte do desenvolvimento. Algumas doencinhas até são boas para a criança, pois ajudam seu corpo a formar os anticorpos. Doenças na infância fazem um certo bem. O que não faz bem é para nós, mães, que perdemos noites de sono angustiadas com os pequenos, as que trabalham fora faltam no serviço, quando os tchutchucos não podem ir à escola e mais uma série de dores de cabeça que criança doente causa. Além da peninha e da angústia que sentimos, sim?

Fiz uma lista das doenças mais comuns no inverno e como passar por elas sem maiores traumas:

Gripe
O vírus da gripe mais tradicional é o Influenza, mas como é super resistente e existe em todo o mundo, já se transformou e há vários tipos.  Por isso, o tratamento é um pouco mais chato e pode demorar alguns dias.  Como se sabe, não há o que fazer para tirar o vírus do corpo, uma vez infectado. O que se pode fazer é prevenir bastante e, depois de adquirido,  usar remédios e soluções caseiras para amenizar os sintomas que são beeeeeem ruins.

Sintomas: Febre alta (acima de 39°C em 65% dos casos), dores musculares, prostração (mal-estar, sensação de fraqueza), tosse, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, falta de apetite, dificuldade para respirar e, consequentemente, dormir.

Como tratar: O ideal é não encher a criança de remédio, pois ela já está fragilizada pelo vírus. Entretanto, se tiver febre vale dar antitérmico a abusar do banho morno. Descongestionante nasal também ajuda muito a desentupir o nariz na hora de dormir. E muita ingestão de líquido, principalmente água, para ajudar a se rehidratar.

Como prevenir: Lave as mãos de seus filhos sempre que puder. Tente, na medida do possível (sem se tornar uma doida neurótica) não compartilhar talheres e copos com outras crianças. Em dias muito frios não fique muitas horas seguidas em ambientes fechados como salas, shoppings, lojas. Isso por que podem ter pessoas infectadas e o vírus adora ir para outros corpinhos. Prevenir com a alimentação também é uma ótima saída. Muita vitamina C nos pequenos, que pode ser encontrada nos seguintes alimentos: laranja, acerola, mamão papaia, goiaba, pimentão, brócolis, morango, kiwi, abacaxi, limão, tangerina, cajú, tomate, agrião, salsa, couve, rúcula e couve-flor.

Dor de ouvido
Está aí uma das piores dores da infância. Eu tive muita e posso dizer, com conhecimento de causa, que realmente doi muuuuuuito. A dor de ouvido, que é chamada de Otite, é a infecção ou inflamação no ouvido. Ela pode ser classificada como aguda (que surge subitamente e por pouco tempo) ou crônica (surge repetidamente por um longo período). As otites devem ser cuidadas, pois podem causar problemas sérios como perda irreversível da audição.

Sintomas: Pode ocorrer muita dor, coceira, vermelhidão, inchaço, secreção e perda da audição. A febre não é um sintoma tão comum, mas quando aparece é um sinal mais grave da infecção.

Como tratar: O tratamento depende da intensidade do problema, dos sinais e sintomas. Normalmente são aplicados antibióticos nos casos em que haja sinal de infecção bacteriana. Analgésicos e antitérmicos também são muito utilizados. Por todos os riscos que a otite pode acarretar, diante de qualquer desconfiança de alguma infecção, leve seu bebê imediatamente ao pediatra.

Como prevenir: Agasalhe bem seu filho e coloque uma touca quando ele for submetido a mudanças climáticas, ou seja, se saiu do quentinho e vai para o frio, toquinha nele. Seque bem o ouvido da criança, principalmente depois do banho. No banho de banheira, para os mais novinhos, vale cuidar na hora de lavar a cabeça para que não entre água nos ouvidos. Não passe muito cotonete, pois ele tira a cera, que na verdade é uma forma de tampão, impedindo que agentes infecciosos entrem para o fundo do ouvido. Antes de dar a mamadeira, posicione a criança de forma que a cabeça esteja mais levantada que o corpo. Não amamente o bebê e deite-o em seguida. Se regurgitar, o líquido sobe pela fossa nasal até chegar ao ouvido e pode causar a inflamação. Alimente seu filho com leite materno. Ele transmite os anticorpos da mãe para o bebê, assim a imunidade da criança se torna mais poderosa.

Bronquiolite
A única doença que fez eu encarar uma internação com meus filhos foi essa tal de bronquiolite. Muito comum na infância, essa doença quase que só ataca bebês ou crianças na primeira infância (menos de dois anos e mais nos piticos, de até seis meses). A bronquiolite decorre da inflamação das pequenas vias aéreas dos pulmões (bronquíolos), provocada pelo vírus, agravado pelo acúmulo de muco. Isso dificulta a passagem do ar, causando sintomas parecidos com os da asma. Uma das causas da doença é um vírus chamado sincicial respiratório (VSR), que também pode provocar infecções de ouvido, laringite e até pneumonia. Mas outros vírus também podem causar bronquiolite, como o rinovírus (do resfriado comum), o adenovírus, o influenza (da gripe) e outros.

Sintomas: Nariz escorrendo, tosse e febre baixa, que podem se agravar e levar a dificuldades para respirar e, às vezes, chiado no peito. Muitos bebês também ficam irritados e inapetentes. Entre as crianças que estão mais vulneráveis a desenvolver uma insuficiência respiratória mais séria por causa do vírus da bronquiolite estão os bebês nascidos prematuros, os nascidos com problemas cardíacos ou pulmonares e aqueles com deficiências no sistema imunológico.

Como tratar: Assim como os resfriados comuns, não há fórmula mágica ou única para tratar a bronquiolite, mas há medidas simples para deixar o bebê menos desconfortável. Dê uma boa quantidade de líquidos para mantê-lo hidratado (se ele ainda mamar no peito, amamente com frequência). Eleve a cabeceira do berço ou da cama colocando uma toalha ou cobertor dobrado entre o estrado e o colchão. A elevação da cabeça facilita a respiração quando o nariz está entupido. Inalações com soro fisiológico podem ajudar o bebê a eliminar o catarro das vias aéreas. Se o pediatra recomendar, dependendo do clima de sua cidade, use um umidificador no quarto para umedecer as vias aéreas da criança e facilitar a respiração. Mantenha seu filho longe de fumaça de cigarros, tinta fresca, madeira ou lenha queimada, agentes que podem dificultar ainda mais a respiração. Mas, a dica mais importante, leve seu filhote ao pediatra para a doença não ficar grave.

Como prevenir: Lave suas mãos e a das crianças com frequência, e não tenha vergonha de pedir às visitas para que façam o mesmo antes de segurar o bebê, já que o vírus é transmitido pelo contato físico e é muito resistente (pode sobreviver por seis horas). Não tenha o hábito de compartilhar copos ou talheres com seu filho ou mesmo entre as crianças da família. Um irmão mais velho com sintomas de resfriado pode transmitir o vírus para o bebê. No caso de prematuros ou bebês mais vulneráveis à doença, como crianças com problemas no coração ou doenças pulmonares, o pediatra pode receitar alguns medicamentos feitos com anticorpos sintetizados em laboratório, que protegem contra um dos vírus que causam a bronquiolite, o VSR.

*Imagem: Daqui

10 mai 2013

Uma Super Mãe me ensinou a ser uma Super Mulher

Post por Glauciana às 18:34 em Besni

Ela foi mãe muito jovem. De uma origem bastante simples, carecida de amor de sua mãe biológica, foi criada por uma família que não lhe poupou cuidados e bem-querer. Uma menina, que aos 18 anos, sem nem saber o que esperar ainda da vida, teve uma filha. Com a responsabilidade batendo à porta, deixou a pequena aos cuidados da mãe adotiva e marchou 3 mil quilômetros Brasil acima em busca de dias melhores. De um lado da balança conseguiu a melhora que queria, mas a saudade da cria matou um tanto de sua ingenuidade de moça. Porém, seu coração, nunca se endureceu.

Com essa força, determinação e amor por mim, minha mãe me ensinou a ser uma Super-Mulher. Seu ato corajoso, de deixar quem mais amava, para poder me dar um mínimo de dignidade, me ensinou que por um filho todo o resto deixa de fazer sentido. Ela me ensinou a lutar por aquilo que eu desejo. A correr atrás dos meus sonhos, mesmo quando eles parecem impossíveis. Ela me mostrou, com seu exemplo, que não há fronteiras no mundo ao caminharmos pelo conhecimento.

Fez das tripas o coração para me oferecer o que de melhor podia no quesito educação. Me deu cursos, me abriu portas e, mesmo quando elas estavam trancadas, deu um jeitinho de abrir as janelas para que eu passasse. Minha mãe é uma grande guerreira e me mostrou o que é ser mulher. Ela me ensinou que feminismo mesmo é a gente ser dona do nosso próprio nariz, é poder fazer as nossas próprias escolhas, acreditando naquilo que é o certo para nosso coração. Ela me mostrou que eu poderia ser uma mulher autônoma, que bancasse minhas escolhas e aceitasse as renúncias implícitas. Me ensinou que eu poderia ser forte e firme, sem deixar de usar saias, passar batom vermelho e chorar no colo de um homem quantas vezes eu quisesse.

Minha mãe, Joana D’arc, a mulher com nome de guerreira, me fez uma grande mulher. E é a ela que eu devo os bons valores que eu tento ensinar a meus filhos hoje, que são homens, mas que se depender da mãe e da avó que têm, aprenderão desde cedo a valorizar uma Super-Mulher.

É por isso que hoje, neste mês de maio, eu fico muito feliz em escrever um texto para uma marca que também apoia e valoriza a emancipação feminina, incentivando que cada vez mais mulheres – independentes de mães ou não, profissionais do mercado ou donas-de-casa, negras ou brancas, gordas ou magras, casadas ou divorciadas – possam ser felizes no caminho que escolheram para si. Obrigada Besni, pela oportunidade, e o meu parabéns a todas as mães desse mundo que ensinam seus filhos, meninos ou meninas, a valorizar cada vez mais a força das mulheres. Desejo um Feliz Dia das Mães a todas que levam a consciência e o amor para o mundo <3

Concurso cultural “Super Mães” de Besni
E para comemorar esse Dia das Mães, a Besni presenteará com um vale compras de R$250 + um DaySpa no Zenchi SPA para ser desfrutado em dupla, mãe e filha. Para concorrer, os participantes devem responder à pergunta “Por que a sua mãe é uma Super Mãe?”. A melhor resposta, escolhida pela comissão julgadora formada pela equipe Besni + Super Mulheres, levará os prêmios. Valem as respostas enviadas até 20/5/2013 e o resultado sai em 29/5/2013. Vai lá, gente, clica aqui!

“O Projeto Super-Mulheres da Besni conta com cinco blogueiras de diferentes perfis, que falam toda semana sobre como a moda se encaixa na rotina de cada uma delas. Acompanhe as atualizações na página da Besni no Facebook: http://on.fb.me/q07wk.”

10 mai 2013

O dilema da volta ao trabalho

Post por Glauciana às 17:45 em Natura Mamãe e Bebê

Foram meses só desempenhando um papel: sendo mãe. De forma integral, inteira, 24 horas, quase se esquecendo do mundo fora da maternagem. Uma entrega tão grande, aprendendo a viver com um outro ser que você gerou e colocou no mundo. Sendo inundada pelo maior amor que você já experimentou na vida. Uma fase intensa, de descobertas, delícias, angústias também, como tudo o que é novo.

E eis que chega a hora de voltar a trabalhar. E normalmente ela vem muito antes do momento em que estamos preparadas. Agora que o bebê está começando a interagir, que já saiu da fase em que apenas chora, dorme e mama, temos que nos separar dele e passar tantas horas do dia longe dele.

Durante um tempo, como muitas mães, fiquei angustiada com essa volta ao trabalho. Tanto que eu tive a opção de escolher ficar mais tempo com meus dois bebês. Mas, fato é que muitas mulheres não têm essa condição de escolha e precisam ou querem voltar a trabalhar. Eu diria que esse é um dos grandes dilemas da maternidade e é quando a culpa mais recai sobre nossos ombros.

Por conta dessa angústia e do medo do bebê sofrer algum mal emocional decorrente da “separação” da mãe, fui pesquisar sobre o tema com uma psicóloga e com o Dr. Fernando de Nóbrega, médico pediatra e especialista em vínculo mãe-bebê. E ambos foram muito enfáticos ao afirmar que a presença da mãe é vital nos primeiros seis meses, período em que a amamentação exclusiva é a mais benéfica para a criança. Basicamente, nesse período de aleitamento materno, a mãe consegue oferecer nesse único ato tudo o que o bebê precisa: colo, aconchego, contenção, alimento, calor, olhar e segurança.

Nesses seis meses a formação emocional é muito intensa e é por essa razão que luta-se com bastante empenho para que a licença-maternidade no Brasil seja regulamentada em seis ao invés de quatro meses. Algumas empresas já adotaram esse tempo e liberam suas colaboradoras nos 240 dias. Depois disso, é claro que o bebê precisa – e muito – da mãe por perto, mas aí entra aquilo que chamamos da presença de qualidade.

Será possível estar presente e participar do universo do bebê, fortalecendo o vínculo com ele, desde que possamos nos entregar nas horas em que estivermos juntos. Fazer com que ele se sinta amado e reconhecido por você. Que nas horas do dia em que você não estiver trabalhando, ocorra uma troca e que ele se sinta cuidado e amparado.

“Nos três primeiros anos de uma criança é que se forma 90% das conexões entre os neurônios que a pessoa terá ao longo de sua vida, o que transforma esse período no mais decisivo para o processo de formação de aptidões, sejam elas sensórias, motoras, emocionais, cognitivas ou psicossociais. É necessário que a criança tenha um ambiente familiar que lhe transmita confiança, amor, atenção, afeto, afeição e oportunidades para brincar e fazer descobertas. É a primeira e mais significativa referência para a criança, sendo que os vínculos ali estabelecidos influenciarão sua capacidade para formar novas relações humanas”. Do livro “Vínculo Mãe-Filho”, do Dr. Fernando José de Nóbrega.

Há relatos médicos que comprovam que mesmo crianças que viveram toda a primeira infância com a mãe dentro de casa, sem trabalhar fora, apresentaram indícios de transtornos de desenvolvimento. Porque, de nada adianta ter a mãe por perto, se ela não se conecta com seu filho, construindo e fortalecendo dia a dia o vínculo entre eles. “Se a mãe não estabelece um bom vínculo com o bebê no princípio da vida, quando ela não olha para ele, não oferece continente necessário para a vivência da sensação de segurança, o bebê se recolhe, porque não faz a integração e foge das sensações de desintegração que a experiência suscita”, diz Eliana Pomé, Coordenadora do Projeto Saúde Emocional no Amparo Maternal.

Ou seja, mesmo que passemos horas distantes de nossos filhos, que possamos – ao estar com eles – nos doar de coração. Que possamos aproveitar os momentos de cuidados básicos, como as trocas de fralda, o banho, a alimentação e a brincadeira para lhes mostrar que a mamãe está ali, por eles e com eles. Que ele é um ser amado e que temos prazer em estar em sua companhia. Fazendo assim, ele se sentirá parte de nosso mundo e se encontrará como um indivíduo seguro e com consistência emocional para ir criando outros vínculos afetivos ao longo da vida.

Palavra de Especialista

VOLTAR AO TRABALHO

É imprescindível que a mãe fique com o recém-nascido todo o tempo que ela puder, pelo menos nos 3 – 4 meses de vida. Daí em diante ela deve continuar a ter relação com o filho, para reforçar o vínculo com ele. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria conseguiu aprovar uma lei que favorece a boa relação nos primeiros 6 meses de vida.

Com relação ao item: quando sair para trabalhar, isso causará algum dano emocional para o bebê? Devo já responder dizendo que ela terá 6 meses para o preparo dessa separação, trabalhando, também, para encontrar quem poderá atuar de forma adequada com o bebê. Lembrar que a vida continua e a mãe não poderá deixar de desenvolver suas atividades habituais. Um filho vem para completar e participar da felicidade da família com o novo evento.

Dr. Fernando José de Nóbrega, médico pediatra, especialista em vínculo e consultor da Natura.

Esse texto foi originalmente escrito no ano de 2011 e publicado no Blog de Natura Mamãe e Bebê.

*Imagem: Daqui

05 mai 2013

Nossa moda prática de cada dia

Post por Glauciana às 15:47 em Besni, Publieditorial

Quando chegamos de mudança na Bahia, no começo de janeiro deste ano e auge do verão, sentimos a diferença do clima em relação à São Paulo. Lá é muito chuvoso e fresco nessa época do ano e no nordeste é um calorão, sol brilhante todos os dias e noites claras e estreladas. Roupas para mim eram só vestidinhos leves e para os meninos de dia era apenas a sunga, e para sair de casa tinha bermudas e camisetas regatas.

Grande parte das pessoas, quando eu questionava sobre esse calor daqui, dizia que no inverno as chuvas vinham e o calor amenizava. Eu confesso, não botava muita fé. Até que agora, em maio, eu realmente entendi o que isso significa. O clima é maluco também no nordeste. Isso não é privilégio da terra da garoa! De manhã tem chuva forte, depois céu nublado, aí o sol aparece e em horas o mundo desaba em água novamente.

E o calor de antes, intenso e constante, já dá sinais de desaparecer aos poucos. E nessa montanha-russa do tempo, a gente sofre com o que vestir. Afinal: roupa de frio ou de calor? E quando a gente tem crianças, como resolver?

A grande sacada aqui em casa foi ter à mão algumas peças-curinga, como as malhas leves para colocar por cima da regata ou da camisetinha quando esfriar. Elas são leves, não ocupam tanto espaço na bolsa quando tenho que sair de casa e quebram um galho quando estou na rua e pego o vento frio que as chuvas trazem agora no outono e no inverno. Encontro todas na Besni! Outra mudança que precisei fazer no visual foi trocar as sandalinhas rasteiras por sapatilhas. Já que andar na chuva com rasteirinha não é tão confortável, para manter os pés no chão e sem salto, além de manter o conforto, apelei pras sapatilhas, que sempre combinam com vestidos ou saias e que encontro na Besni também.

Para as crianças, a dica é muito simples: bermuda mais comprida, abaixo dos joelhos, camiseta de manga curta, tênis e a tradicional blusa de moletom na bolsa, para quando o ventinho mais frio bater ou a chuva apertar.  Assim, com esses cuidados, estamos prontos para passar pelos dias chuva-sol-nublado que fazem aqui.

Todas as roupas, tanto pra mim quanto pras crianças, você encontra na Besni. E tem uma promoção super legal rolando por lá, a Super Compra: a cada amigo que participar da promoção, ganha R$5 em vale-compras. Se 10 amigos participam, a pessoa ganha R$50. Que tal? Boa? Simbora, é só ver, clicando aqui.

“O Projeto Super-Mulheres da Besni conta com cinco blogueiras de diferentes perfis, que falam toda semana sobre como a moda se encaixa na rotina de cada uma delas. Acompanhe as atualizações na página da Besni no Facebook.”

03 mai 2013

Porque evitar apressar o ensino da leitura e da escrita na criança

Post por Glauciana às 08:04 em Educação

Porque causa tanto dano na criança aprender a ler escrever antes da segunda dentição? Esta pergunta toca um dos mais importantes problemas que existem nesta idade.

Porque nada é mais danoso para a criança que a pressa de ensinar-lhe a ler e escrever prematuramente.

Nos primeiros sete anos funciona a força vital, a força construtora no físico, formando e modelando desde a cabeça; penetra no fígado, pulmões, coração, etc, estabelecendo sua força devida e estrutura correta. Deste modo se adquire a base física sadia para toda a vida. Mais tarde haverá somente um crescimento do formato; a forma básica não modificará jamais. Daí se pode compreender facilmente que a criança necessita de todas as forças construtivas para conseguir sua mais completa formação orgânica antes da troca dos dentes, troca com que a mesma  natureza indica que terminou a estrutura básica.

Se parte das ditas forças são minadas por ser dedicadas a outras atividades, a força modeladora diminui de modo que a formação orgânica não pode levar-se a cabo em sua totalidade.

Cada letra, cada palavra com que se ensina a criança a ler ou escrever nesta idade, diminui a dita força vital cuja missão é construir. Debilita-se a base orgânica para a vida, pois é levada para outra direção, e diversifica-se a atividade da formação orgânica produzindo mais tarde uma debilidade ou enfermidade em alguma parte do ser humano.

Numa palavra, toda influência prematura pode conduzir eventualmente a uma posterior enfermidade na vida adulta.

Se pode impelir a criança a que aprenda a ler e escrever um pouco antes do normal, mas este esforço se pagará caro  mais tarde acelerando a dissecação (secamento) e rigidez dos membros. Além disso, esta pressa e aflição empurra criança para uma maturidade física prematura, angústia e restrição da alma e espírito, formando assim pessoas mais voltadas para o materialismo que para viver com plenitude pessoal. Devemos deter a criança em seu desejo de avançar apressadamente e aprender antes de seu devido tempo qualquer matéria escolar, para seu próprio bem no futuro.

Toda criança tem certo desejo de aprender as letras, é normal, pois deseja imitar os adultos também nisso.

Igualmente deseja conhecer os números, mas esse aspecto da imitação deve ser restringido e controlado. Ajudamos mais a criança se desviamos temporariamente suas ânsias de aprender, pois assim ela guardará fresca sua força vital e será capaz de desenvolver-se melhor durante o resto de sua vida.

As forças construtivas normalmente terminam a primeira fase de seu trabalho com a segunda dentição, ficando livres para dedicar-se inteiramente a sua próxima tarefa construtiva no intelecto e na memória. Tudo foi promovido e previsto por uma sabedoria muito elevada e devemos melhor respaldá-la e honrá-la no lugar de tratar de mudar “algo” ao nosso desejo. Não é muito tarde para começar o aprendizado da leitura e escrita aos sete anos, pois só quando as forças formadoras estão livres é que podem dedicar-se ao aprendizado no seu curso normal, e a criança pode plenamente gozar de tal aprendizado. Devemos evitar que as crianças se lancem prematuramente a atividades para as quais não estão preparadas ainda pois temos de cuidar que seus corpos cresçam e se formem sem danos e entregar à sociedade homens íntegros, sinceros, positivos e verdadeiros, os quais sendo adultos, possuam um corpo sadio e apto, dotado de um espírito e uma alma que com prazer receberá o devido conteúdo de sua sorte.

Texto de Nora von Baditz, do livro: “Que es necessário a el niño”.  (Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a Família, no Facebook).

*Imagem: Daqui

01 mai 2013

Alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto antes da hora

Post por Glauciana às 08:57 em Educação

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança?

Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos. Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”.

No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos. É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças internas para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos.

Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, baseada em uma concepção de mundo denominada de Antroposofia, elaborada por Rudolf Steiner, confiamos cada vez mais nos resultados dessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo (com cerca de 25 escolas no Brasil, e dezenas de jardins de infância) orientando educadores quanto a essa questão. A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. Os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência.

Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela.

Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita gráfica de nossos antepassados longínquos e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho. A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque as letras não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante.

O desenho da criança é a forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso.

Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 1/2 ou 7 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita.

A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e sua individualidade, saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva.

O brincar da criança, seu desenho, sua imaginação e sua criatividade, fazem parte de seu aprendizado sobre o mundo e sobre si mesma. O brincar representa o princípio lúdico que embasa as atividades dinâmicas e artísticas e pode orientar toda a prática docente, mas que também dá significado ao ensino-aprendizado, pois pode expressar o motivo, assim como, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo.

Termino com uma frase do filósofo Friedrich Schiller: “O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”.

Texto de Sueli Pecci Passerini, publicado no caderno Aliás do jornal O Estado de São Paulo, p. J8, 30/9/12. (Versão revista em 9/11/12). Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a Família, no Facebook.

Sueli Passerini é Doutora em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), professora da FAAP e autora de O Fio de Ariadne – um caminho para a narração de histórias, 3a. ed., São Paulo: Editora Antroposófica, 2011. Integra a Aliança pela Infância e é professora dos cursos de pós-graduação em Pedagogia Waldorf no Centro Universitário Italo Brasileiro de São Paulo e Universidade Santa Cecília de Santos.

*Imagem: Daqui

29 abr 2013

No tempo certo o bebê vai dormir a noite toda

Post por Glauciana às 08:17 em Natura Mamãe e Bebê

Um dos assuntos mais polêmicos e recorrentes em todas as rodas de mães é a hora de dormir. Em 100% desses relatos há: falta de sono, troca do dia pela noite, bebê que acorda de duas em duas horas, que ficam grudados no seio materno a madrugada inteira… entre tantas outras.

Houve uma época em que eu realmente achei que não ia conseguir passar por aquela fase com tranquilidade, por conta do sono irregular dos meus filhos. Eu acreditava, com unhas e dentes, que eu nunca mais dormiria. E era um drama tão real, que quando alguém me falava os bordões “é natural“, “é só uma fase“, “vai passar“, eu chorava mais ainda por me sentir fraca. Se é tão natural, se é só uma fase e se ela vai passar, que péssima mãe eu sou que não consigo ficar algumas noites sem dormir? Que tipo de ser humano é esse que não consegue passar por um tipo de desafio, sobretudo pelas pessoas que eu mais amo no mundo: meus filhos?

E só quem sofre a privação de sono é capaz de entender o teor disso que estou falando. Nós nos sentimos totalmente incapazes de fazer atitudes corriqueiras, a concentração é afetada e os reflexos ficam mais lentos. Isso sem falar no aspecto emocional. E justamente por causa da instabilidade emocional que estamos passando, somando as aventuras da nova rotina com o bebê e por tantas horas sem dormir, é que neste momento podemos adotar métodos nem tão amorosos para “ensinar” o bebê a dormir.

O que não faltam nessas horas são conselhos, táticas, métodos, livros e alimentos que farão, “quase que milagrosamente”, o bebê dormir a noite inteira. Uma coisa que tem que ficar bem clara é que bebê novinho que dorme a noite inteira é exceção à regra e que muitas dessas técnicas podem ajudar, é claro, mas não são garantia, já que existe um tempo certo de maturação neurológica para que a criança consiga vencer seus outros estímulos, como fome, insegurança e irregularidade do sono, para poder dormir mais horas seguidas.

O principal dilema dessa fase é: deixar ou não o bebê chorando no berço? Responderei essa questão com um argumento dos médicos Paul leiss e Frederick Hodges, no livro “Soluções para Noites sem Choro“, de Elizabeth Pantley:

“Bebês e crianças pequenas são seres emocionais e não seres racionais. A criança não consegue compreender por que ignoramos seu pedido de ajuda. Ignorar o choro do bebê, mesmo com a melhor das intenções, pode levá-lo a sentir-se abandonado. Os bebês respondem a necessidades biológicas que os “especialistas” em sono ignoram ou negam. A abordagem mais sensata e carinhosa é responder imediatamente ao choro da criança. Lembre-se de que você é o pai e que uma de suas responsabilidades é dar ao bebê segurança e conforto. É um belo sentimento saber que você sozinho tem o poder de iluminar a vida de seu filho e eliminar todo o medo e a mágoa”.

Eu devo confessar que com Eduardo, meu primeiro filho, por conta da inexperiência e do desespero pela privação do sono, eu tentei aplicar a técnica do choro para que ele aprendesse a dormir a noite toda. Depois de mais de duas horas com meu bebê berrando no berço e eu chorando do lado de fora do quarto, desisti, para nunca mais repetir aquilo. Dr. Fernando de Nóbrega, médico pediatra e especialista em vínculo mãe-bebê diz que deixar a criança chorando no berço não é bom para ninguém. Todos vão sofrer. E está coberto de razão, né? Pegar no colo, aninhar, ninar e acalentar é muito mais gostoso para todo mundo, não é mesmo?

Acho que o caminho é deixar fluir a conexão máxima com nossos bebês e aceitar o fato de que tudo o que ele precisa é de nós na hora de ir para o mundo dos sonhos: do nosso carinho, do nosso amor e do nosso apoio para que consiga chegar ao amadurecimento para poder dormir a noite inteira. O que você acha? Conte pra gente aqui.

Palavra de Especialista

CHORO OU COLO?

Com relação ao tema, existem divergências: uns acham que deve deixar chorar e outros que não. Sou do grupo que pensa ser importante não deixar o bebê sofrer. Procurar saber a causa que esta levando ao choro e tentar corrigir. Não acho que seja adequado deixar o bebê chorando. Pergunto: você deixaria uma mãe chorando sem acudi-la?

Dr. Fernando José de Nóbrega, médico pediatra, especialista em vínculo e consultor da Natura.

Esse texto foi originalmente escrito no ano de 2011 e publicado no Blog de Natura Mamãe e Bebê.

*Imagem: Daqui

28 abr 2013

Alfabetização Precoce. Por que a pressa?

Post por Glauciana às 19:56 em Educação

Muitos pais anseiam que seu filho menor de seis anos conheça letras e números e, de preferência, domine, além dos conteúdos específicos da escola, outras línguas. Não dá para negar que  a criança da primeira infância tem uma grande capacidade de aprender. Essa capacidade, aliada à ansiedade dos pais, faz com que muitas escolas passem a oferecer estímulos para a alfabetização precoce. Os pais ficam orgulhosos e as crianças? Tal atitude é boa para elas?

A alfabetização na primeira infância apresenta uma gama de estudos sobre suas vantagens e desvantagens. Não nos cabe aqui, e nem queremos, nos basear em tais estudos.  Prós e contras mantêm a balança em equilíbrio, não permitindo assim uma conclusão. Especialistas se dividem em posições opostas e se fundamentam em pesquisas científicas. Será, então, um bom caminho pensar em alguns efeitos da introdução precoce da leitura e da escrita.

O primeiro efeito da alfabetização precoce é o fato de que um considerável número de crianças não aprende a ler e escrever o nome  dos colegas ou mesmo não está pronto para enfrentar o processo de alfabetização. A escola, em geral, não tem metodologia  para lidar com os  alunos que apresentam diferenças de ritmo e maturidade, acabando por tratar a média como norma. Dessa forma, não estando dentro dessa média, muitas crianças passam a ser suspeitas de apresentar algum distúrbio de aprendizagem. Um outro efeito da precocidade na alfabetização, e particularmente tão grave ou mais que o primeiro, é que ela contribui com o desaparecimento da Infância. É fato que as crianças da primeira infância carregam grande parte do pesado mundo adulto porque não conseguimos mais protegê-las. Agora, colocá-las intencionalmente nesse mundo é bem diferente.

A criança da primeira infância (0-6 anos) deve brincar livremente para desfrutar o que pode desse momento especial de sua vida, e que dura tão pouco. É natural que algumas crianças se interessem pelas letras espontaneamente. Que isso seja tratado como brincadeira. Acelerar  a aprendizagem com a intenção de uma melhor formação para o futuro é ilusão e um equívoco dos adultos. Aos pais e as escolas, cabe a defesa intransigente do direito que a criança tem de ter infância, já que tudo conspira para o desaparecimento dessa fase tão especial. Nossas escolhas vão indicar se estamos fazendo ou não essa defesa.

Fonte: Coordenação Pedagógica da Ninho de Luz (Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a Família, no Facebook)

Imagem: Daqui

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